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MPF abre inquérito para apurar ato que bloqueou trânsito na Ponte Rio-Niterói

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946890-protesto_petrobras_rj_100215_9O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPF) decidiu instaurar inquérito civil público para investigar possível dano à população com o fechamento ontem (10) da Ponte Rio-Niterói. O trânsito ficou interrompido durante uma manifestação organizada, segundo o MPF, pelos integrantes do Sindicato dos Trabalhadores Empregados nas Empresas de Manutenção e Montagem Industrial do Município de Itaboraí (Sintramon), do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio de Janeiro (Sindipetro) e empregados da empresa Alumini Engenharia, que trabalham no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), localizado em Itaboraí, no leste fluminense.

De acordo com o MPF, a instauração do Inquérito, por meio dos procuradores da República Sérgio Luiz Pinel Dias e Ana Padilha Luciano de Oliveira, foi resultado da representação feita pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), logo após a manifestação.

O MPF informou que na avaliação da PRF, responsável pelo policiamento na Ponte Rio-Niterói, a manifestação colocou em risco a segurança da via, dos motoristas e dos próprios manifestantes. Ainda conforme o Ministério Público, o superintendente do órgão, José Roberto Gonçalves de Lima, considerou que “veículos de emergência como ambulância, bombeiros e socorristas da ponte ficaram impedidos de passar, causando transtorno e colocando em perigo a vida de várias pessoas”. Os procuradores receberam um relatório da PRF com informações sobre os envolvidos e com identificação dos ônibus que levaram os manifestantes até o local.

O protesto dos sindicalistas durou cerca de duas horas e, nesse período, o tráfego na via foi interrompido por mais de 200 manifestantes. O bloqueio provocou congestionamento em vários pontos no trânsito tanto em Niterói quanto na capital fluminense e só foi liberado por volta das 14h. Mesmo com a liberação da pista, o Centro de Operações Rio (COR) ainda indicava lentidão na Avenida Brasil e na Linha Vermelha, duas das principais vias da cidade.

Para os procuradores regionais dos Direitos do Cidadão Ana Padilha Luciano de Oliveira e Sérgio Pinel, o direito de manifestação dos trabalhadores é totalmente legítimo, mas destacaram que o bloqueio, ainda que parcial, das rodovias federais depende de autorização prévia da PRF. Segundo eles, a interdição da Ponte Rio-Nitérói gera riscos e é totalmente lesiva. Eles destacaram também ser necessário apurar a responsabilidade do ato, que pode ter violado o direito de ir e vir dos cidadãos, além de adotar medidas para reparar eventuais danos à população da capital e de Niterói.

Manifestação

Cerca de 400 trabalhadores da empresa Alumini Engenharia, que trabalham nas obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), participaram da manifestação. Os trabalhadores foram de ônibus de Itaboraí, no interior do Rio de Janeiro, para a capital, a fim de participar de manifestação em frente à sede da Petrobras, na Avenida Chile, centro do Rio.

Quando passavam pela Rio-Niterói decidiram descer no meio da ponte, na altura do vão central, e seguir a pé. Com isso, houve muitas retenções no trânsito e no acesso à ponte pelos dois lados.

Eles querem o pagamento de salários atrasados há três meses, benefícios como férias, décimo terceiro salário, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), tíquete-alimentação e seguro-saúde.

Fonte: Agência Brasil


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