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O que faltava para o Flamengo era um treinador com raça!

As críticas em cima da equipe Rubro-Negra se amontoaram com a chegada do fim do ano passado. Mesmo que Dorival tenha melhorado o desempenho do time, chegar ao fim da temporada e lembrar das eliminações da Libertadores, Copa do Brasil e a não conquista do Brasileirão fez o torcedor ficar com um gostinho de “Temporada fracassada”. O Fla está renovando-se. Mas com a manutenção do elenco (maioria), afinal o que mudará para 2019?

Contratações

Agora, 10:10 da noite de 8/01, escrevo esse texto com a chegada das notícias que o Flamengo anunciou Gabigol e De Arrascaeta está por exames médicos. E, talvez, o meia Diego vá embora para o Orlando City – EUA. Caso tudo isso se confirme, a equipe carioca terá um grande time, competitivo, com jogadores que foram sucesso em seus clubes. No entanto, o velho questionamento da torcida (falta de raça dos jogadores) estará resolvido com essas contratações? Eu respondo: Não!

Não é de hoje que a tal “raça” vem se tornando dispensável no futebol moderno. Sei que muitos irão discordar, mas a verdade é que só raça não ganha jogo. Isolar bolas na linha lateral e vibrar na torcida, brigar, entrar duro na jogada… não fazem mais um time ser grande. O toque de bola, a qualidade na marcação e o treinamento de jogadas táticas estão em alta hoje em dia. Não adianta só ter uma coisa e não ter a outra.

Gabriel, De Arrascaeta e Rodrigo Caio são bons, muito bons jogadores, porém não são aqueles ‘raçudos’. E tudo bem. A pergunta é: precisam ser? A verdade é que a qualidade do futebol que estes apresentam, o Flamengo pode se tornar uma grande potência nesse ano somada à manutenção do bom elenco. Sem contar a chegada de um grande treinador que está cheio de vontade.

A raça necessária vem do banco de reservas

Não estou querendo induzir que o mal do +Querido estava no banco de reservas. Não posso jogar Barbieri, Rueda, Carpeggiani, Dorival e Zé Ricardo e seus trabalhos no lixo. Mas a verdade é que o que faltava para o Flamengo era um treinador. Aquele treinador que decide jogo com substituições, que chega no vestiário e detona se tiver que ser assim ou que acalma quando é necessário…

Desafio você a me lembrar quando foi que o Flamengo iniciou um ano com o planejamento do treinador. Até porque Diego, É.Ribeiro, Diego Alves chegaram no meio da temporada. Foram jogados nas mãos dos técnicos para que pudessem fazer jogar. Caso o atleta em questão não estivesse no planejamento, o treinador deveria se virar para escalá-lo. Não tinha uma pergunta chave: “Senhor professor, o senhor gostara desse atleta para sua equipe e esquema tático”? Ou, caso o jogador viesse assim mesmo, estes não questionavam a diretoria.

Agora, com Abel Braga, a expectativa é que isso tudo mude. Ainda que a prioridade tenha sido Renato Gaúcho (e com razão), Abel tem a cara vermelha e preta. A raça que tanto cobravam dentro de campo, não era apenas culpa dos que ficavam com a bola nos pés, mas possivelmente dos que ficavam de fora das quatro linhas. O estilo efusivo do comandante certamente fará com que a nova diretoria pense 2x em fazer algo sem consultá-lo. Sem contar em seus discursos empolgantes que demonstram fome de títulos. Abel sabe como ninguém fazer a grandeza Rubro-Negra resplandecer e impor o jogo.

A raça chegou, a raça fica na beira do campo, a raça é Abel Braga!

Filipe Vianna – Blog Segue o Jogo