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A falsa dominância do Fluminense e o título do Vasco

Quinta-Feira, 14/02, o Fluminense surpreendia o Flamengo e a todos, e vencia a equipe Rubro-Negra pelo placar mínimo com um belo jogo de toque de bola, chegando à final do 1º turno.

Domingo, 17/02, Fluminense e Vasco faziam a final da Taça Guanabara em meio ao caos (falaremos somente do jogo). Ainda com o belo jogo de toque de bola, a derrota se encaminhou para o Tricolor e a vitória veio do Cruz Maltino. Mas queremos saber: Afinal, o Flu realmente domina o jogo ou isso é ilusório?

Flu dominante 1×0 Fla apático

No confronto entre as duas equipes, esperava-se, logicamente, uma vitória (maiúscula, talvez) do time da Gávea. Pudera! Um time com um vasto elenco, cheio de qualidade e nitidamente muito caro, precisa render à altura. E quando pensamos numa competição sem muitas dificuldades como é o Campeonato Carioca, a superioridade deve ser avassaladora, no mínimo. E no primeiro embate com uma equipe grande (porém, muito inferior) e no conhecido mata-mata, a expectativa era a mesma. Conclusão: fracasso!

Ninguém entendeu porque a equipe de Abel Braga esteve tão recuada o tempo todo. Alguém aí poderia comentar aqui embaixo dizendo um ataque “convincente” que foi feito pelo Flamengo nesta partida? E Bruno Henrique? Também não apareceu. Em contrapartida, vendo o adversário acuado, Fernando Diniz se mostrou preciso, cirúrgico.
Com a proposta de valorizar a redonda, o treinador não mudou seu estilo contra um time superior. E botou o FLA na roda, envolvendo-o. Até que a premiação veio após a saída errada de De Arrascaeta. Com quatro passes, o Tricolor das Laranjeiras exemplificou a simplicidade, o domínio e botou a bola pra dentro com Luciano. A partida terminou com 63% de posse de bola para o Fluminense contra 37% para o time de vermelho e preto.
Ideias boas, mão de obra… Nem tanto

O questionamento que queremos que você tenha, caro leitor, é a respeito da falta de qualidade do Fluminense. Tudo que foi citado acima, é verdadeiro e real. Realmente o toque de bola é muito bom, é interessante e promissor. O estilo conhecido por ‘Tik-Taka’ implementado por Guardiola influenciou bastante.

O sucesso deste também foi determinante para tentar utilizá-lo. No entanto, pensemos que o técnico espanhol fez isso no grandioso Barcelona e depois no Bayern de Munique. Onde queremos chegar é: para tal será que o “bom material” não é imprescindível?

Ter uma defesa com Matheus Ferraz (ex-Sport e América Mineiro), Digão, Ezequiel e Marlon, e ainda Rodolfo no gol, não é à altura de um grande clube do Brasil, tampouco do Rio. Está aí a dificuldade em fazer essa ideia ser aceita.
Durante a final, o Vasco achou o mapa da mina: marcação adiantada. Chegou uma hora do jogo em que quando o goleiro iniciava a jogada, a bola rapidamente era jogada para lateral, pois não havia qualidade suficiente para continuar com a sequência de passes. Então, como fazer dar certo? Só o tempo dirá. O Brasileirão está aí para responder essa pergunta. Resta saber se a torcida terá paciência a partir do momento em que as coisas caírem de produção. Vale lembrar que o fracasso de Fernando Diniz no Atlético Paranaense na última temporada foi justamente a falta de paciência quando o futebol apresentado passou a ser negativo.

Um campeão efetivo

Sendo sucinto sobre o jogo, o Vasco foi superior no quesito objetividade. A ideia central deste texto é justamente contrapor a ideia de uma posse de bola de quase 80% (percentual do Flu ao fim do jogo) contra a falta de qualidade para fazer gol, por exemplo. O Gigante da Colina, que não tem relação alguma com isso, fez a sua parte. Colocou a bola para dentro naquela clássica falta que ninguém desvia e entra. Assinatura de Danilo Barcellos.

A dominância na posse tricolor PRECISA se transformar em gols. Na verdade, poucas vezes o time das Laranjeiras chegar efetivamente ao ataque. Enquanto isso não mudar, a receita é a marcação pressão e a objetividade. Parabéns ao Vasco! Chegou à grande área e fez. Fim de jogo e o 1º turno é preto e branco.

Filipe Vianna – Blog Segue o Jogo

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