Cidade
Protesto contra mortes de jovens termina com ônibus incendiado em Niterói

As mortes de dois adolescentes em um morro de Niterói resultaram na manifestação de moradores da comunidade do Cavalão, na noite de ontem. Segundo a Polícia Militar, durante o protesto, que teve início por volta das 20h, cerca de 15 pessoas pararam um ônibus, mandaram os passageiros saírem e incendiaram o veículo.
Além de ameaçar comerciantes de Santa Rosa durante o dia, traficantes do Morro Souza Soares ordenaram o fechamento dos mesmos, mais cedo. Cinco criminosos, da mesma facção, invadiram um depósito de bebidas na Rua Tupiniquins, em São Francisco, e roubaram 20 pessoas.
O trânsito teve que ser interditado nas ruas Joaquim Távora e Lemos Cunha, devido ao protesto. Na mesma noite, um grupo de assaltantes fez um arrastão nas ruas de Santa Rosa, Icaraí e São Francisco – todos bairros da Zona Sul da cidade. Por causa das duas ocorrências, a Polícia Militar reforçou o patrulhamento da região e o Morro do Cavalão foi ocupado por homens do Grupamento de Ações Táticas.
Em nota, a Polícia Militar narrou os acontecimentos de ontem e afirmou ocupar o Morro do Cavalão por tempo indeterminado.
“Hoje, 1º de outubro, por volta das 19h30 horas, marginais pararam um ônibus na Rua Joaquim Távora e atearam fogo. Quando as guarnições da PMERJ e Corpo de Bombeiros lá chegaram foram efetuados disparos de arma de fogo do alto do morro. Por medida de segurança, o trânsito no local foi interrompido, com a ocupação da mata no alto do morro. O Corpo de Bombeiros conseguiu se aproximar e debelar o fogo. O trânsito já foi liberado e o policiamento reforçado no local. Esses são os fatos. Fora isso, estão surgindo vários boatos no Facebook. Boatos como esses já ocorreram num passado recente. Por favor, mantenham a calma e na dúvida liguem para a Polícia Militar 190, para o 12º BPM 2719- 7787 ou para as Companhias Destacadas”.
De acordo com O Globo, o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, pediu para que o atual governador do Rio, Pezão, envie novas unidades de policiamento para Niterói e adiante a construção do Batalhão de Maricá – assim, o décimo segundo ficará a cargo, exclusivamente, da segurança de Niterói.
Informações desencontradas
Durante as ações dos criminosos, muitas informações foram trocadas através das redes sociais, inclusive, dados que eram equivocados, como a queima de quatro ônibus, ao invés de um, e a invasão por criminosos de um prédio na Estrada Fróes, o que aumentou, ainda mais, o pânico da população.






