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Olhando a Cidade – Crônica de Jota Carino

BUÁAAA POR CAUSA DO BUEIRO 
por Jota Carino.

Bueiro, para quem não liga o nome ao objeto, é aquela tampa que encontramos aí pelas ruas.

Há os de tampão redondo, que se abrem para dar acesso às profundezas misteriosas dos esgotos, cabos, canos, num emaranhado geral de que nem desconfiamos quando, lépidos e faceiros, passeamos pelas praças, ruas e avenidas. São esses que, de vez em quando, vemos voar pelos ares – sem que sejam pombos ou aviões – com explosões nas galerias por causa de gás ou de eletricidade.

Existem também aqueles modelos gradeados de bueiro, que vemos junto aos meios-fios.  São eles que se transformam em coletores involuntários de objetos que caem das mãos de gente distraída e vão direitinho para as profundezas abissais abaixo de nós. Eu mesmo vivi isso dia desses, no Rio, quando meu molho de chaves – incluindo a da minha motocicleta HD – caiu-me da mão e… passou certinho pela grade. Felizmente, um passante gentil e hábil me ajudou a resgatar as chaves, livrando-me dos transtornos que teria para conseguir voltar para Niterói.

Pois é, esses humildes e prestimosos bueiros gradeados demonstram sua importância inenarrável sobretudo agora, na época de chuvaradas. Mas, tanto nossa falta de cuidado pessoal quanto a incompetência dos serviços públicos permitem que os bueiros fiquem atulhados de lixo.

Reparem  no que se pode ver bloqueando a gloriosa e salvadora saída para as águas da chuva: papel, capim, pedaços de madeira, garrafas pet, cascas de frutas, inclusive do coco que já deu aquela água deliciosa. São coisas comuns que deviam ir para o descarte para o lixo.

Mas tenho visto por aí também coisas inusitadas, como camisinhas, chupetas e CD´s.

Tenho esperança de que, nesse início de nova administração na Prefeitura, pelo menos uma limpeza em regra dos bueiros seja feita. Se isso não acontecer, vamos chorar – buáaaaaa! – por causa do bueiro.