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EVENTOS Zé da Velha e Silvério Pontes no Palco Niterói Discos

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Palco Niterói Discos – Zé da Velha e Silvério Pontes
Data: Quarta, 12 de agosto de 2015
Horário: 20h
Entrada gratuita
Classificação etária: livre

Local: Solar do Jambeiro
Endereço: Rua Presidente Domiciano, 195 – Boa Viagem
Telefone: (21) 2109-2222 | (21) 2109-2223

O Solar do Jambeiro abre suas portas para mais uma edição do Palco Niterói Discos, na quarta, dia 12 de agosto, às 20h, com show da dupla Zé da Velha e Silvério Pontes. Há mais de 25 anos juntos, os músicos, apelidados de “a menor Big Band do mundo”, trazem para o palco clássicos do choro, ritmo sobre o qual construíram uma belíssima carreira instrumental, além de um repertório formado por obras autorais e de grandes nomes da música brasileira. A entrada é gratuita.

Poucas parcerias são tão duradouras e profícuas como a de Zé da e Silvério Pontes. E isso se explica por diversos fatores, como o enorme talento musical, o diálogo emocionante e profundo de seus instrumentos e a sonoridade intensa com que se apresentam, envolvendo a todos com seus acordes autênticos, presentes nos seis álbuns que já lançaram juntos.

Seguindo os passos do pai, Silvério Pontes se apaixonou pelo trompete logo na infância. Natural de Laje do Muriaé, interior do Estado do Rio, e nascido em 1970, o músico pegou no instrumento pela primeira vez aos oito anos, para integrar a Lira da Esperança, banda de da sua cidade. Aos 17, mudou-se para Niterói, onde se apresentou em diversos bares e eventos. Como compositor e instrumentista, ao longo dos anos, teve a chance de tocar ao lado de grandes nomes, como Luiz Melodia, Tim Maia, Ed Motta, Cidade Negra e Elza Soares.

“Meu pai era trompetista e nossa família muito musical, tios e primos sempre tocando algum instrumento. Acho que é espiritual o meu amor pelo choro. Na banda, quando criança, já tocava maxixes, valsas, dobrados”, afirma Silvério.

Mas, foi junto a um dos mais conceituados trombonistas do choro que Silvério fez sua carreira. José Alberto Rodrigues Matos, o Zé da Velha, nasceu em 1942, e herdou esse nome por conta de seu envolvimento musical com músicos da “Velha” Guarda, como Pixinguinha, Donga e João da Baiana. Natural de Aracaju, Sergipe, Zé deu continuidade ao legado que essa geração deixou para a música instrumental brasileira.

A dupla se conheceu na década de 80, mas firmou parceria apenas nos anos 90, após lançamento do primeiro disco juntos, o “Só Gafieira”, pela gravadora Kuarup, lançado em 1995. Daí em diante, o duo tocou em vários lugares do Brasil. Em 1998, lançaram o CD “Tudo dança”, pela Rob Digital, que permaneceu cinco semanas na lista de recomendados do jornal O Globo, sendo indicado, pela crítica especializada, como um dos melhores lançamentos do ano.

Ao final de 2000, Zé e Silvério lançaram seu terceiro CD, “Ele e eu”, também pela Kuarup. No disco, gravaram choros como “Voltei ao meu lugar”, de Ivan Paulo da Silva, com a participação especial de Francis Hime ao piano, “Ele e eu”, de Pixinguinha e Benedito Lacerda, e “Cordas de aço”, de Cartola.

Em 2002, a dupla se apresentou no evento “Instituto Ambiental Biosfera”, na Praça do Lido, no Rio de Janeiro, e no Teatro Municipal de Niterói, com o show “Samba Instrumental”, que contou com as participações especiais de Rildo Hora, Dona Ivone Lara e Luiz Melodia. O show gerou o primeiro disco ao vivo da dupla, que foi lançado em 2003, pelo selo Niterói Discos. Além de composições autorais, no disco, foram incluídas composições de Geraldo Pereira, Dona Ivone Lara, Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito.

O disco da dupla lançado em 2006, pela Biscoito Fino, “Só Pixinguinha”, reúne em versões que flertam com o samba, o maxixe e a gafieira – mas sem abandonar a essência do choro – 12 temas de Alfredo da Rocha Vianna Filho, entre clássicos e redescobertas. O álbum, uma homenagem ao compositor, arranjador, flautista e saxofonista Pixinguinha, carrega em suas faixas músicas como “Carinhoso” e “Já te digo”.

Lançado em 2013, o disco “Ouro e prata”, o sexto da dupla, não podia ter um nome mais adequado. É rico, é reluzente, tem peso e representa a nossa grande música. Nessa comemoração em forma de disco, a amizade definitivamente tem o seu lugar, e, por isso, a dupla se cercou de amigos, e fez um trabalho diferente dos anteriores, a começar pela sonoridade.

Zé da Velha e Silvério Pontes, nessa viagem atemporal pelas gafieiras da vida, nos apresentam um repertório abrangente, mas absolutamente coeso, justamente pelo caminho conceitual proposto, e prometem muita emoção para esse show intimista no Solar do Jambeiro.