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Niterói 4.40 – Ontem, Hoje e Amanhã

Um Ato Adicional, em 1934, determinou a nomeação de Niterói, ainda sob nome de Vila Real da Praia Grande, como capital da província do Rio de Janeiro.  Já como Nictcheroy, em 1835, a condição de capital trouxe grandes desenvolvimentos urbanos na cidade, como a barca a vapor, iluminação pública a óleo de baleia, lampiões a gás, abastecimento de água e novos meios de transporte (bondes elétricos, estradas de ferro, companhia de navegação) para ligar a cidade ao interior do estado. No final do século XIX, por volta de 1885, foram fundados alguns sistemas de bonde, o que possibilitou a expansão da cidade para o litoral, como Icaraí e os extremos, como Ponta D’Areia e Itaipu.

A Revolta da Armada,  movimento de rebelião promovido por unidades da Marinha do Brasil contra o governo do marechal Floriano Peixoto, supostamente apoiada pela oposição monarquista à recente instalação da República, em 1893, prejudicou as atividades produtivas da cidade, forçando a transferência da sede da capital para Petrópolis, junto à fragmentação de seu território: freguesias próximas passaram a constituir o município de São Gonçalo.

Com a amenização da Revolta e devido à necessidade da proximidade da capital do estado do Rio de Janeiro com o Distrito Federal, em 1903, Niterói voltou a ser a capital do Estado. Isso ocasionou um novo impulso de modernização na cidade com construção de praças, deques, parques, estação hidroviária e rede de esgotos, além de alargamentos das ruas e avenidas principais.

Modernização – Alguns prefeitos se destacaram no desenvolvimento da cidade. Entre eles o primeiro de todos, Paulo Pereira Alves. Defensor do meio ambiente e incentivador do potencial turístico da Região Oceânica, o Político foi idealizador da avenida na Praia de Icaraí. João Pereira Ferraz teve gestão marcada pela urbanização e Feliciano Sodré continuou o trabalho com objetivo de embelezar arquitetonicamente e também implantar rede de saneamento em alguns bairros. Ernâni do Amaral Peixoto era o prefeito quando houve o aterro de Praia Grande, os parcelamentos de áreas na Região Oceânica e a construção de avenida que ganhou seu nome, no Centro.

Mas, o maior marco para o crescimento econômico de Niterói viria em plena ditadura, quando foi inaugurada a Ponte Presidente Costa e Silva, mas conhecida como Ponte Rio-Niterói, que usou um sistema muito avançado de sustentação, em 1974. Foi o sinal para o redirecionamento de investimentos públicos, da especulação imobiliária, da infra-estrutura e ocupação de bairros da cidade.

No ano seguinta, em 1975, Niterói deixou de ser a capital, por causa da fusão do estado da Guanabara e o Rio de Janeiro. Com a nomeação da cidade do Rio de Janeiro como capital do estado unificado, Niterói se viu em meio de um pequeno freio econômico-social.

Depois de um certo ostracismo na década de 80, a partir de meados dos anos 90, a cidade passou a apresentar índices de desenvolvimento que a tornam mais do que simples coadjuvante da capital do estado. Referência em setores essenciais como educação, saúde, qualidade de vida e cultura, o município cresce a passos largos ganhando espaço no cenário nacional.

MAC – Para consolidar o renascimento de Niterói como força no estado, em 1996, sob gestão do prefeito Jorge Roberto Silveira, foi inaugurado o Museu de Arte Contemporânea de Niterói, que logo se tornaria o principal cartão-postal da cidade. Projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, localizado sobre o Mirante da Boa Viagem, o museu, contantemente comparado a uma nave espacial, por sua fachada futurística, possibilita que o visitante desfrute de vistas panorâmicas que se lhe oferecem quer fora do museu, a partir do pátio, quer dentro do museu por um olhar pelo anel de janelas que divide este gigantesco prato de concreto em duas faixas. O MAC ainda disponibiliza um segundo maior acervo do Brasil de obras pertencentes à arte contemporânea, todas datadas ao decorrer do século XX.

Dados – Hoje, Niterói conta com uma população estimada em 487 327 habitantes, em uma área total de 129,3 km², sendo a quinta cidade mais populosa do estado e a de maior Índice de Desenvolvimento Humano. Um dos principais centros financeiros, comerciais e industriais do Rio de Janeiro, Niterói é a 12ª entre as 100 melhores cidades brasileiras para negócios, e vem acompanhando um alto índice de investimentos nas área imobiliárias e comerciárias, muito por sua proximidade geográfica ao Rio de Janeiro, como também pelo intenso desenvolvimento das atividades de exploração de Petróleo offshore da Bacia de Santos (SP) e de Campos (RJ).

Segundo dados do IBGE, de 2009, o Produto Interno Bruto nominal de Niterói foi de R$10,8 bilhões, figurando como o terceiro município com maior PIB do Rio de Janeiro, depois do próprio Rio. É o 41º município mais rico do Brasil, sendo também, a segunda maior empregadora formal do Estado.

Em estudo feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em, junho de 2011, classificou Niterói como “a cidade com população mais rica do Brasil”, por possuir 30,7 por cento dela inserida na classe A. Considerando as classes A e B, Niterói também aparece em primeiro lugar, com 42,9% de sua população inserida nessas classes.