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Túnel Charitas-Cafubá é aberto ao público

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O túnel Charitas-Cafubá foi aberto ao tráfego de veículos neste sábado (06/05), às 13 horas, após solenidade realizada pelo prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, que percorreu as duas galerias. Dirigindo o primeiro carro que passou pela pista sentido Charitas, o prefeito fez o percurso de volta para o Cafubá de bicicleta.

A nova ligação entre a Zona Sul e a Região Oceânica era esperada há mais de 70 anos pelos niteroienses. São duas galerias (uma em cada sentido), cada uma com aproximadamente 1,3 quilômetros de extensão e três pistas (duas para carros, uma para ônibus do sistema BHS), além de uma ciclovia. Diferentemente do que estava previsto em projetos de gestões anteriores, sem cobrança de pedágio.

A obra, que se destaca por sua importância para a mobilidade urbana de Niterói, possibilitando maior fluidez no trânsito e melhor qualidade de vida para os moradores, é referência em sustentabilidade e segurança para os usuários.

O túnel conta com um moderno Centro de Controle Operacional (CCO), que utilizará um sistema inteligente de monitoramento com equipamentos que vão informar, em tempo real, tudo que acontece nas galerias, permitindo o rápido acionamento de órgãos de socorro e segurança em caso de necessidade. São 40 câmeras, seis painéis de mensagens, 80 interfones de emergência e 200 sinalizadores de evacuação de área.

Para a iluminação serão usadas 1.100 lâmpadas de LED. O túnel tem, ainda, sistema de exaustão com 16 ventiladores e moderno sistema de sonorização para emergências com 252 megafones, sendo 120 em cada galeria e mais quatro em cada porta de saída de emergência, com seis conjuntos de amplificadores.

 

As galerias homenageiam duas personalidades de Niterói. O jornalista e escritor Luís Antônio Pimentel da nome à passagem Cafubá-Charitas, e o ex-prefeito João Sampaio batiza o trajeto Charitas-Cafubá.

Obra esperada há mais de 70 anos 

O primeiro esboço do túnel de que se tem registro é um rascunho de 1943, divulgado pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Há 70 anos surgiram as primeiras versões de projeto para a realização da obra. No entanto, nenhuma delas foi à frente.

A primeira detonação do túnel Charitas-Cafubá foi feita em julho de 2015 e a perfuração consumiu 600 mil quilos de explosivos. O material removido durante as detonações foi aproveitado na obra da TransOceânica. Durante a obra não foi registrada nenhuma ocorrência grave ou acidente com vítimas.

A obra do túnel foi concluída em um ano e seis meses. O túnel Icaraí-São Francisco, por exemplo, demorou cinco anos para ser entregue, sendo cinco vezes menor que o novo túnel. No Rio, o túnel Santa Bárbara, com a mesma medida do Charitas-Cafubá, demorou mais de 10 anos para ficar pronto.

Sustentabilidade

Ações relacionadas à sustentabilidade se destacam no projeto do túnel Charitas-Cafubá. Desde a obra, as questões ambientais tiveram atenção especial. Três mil toneladas de rochas foram retiradas na perfuração do túnel e foram reutilizadas.

Para a iluminação do túnel, foram escolhidas lâmpadas de LED, que alcançam melhor performance com menor gasto de energia. Também haverá sistema de monitoramento da qualidade do ar no interior das galerias através de sensores de monóxido de carbono (CO), opacidade e de óxidos de nitrogênio (NOx).

TransOceânica

O túnel Charitas-Cafubá e seus acessos fazem parte da TransOceânica, corredor viário que será entregue no primeiro trimestre de 2018, mudando definitivamente o paradigma da mobilidade urbana de cidade. Com o túnel, o trajeto de Itaipu até Charitas, que era feito em uma hora, passará a ser percorrido em 20 minutos.

A TransOceânica começa em Charitas, na Avenida Prefeito Silvio Picanço, em frente à maternidade Municipal Alzira Reis, e termina no Engenho do Mato, na Estrada Francisco da Cruz Nunes, em frente ao quartel do Corpo de Bombeiros.  O corredor viário tem extensão de 9,3 quilômetros e 13 estações de ônibus BHS (Bus of High Level of Service), que irão beneficiar 80 mil usuários diariamente.

O investimento total da obra é de R$ 310 milhões, com recursos do governo federal e da Prefeitura de Niterói.

Ciclovias

Com um dos projetos mais modernos do Estado, o túnel conta com ciclovias nas duas galerias, proporcionando ainda mais espaço na cidade para a bicicleta como meio de transporte. No último ano, o número de ciclistas em Niterói aumentou 67%. Com a construção da TransOceânica, serão mais 16 quilômetros de malha cicloviária, incluindo pistas exclusivas, inclusive dentro do túnel, e compartilhadas para os ciclistas.

O túnel em números

2 galerias

1,3 quilômetros aproximadamente cada galeria

600 mil quilos de explosivos foram consumidos

3 mil toneladas de rochas na perfuração do túnel

1ano e seis meses para a conclusão da obra

1.100 lâmpadas de LED

16 ventiladores fazem parte do sistema de exaustão

40 câmeras

6 painéis de mensagens

80 interfones de emergência

200 sinalizadores de evacuação de área

60 km/h velocidade permitida

1ª detonação em julho de 2015

252 megafones, sendo 120 em cada galeria e mais quatro em cada porta de saída de emergência, com seis conjuntos de amplificadores


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