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SHOWS Teatro da UFF apresenta nova série batizada de Música Instrumental Brasileira com apresentação de Hamilton de Holanda na estréia.

 

A nova série, batizada de Música Instrumental Brasileira ou, simplesmente, MIB, pretende incentivar e contribuir para a difusão da enorme, mas nem sempre bem conhecida, gama de músicos e formações que se dedicam à música puramente instrumental, em suas mais diferenciadas vertentes.

Com a curadoria principal assinada pelo violonista e compositor Zé Neto, a série MIB apresentará, mensalmente, grupos e músicos consagrados há décadas e também novos talentos, que beberam na fonte dos antigos mestres, e outros que buscam apresentar uma assinatura própria, o seu diferencial no gênero. Mas todos, sem exceção, mergulhados de cabeça na instrumentação, valorizando os solos ou as harmonizações em conjunto, e sempre com uma pegada de música nacional brasileira, mesmo que influências estrangeiras possam ser ouvidas aqui e ali.

A música instrumental pode ser encontrada fartamente em muitos músicos brasileiros, tais como os reconhecidíssimos Pixinguinha, Ernesto Nazareth, Garoto, Canhoto, Jacob do Bandolim, Chiquinho do Acordeon, Radamés Gnattali, Hermeto Paschoal, Luciano Cerrone, Robertinho do Recife, Wagner Tiso, Baden Powell, Egberto Gismonti, Quarteto Novo e Azymuth, para citar alguns. Todos estes fizeram escola e ensinaram as bases para os que vieram em seguida, como Helio Delmiro, Raphael Rabello, Marcelo Caldi, Hamilton de Holanda e tantos outros, entre compositores, arranjadores e intérpretes.

Hamilton de Holanda, o bandolinista e compositor que acrescentou cordas ao instrumento e velocidade aos solos

Estreando a série MIB no mês de março de 2018, a primeira atração, que se apresentará especialmente em dois dias – 24 e 25 de março, no Teatro da UFF, é um dos mais representativos expoentes da nova geração de músicos instrumentais, o consagrado bandolinista e compositor Hamilton de Holanda.

Com 41 anos de vida e 36 anos de música, Hamilton de Holanda carrega na bagagem a fusão do incentivo familiar com o Bacharelado em Composição pela Universidade de Brasília e a prática das rodas de choro e samba. Essa identidade lhe permite transitar com tranquilidade pelas mais diferentes formações (solo, duo, quarteto, quinteto, orquestra), consolidando, assim, uma maneira de expor ideias musicais e impressões sobre a vida com “o coração na ponta dos dedos”.

Atualmente, quase duas décadas depois de adicionar duas cordas extras, perfazendo dez no total, o músico reinventa o bandolim e liberta o emblemático instrumento brasileiro do legado de algumas de suas influências e gêneros. O aumento do número de cordas, aliado à velocidade de solos e improvisos, inspira uma nova geração a se aproximar do bandolim e de conceber formações com uma nova instrumentação. Se é jazz, samba, rock, pop, lundu ou choro, não mais importa. Nos EUA, a imprensa logo o apelidou de ‘Jimmy Hendrix do bandolim’.

Hamilton é um músico de estilo único. Passeia por diversos gêneros, tendo o bandolim como aglutinador de ideias. O choro é sua primeira referência. Seu primeiro repertório era composto por músicas de Pixinguinha, Jacob do Bandolim e Ernesto Nazareth, entre outros. A atmosfera sem raízes na Brasília onde cresceu o fez se apropriar das mais diferentes tradições culturais com muito samba, frevo e bossa nova, principalmente. A paixão e comprometimento com a herança musical nacional é tão grande que, a partir de sua iniciativa, no ano 2000 foi criado o Dia Nacional do Choro, que é comemorado todo dia 23 de abril, data de nascimento de Pixinguinha.

Em sua trajetória consta o prêmio de Melhor Instrumentista, por unanimidade, na única edição e nas duas categorias, erudito e popular, do Icatu Hartford de Artes 2001, permitindo-lhe viver em Paris por um período de um ano, dando asas ao seu trabalho. Com seu primeiro CD solo ‘01 byte 10 cordas’, que também foi o primeiro CD de bandolim 10 solo do mundo, recebeu o título CHOC de uma das mais importantes publicações europeias de música ‘ Le Monde de la Musique’.

O bandolinista foi diversas vezes nominado ao Latin Grammy, sendo premiado em duas edições: em 2016, na categoria Melhor Disco Instrumental com Samba de Chico e, em 2015, na categoria Melhor Canção Brasileira, com Bossa negra, parceria com Diogo Nogueira e Marcos Portinari. Oito de seus discos configuram nas listas de indicações do prêmio: Brasilianos (entre os melhores discos instrumentais no Latin Grammy 2007), Brasilianos 2 (entre os melhores discos de Jazz de 2008), Luz da Aurora, parceria com Yamandú Costa (indicado ao Melhor Disco Instrumental de 2010), Brasilianos 3 (nominado nas categorias Melhor Disco Instrumental e Melhor Engenharia de Som de 2012), Hamilton de Holanda Trio (indicado entre os melhores discos de música Instrumental na edição de 2013), Caprichos (nominado ao Grammy de 2014 como Melhor Disco Instrumental), Bossa Negra (nominado Melhor Disco de Samba/Pagode de 2015 e nominado e premiado Melhor Canção Brasileira de 2015), Baile do Almeidinha (nominado ao Latin Grammy 2015 como Melhor Engenharia de Som) e, mais recentemente, Samba de Chico (nominado ao Latin Grammy 2016 como Melhor Disco de Música Instrumental e Melhor Engenharia de Som).

Com uma carreira sólida, o bandolinista vem se apresentando em diversos eventos e festivais de grande importância no Brasil e no Mundo. Já dividiu o palco com Wynton Marsalis, Hermeto Pascoal, John Paul Jones (Led Zepellin), Milton Nascimento, Chico Buarque, Chucho Valdes, Egberto Gismonti, Zeca Pagodinho, Stefano Bollani, Djavan, Richard Galliano, Marisa Monte, Alcione, Maria Bethania, Seu Jorge, além de uma noite singular com os músicos do Buena Vista Social Club. Consta também na sua discografia participações especiais nos Cds/Dvds de Maria Bethania, Djavan, Cesaria Évora, Beth Carvalho, Diogo Nogueira, Zélia Duncan, Dona Ivone Lara, Ivan Lins, João Bosco, entre outros.

Serviço:

Série Música Instrumental Brasileira – MIB – estreia em com Hamilton de Holanda

Dias: 24 e 25 de março de 2018 (sábado e domingo), às 20h

Com Hamilton de Holanda

Curadoria – Zé Neto

Teatro da UFF – Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói

Ingressos – R$50,00 (inteira) e R$25,00 (meia para maiores de 60 anos, professores e servidores da UFF e estudantes)

Classificação etária: Livre

Duração do espetáculo: 80 minutos

 

 

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