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Smartphones nas salas de aula: vilões ou aliados?

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smartphoneOs aparelhos celulares estão cada vez mais presentes no cotidiano das pessoas e essa nova realidade também refletiu no aprendizado. Hoje os professores disputam a atenção dos alunos com os aparelhos celulares. Surgiu, assim, o dilema: proibir o uso dos smartphones durante a aula ou tentar incluí-los no processo pedagógico? Em alguns estados brasileiros e em outros países do mundo já vigora a proibição do uso dos telefones inteligentes nas salas de aula. Contudo, a ideia ainda está em discussão.

Alessandro Mulim, fundador do Grupo M3, acredita que a tecnologia veio para ficar. Segundo ele, ela contribui, facilita a vida das pessoas e deve ser considerada uma ferramenta facilitadora e se opor a presença dela não é uma postura adequada para aqueles que educam.

“Estamos educando para o futuro então precisamos nos antecipar para as tendências e trabalhando isso na escola, preparando os alunos para o que eles irão encontrar fora da escola”, defende o educador.

Segundo Mulim, o processo de assimilação do conhecimento é desgastante e a tecnologia entra com o propósito de tornar esse processo menos cansativo. Nas unidades do Grupo M3 existe um acordo verbal da instituição com os alunos que proíbe o uso dos smartphones quando este é usado como elemento de dispersão e não como uma ferramenta para o aprendizado.

“Nós nos preocupamos com o uso inadequado da tecnologia no sentido de ser uma fonte de dispersão. Como qualquer ferramenta a gente deve ter maturidade para saber usar da forma e na hora certa. O M3 tem a preocupação de fazer o uso delas e orientar os alunos para que elas sejam utilizadas de forma agregadora”, salienta.

Fotografar a lousa ao invés de copiar é outra atitude que tem chamado a atenção dos educadores, tanto nas escolas quanto nas universidades. A tendência divide opiniões entre pais, alunos e pedagogos. O novo método adotado pelos estudantes é usado quando não dá tempo de copiar todo o conteúdo, ou quando algum desenho ou gráfico é difícil de copiar ou simplesmente por preguiça de escrever.

Alessandro ressalta que para os alunos que possuem dificuldades de copiar a matéria e prestar atenção na explicação dos professores a opção de fotografar o quadro agrega no aprendizado desse estudante.

“Já para outros alunos é importante copiar para manter-se concentrado, para esse estudante não vale a pena o uso dessa ferramenta. A gente procura deixar isso muito a critério do aluno. Quando percebemos que o aluno está usando o celular para um propósito alheio à proposta da aula não permitimos. Como é difícil de controlar isso de modo geral nós pedimos que os celulares fiquem guardados para que todos fiquem concentrados, mas nunca nos opomos que o aluno tire o celular da bolsa e que faça uma foto do quadro. Pedimos que o aluno alinhe isso com o professor”, finaliza.

Na opinião do estudante de jornalismo Josué Amador, o uso dos smartphones nas salas de aula é aliado dos estudantes para pesquisas de complementação ou até mesmo na hora de gravar debates nas salas de aula. Para Amador, o aparelho se torna vilão quando é usado para conversas fúteis nas redes sociais, assistir a vídeos fora do contexto na aula, dentre outras atitudes.

“Eu apenas fotografo o quadro, mas isto não agrega meu aprendizado e tenho consciência disso. Quando deixo de praticar a escrita, acabo perdendo a habilidade de escrever rápido ou mesmo de forma legível. Diminuindo assim minha eficiência na escrita manual”, reconhece o universitário.


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