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NOTÍCIAS Suspeita de ser chefe do tráfico em favela do Fonseca é presa em prédio de luxo em Icaraí

ÂNGELA CRISTINE POLISSENI CONTROLAVA O TRÁFICO DE DROGAS COM RIGOR EM COMUNIDADE DO FONSECA

Suspeita de ser chefe do tráfico na Favela Nova Brasília, no Fonseca,  Angela Cristine Polisseni foi presa, na última quarta (23/08), por policiais da 78ª DP. Conhecida como ‘Princesa’, ela é investigada por participação num esquema que, além do tráfico, envolve crimes de lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa. De acordo com as investigações, somente com a venda de drogas a quadrilha movimentava cerca de 1 MILHÃO DE REAIS por mês.

Angela levava uma vida dupla. Chefiava o tráfico com mão de ferro, visitando as ‘bocas de fumo’ e comandando a quadrilha, mas morando num apartamento de luxo, frequentando a alta sociedade de Niterói e viajando com frequência para o exterior. Sempre vestida impecavelmente, Angela era tida como rica e nascida em ‘berço de ouro’. Nada disso.

Segundo a polícia, Angela é casada com o traficante Luiz Claudio Gomes, o ‘Pão Com Ovo’. Ele foi preso em 2015 e está no presídio Bangu 3, no Complexo de Gericinó. Com o marido cumprindo pena, ela teria assumido seu lugar como chefe da quadrilha e estava comandando traficantes da Nova Brasília. Havia um mandado de prisão pendente para ela.

Além de Angela, os agentes prenderam o advogado Mauro Silva Sant’ana, conhecido como ‘Doutor Mauro’. A operação foi batizada de “Background” — em referência a uma imagem em segundo plano, que na maioria das vezes, não é percebida.

Os policiais prenderam Angela no apartamento de luxo em que ela morava, na Rua Álvares de Azevedo, em Icaraí, Zona Sul de Niterói. Segundo as investigações, a mulher mantinha uma vida de ostentação com o dinheiro do tráfico, com direito a viagens para o Caribe e motorista particular. Ela também é cliente assídua de salões de beleza e costuma fazer compras em lojas de grife, além de frequentar uma academia.

Pagamento de propina

‘Doutor Mauro’ foi preso em sua casa em Santa Bárbara, na Zona Norte de Niterói. De acordo com as investigações, ele dava apoio jurídico a Angela para ajudá-la a ocultar o patrimônio obtido com o dinheiro do tráfico. Além disso, o advogado pagaria propina a agentes para que não houvesse repressão ao tráfico na Nova Brasília.

A polícia investiga Angela e Mauro ainda pelo crime de lavagem de dinheiro: eles colocariam bens comprados com o dinheiro do crime em nome de “laranjas”. Os dois tiveram os bens sequestrados. Entre eles, imóveis em Niterói, Saquarema e Cabo Frio, esses últimos municípios da Região dos Lagos; um Honda City e um Kia Sportage; e contas bancárias em seus nomes.