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Pesquisa revela aumento no número de ciclistas em Niterói

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Em recente pesquisa realizada no mês de dezembro, o programa Niterói de Bicicleta estima que o número de ciclistas cresceu até 67% em ciclovias da cidade e que a maior parte das bicicletas é utilizada como meio de transporte para o trabalho.

Segundo o levantamento, o pico no número de ciclistas é em direção às barcas, e, no final do dia, o fluxo aumenta no sentido oposto. Dados que são iguais no Centro e em Icaraí. Dessa forma, a pesquisa nos mostra que, assim como os carros, as bicicletas têm ganhado as mesmas características dos carros no horário de rush. Podendo nos dar certeza do papel da bicicleta como meio de transporte para o percurso até o trabalho.

Para realizar a pesquisa, o Niterói de Bicicleta, com apoio do coletivo Mobilidade Niterói, utilizou um contador automático cedido pela associação carioca Transporte Ativo. Capaz de medir a quantidade e a direção de cada bicicleta, o aparelho foi colocado nas duas principais ciclovias da cidade, na Avenida Amaral Peixoto e na Avenida Roberto Silveira.

O relatório mostra que 1.743 ciclistas circularam pela principal via de Icaraí entre 7h e 19h, do dia 7, numa média de 145,25 bicicletas por hora — um aumento de 67% em relação à medição realizada no mesmo período do ano passado, quando o movimento foi de 86,58 bikes por hora.

Pela Amaral Peixoto passaram 1.556 bicicletas entre 7h e 19h, o que representa uma frequência de 129,6 pessoas por hora, 47% a mais do que o anotado na medição do ano passado, quando a média foi de 87 ciclistas por hora.

A implantação, em março, da ciclofaixa na Rua Miguel Couto, que conecta Santa Rosa a Icaraí, é apontada pelo Niterói de Bicicleta como um dos fatores que incentivaram o uso do transporte em duas rodas por ali. E acredita-se que a tendência de aumento deve prevalecer no próximo ano. Além disso, a futura inauguração do bicicletário das Barcas também deve colaborar para esse crescimento.

As medições mensais do grupo de cicloativistas Mobilidade Niterói também registram o aumento do uso de ciclofaixas por toda a cidade. Para o grupo, o problema é que os investimentos na infraestrutura cicloviária não acompanham esse crescimento. Que aumentou muito, variando de 30% a 80%, dependendo da via e é órfão de uma malha cicloviária não está acompanhando as necessidades dos usuários. Falta manutenção, sinalização e fiscalização para coibir abusos e dar mais segurança.


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