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Travessia Temiminó: trilha ecológica ligará São Francisco a Piratininga

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Com início em São Francisco e fim próximo à Prainha de Piratininga, a travessia Temiminó, será uma trilha ecológica com conclusão prevista para maio deste ano.


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Trilha ecológica

Em paralelo a construção do caminho de asfalto entre Charitas e Cafubá, mutirões começam a abrir um outro caminho em meio a floresta. Com início em São Francisco e fim próximo à Prainha de Piratininga, a travessia Temiminó, será uma trilha ecológica que começa a ser demarcada e sinalizada no mês de janeiro, com conclusão prevista para maio deste ano.

Com aproximadamente 7 km de extensão, a travessia será quase o triplo da extensão da trilha do Costão de Itacoatiara. O tempo médio estimado para concluir o trajeto é de cerca de três horas de caminhada, com dificuldade entre moderada e alta. A riqueza natural ao longo do trajeto proporciona aos amantes da natureza um instigante universo de descobertas, tanto pela biodiversidade quanto pela beleza cênica das paisagens. Em um dos trechos, a trilha margeia o chamado córrego da Viração, onde existe até uma pequena queda d’água com poço de cerca de 4m quadrados. Entre as espécies da fauna que podem ser avistadas por lá estão preá, ouriço-cacheiro, tamanduá-mirim e uma variedade de pássaros.

Os trilheiros poderão pegar a travessia já no alto do Parque da Cidade ou iniciá-la a pé por São Francisco, passar pelo Bosque dos Eucaliptos e chegar ao mirante. De lá, a trilha segue por baixo da rampa de voo e desce até se aproximar do novo túnel. Nesta parte, é possível se refrescar com a água do Córrego da Viração. O percurso, então, sai do Morro da Viração e começa a subir o Morro do Imbuí até sair no bairro de mesmo nome, próximo à Prainha de Piratininga.

Revitalização, demarcação e sinalização

O trabalho de revitalização e demarcação consiste na implantação de sinalização rústica (pinturas em pedras e troncos), instalação de placas informativas e melhorias no caminho. A sinalização já começou a ser feita nos trechos mais visitados, como o Bosque dos Eucaliptos. A partir da segunda quinzena deste mês, a gestão do Parnit pretende fazer mutirões para avançar os trabalhos na parte do traçado em que o trabalho será mais difícil na travessia São Francisco-Cafubá e no Morro do Imbuí, onde há trechos com o caminho fechado e erodido.

Um dos grupos que participam dos mutirões e também mobiliza integrantes para os trabalhos de manejo é o Clube Niteroiense de Montanhismo (CMN), que, em abril, lançará um guia de 57 trilhas em Niterói e Maricá, com 160 quilômetros de caminhos mapeados.

O grupo afirma que as trilhas do Parnit já foram muito frequentadas no passado. Devido à violência, as pessoas acabaram deixando de utilizá-las. Agora, a presença maior da guarda ambiental fazendo rondas e o próprio aumento no número de praticantes de montanhismo vêm estimulando as pessoas a frequentem o local.

Outro fator que pode levar mais movimento às trilhas do Parque da Cidade é a limitação no acesso de visitantes ao Costão de Itacoatiara, que entrou em vigor no último final de semana. Pelas novas regras, no máximo 200 pessoas poderão permanecer na trilha simultaneamente.


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