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Região Oceânica: obras atrasadas causam transtornos

Já não bastasse os moradores da Região Oceânica de Niterói sofrerem com enchentes em diferentes bairros durante chuvas, agora eles precisam lidar com o atraso nas obras de drenagem e pavimentação realizadas pela prefeitura.

O governo deu início às intervenções no Boa Vista, em Itaipu; e na Estrada Frei Orlando, no Jacaré, mas os trabalhos, que deveriam ter sido entregues até o fim de 2018, ainda se arrastam nesse ano. Outras intervenções, prometidas para os loteamentos Serra Grande, Maravista e Santo Antônio, também em Itaipu, estão sem previsão para sair do papel. O investimento total gira em torno de R$ 180 milhões.

As obras de drenagem e pavimentação no Boa Vista, loteamento próximo ao Corpo de Bombeiros de Itaipu, tiveram início em março passado. Mas a etapa que seria iniciada em maio de 2018 no loteamento Santo Antônio e as intervenções no Serra Grande e no Maravista não se concretizaram.

Seis meses depois, em outubro, a prefeitura divulgou que a ordem de início da primeira etapa para as obras do Santo Antônio seria assinada em breve. No local, deveria estar sendo feita a drenagem do canal de Santo Antônio e a urbanização, com drenagem e pavimentação de 27 ruas, que somam 13 quilômetros de vias. Preocupados com o atraso para o início das obras, moradores organizaram uma comissão para acompanhar o andamento do projeto.

As obras de urbanização, drenagem e pavimentação de 66 ruas dos loteamentos Maravista e Serra Grande, que compreendem a região no entorno da Avenida Central e parte do Engenho do Mato, estão ainda mais atrasadas. A licitação para escolher a empresa responsável pelo projeto estava marcada para o último dia 28, mas, segundo a prefeitura, foi desmarcada “por questões editalícias” e não teve uma nova data divulgada.

O projeto inclui 26km de extensão da Região Oceânica, com investimento de cerca de R$ 78 milhões. Segundo edital divulgado, o prazo máximo para a execução das obras será de 18 meses a partir da ordem de início expedida pela Empresa Municipal de Moradia Urbanização e Saneamento (Emusa).

Já em relação ao Santo Antônio, o Executivo ressaltou que são duas licitações em andamento, uma em torno de R$ 6 milhões e a outra de cerca de R$ 70 milhões. Em dezembro, a prefeitura confirmou que a primeira está à espera de decisão judicial, porque uma empresa concorrente entrou na Justiça. Após decisão, a obra deve iniciar no prazo de três meses a contar da ordem de início. A outra licitação, segundo a administração pública, está em fase de recursos das empresas que se apresentaram ao certame.

E tem mais…

Prevista para ser finalizada em dezembro, a intervenção no loteamento Boa Vista ainda não concluiu as obras em três ruas. Também falta o serviço no entorno da Praça do Boa Vista. A obra foi iniciada pelo município em março, e o investimento foi de cerca de R$ 20 milhões.

São mais de seis quilômetros de ruas contempladas com obras, com instalação de galerias de águas pluviais, terraplanagem e asfalto, além de melhorias na praça do local. Na última semana de dezembro, faltavam cerca de três, das 13 ruas contempladas, mas a prefeitura havia garantido que todas as vias principais estariam prontas até o fim do mês, e que apenas a região próxima da praça, assim como sua urbanização, ficariam para janeiro, o que não aconteceu.

Nesta semana, as mesmas ruas permaneciam sem asfalto e os serviços estavam concentrados em volta da praça na construção de calçadas. Sobre o atraso, o Executivo Municipal não se pronunciou.

No Jacaré, chuvas e pedras atrapalharam 

Iniciadas em junho de 2018, as obras de drenagem e pavimentação da Estrada Frei Orlando, no Jacaré, tinham a previsão de serem finalizadas no dia 19 de dezembro. Mas na data, nem a etapa da instalação das manilhas de águas pluviais havia sido concluída.

O investimento é de cerca de R$ 4 milhões. Dois quilômetros da via estão sendo contemplados com a intervenção. Até o dia 19, parte das manilhas ainda não havia sido instalada e ainda faltava abrir espaço para ligar o encanamento nas ‘bocas de lobo’, responsáveis por escoar a água da rua. A partir disso, seria iniciada a construção de calçadas, serviços de terraplanagem e, por fim, a pavimentação.

Quando a parte da prefeitura for finalizada, entram em ação homens da concessionária Águas de Niterói. A obra do Executivo contempla apenas a ligação das águas pluviais do bairro. O esgoto, a cargo da Águas de Niterói, segundo moradores ainda é desembocado no Rio Jacaré. Mas a concessionária Águas de Niterói garantiu que há rede coletora de esgoto no local e que  este é destinado para tratamento na ETE Camboinhas.

Na época do anúncio da obra, o secretário executivo Axel Grael ressaltou que a intervenção da prefeitura seria importante no processo de renaturalização do rio, permitindo que a água da chuva chegue até ele sem sedimentos. funcionários da obra contaram que, além das chuvas terem atrasado o prazo, moradores cobraram novos muros de residências que, segundo eles, teriam sido danificados por conta do intenso fluxo de maquinário. Na última semana, dois haviam sido refeitos, deslocando trabalhadores.

Além disso, diversas pedras foram encontradas pelo caminho, exigindo sua extração ou obras de contenção. A obra na região ainda causa transtornos para os moradores. Diversos ‘montes’ de terra podem ser vistos nas laterais da via, também de terra no trecho em obras, e, de acordo com quem vive no local, em dias de chuva, a estrada fica intransitável, ficando impossível circular a pé ou de carro por conta da lama. A prefeitura informou que o prazo de conclusão foi estendido em função do volume de chuvas registrado na cidade e por conta do acordo feito com os moradores sobre o horário de execução da obra, uma vez que esta é a principal via de entrada e saída do bairro. A nova data é para fevereiro 2019. O Executivo não se pronunciou sobre novas intervenções como a retirada das pedras e os muros de contenção.

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