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Rodada #3 – Flamengo, Fluminense e Vasco embalados e Botafogo à beira do abismo

A rodada #3 do Campeonato Carioca teve a vitória dos três grandes cariocas, menos o Botafogo que perdeu para o Flamengo. O desempenho do alvinegro tem sido muito ruim e a torcida está com a paciência esgotada. Você confere o resumo da rodada #3 aqui no Guia de Niterói.

Flamengo 2×1 Botafogo

Vamos começar com o clássico logo. Antes de começar falar sobre o desempenho das duas equipes e suas táticas, queria apenas lembrar que o público foi de 6.225 pessoas PRESENTES. O número de pagantes é pior ainda: 5.314. É simplesmente lamentável um clássico desse nível ter essa quantidade ridícula de pessoas presentes. Mas não estou aqui para criticar os torcedores e culpa-los. Afinal, colocar os ingressos por 120 reais é brincadeira. Com o time do Botafogo jogando muito mal e a torcida revoltada, a maioria não quis ir, e, a torcida do Flamengo, não quis se comprometer a paga tão caro por um jogo na casa de um clube que tem tido bastante rivalidade fora de campo, até com discussões entre diretorias passadas.
Agora, falando da partida… A Estrela Solitária começou melhor. Com a estratégia bem definida de se defender enquanto desse, o sistema defensivo conseguiu montar uma parede. Sendo assim, o Fla ia, tocava a bola, cruzava e era cortada por esse “muro” através da linha de 5. Tentando lampejos de correria e forçando Erik a fazer um milagre sozinho no ataque (Kieza só ajudava nas disputas por alto, fora isso estava paradão), o Botafogo ficou nessa ‘lenga-lenga’ até que conseguiu abrir o placar com um chute esquisito de Jean. O Volante finalizou tão fraco e tão mal que deu tempo de João Paulo pensar e colocar o calcanhar nela. Quando Diego Alves viu, ela já estava morrendo no lado contrário ao que ele pulou. Para o rubro-negro carioca faltou criatividade. Repetindo o ano passado, jogar com equipes (ultra) recuadas foi novamente um problema.
Quando o intervalo terminou e o 2ºT começou, Abel sabia que precisava fazer algo diante da apatia que demonstrava o seu time. E, para isso, promoveu a estreia de Bruno Henrique (no lugar de Vitinho) que chegou no meio de semana, treinou uma vez e foi direto para o jogo. E o ex-Santos botou fogo no jogo através de jogadas agudas, objetivas em direção ao gol, fora a velocidade já conhecida. Pelo lado Botafoguense, o cansaço já estava nítido. João Paulo havia saído após sentir dores, Jonathan era o termômetro que segurava É.Ribeiro no lado esquerdo e também saiu, com cãibras. Os jogadores estavam entregues. Nem por isso, Kieza deixou de colocar uma bola na trave. Diante desse cenário, Bruno Henrique abriu a contagem após belo escanteio na 1ª trave. Depois disso, foi desespero lá atrás e o +Querido passou à frente com ele, o estreante, de novo.
Na nossa análise fica a dúvida sobre o que Abel Braga vai fazer. Ele terminou o jogo com 3 volantes em campo. Será que o Flamengo, com aquele elenco muito bom e ofensivo, não deveria sempre jogar (até o fim do jogo) para frente, na pressão, colocando o adversário na parede? Ou será que segurar a partida de vez em quando é bom? A incógnita está no ar. Pro lado Alvinegro, as coisas estão feias. Não há elenco, os titulares não correspondem e após 3 jogos conta-se apenas um ponto e se não abrir o olho, o rebaixamento bate na porta.
Dia 31 às 20h no Engenhão, Botafogo x Resende (as duas piores equipes do grupo C) e dia 29 às 21h, Flamengo x Boavista (os dois melhores do grupo C).

Fluminense 3×1 Portuguesa

Após a 1ª rodada com um jogo muito ruim, o Flu goleou o Americano e agora fez 3×1 na Portuguesa. Apesar das duas vitórias seguidas e oito gols em três jogos, o Fluminense precisa ser “freado”. Quero dizer que não pode haver empolgação alguma. Um dos fatores que comprovam essa afirmação é a repetição do erro da estreia: a dificuldade na saída de bola.
Mantendo a ideia de quando atacar fazer o volante ser o 3º zagueiro e “enviar” os laterais para o ataque, Fernando Diniz também investiu no toque de bola. De novo. E essa posse de bola é interessante desde que seja verticalmente. Ou seja, direcionado ao gol. É incrível como ter o controle da posse de bola é fundamental no futebol, mas também é incrível como ela torna um jogo pragmático de um time se mal utilizada. Penso que o treinador tricolor tem uma boa perspectiva, desde o Audax (SP), mas falta ser VERTICAL.
Falando especificamente da equipe das Laranjeiras, a vitória contra a Portuguesa foi fundamental para dar moral aos jogadores, principalmente a Yony González. O Colombiano, ex Jr Barranquilla, é como um raio e tem demonstrado ser artilheiro. Em dois jogos conta-se três gols já. Destaque para o meia Danielzinho também com três assistências em três jogos. No quesito equipe como um todo, a lentidão na transição foi evidente. Parece que não há jogadores com tanta qualidade para o que o professor quer. Danielzinho está jogando bem, Airton parece corresponder ao que se pede, mas eles vão “aguentar”? Não há peças de reposição. É claro que pode pintar até o título carioca. É possível! Mas para um Brasileirão de 38 rodadas? Reitero que a luta é para não cair. Fernando tem um desafio grande de explorar as melhores características de cada atleta e Yony é o fator principal.
A próxima rodada é contra o Madureira dia 30 às 21:30. o Flu é o 2º colocado do Grupo B com 7 pts atrás do líder Vasco que tem 9 e à frente do 3º colocado, Volta Redonda, que tem 4 pts.

Vasco 1×0 Americano

Com um placar tão apertado, espera-se um texto falando sobre como a partida foi difícil e como o Vasco sofreu. Na verdade, foi nada disso. A partida foi sem grandes jogadas, sem grandes aspirações dos dois lados. A troca de passes rápidos foi o trunfo da equipe, porém limitada pela própria insistência em jogar pelo lado direito. Chegou uma hora que ficou óbvio até. Com a proposta de usar Pikachu no centro, parecia que faltava qualidade nesses apoios pelo lado do campo. Preciso destacar a atuação de Thiago Galhardo. Esse garoto é muito bom jogador. Engraçado que esperava-se mais do irmão dele, Rafael, que começou jogando bem na base e até no profissional do Flamengo. Mas Thiago que se tornou o cara do momento com boas atuações através de gols, passes e o principal: a movimentação. Ele vai pra lá, volta pra cá… Atrai a marcação e faz com que esqueçam dele. Quando vão ver, ele está na entrada da área finalizando e marcando o gol.
Voltando a falar do jogo, o Cruz-maltino abriu e fechou a contagem com um solitário gol do garoto Marrony (e sempre diziam que Marrony dependia de Bruno para ter sucesso né?). Deixando essa piada ridícula de lado, o jovem chegou ao seu 3º gol em três jogos e mostrou para Valentim que quer jogar e pode ser bastante útil.
O Gigante da Colina é o único com 100% de aproveitamento e vem deixando seus torcedores empolgados. A empolgação é boa e válida, mas sempre sem tirar os pés do chão. Espera-se que não haja tanto aquela influência política terrível, sem contar os atrasos de salário.
O Vascão pega a Portuguesa em Moça Bonita (Bangu) dia 30 às 17h (que maldade jogar nesse horário hein!).

Filipe Vianna – Blog Segue o Jogo

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