Categorias
NOVIDADES

NOTÍCIAS Legalização do jogo: vai voltar o Cassino Icaraí?

A bola da vez é a liberação dos cassinos e restantes opções de jogo, tal como estão sendo debatidas nesse final de ano, preparando a reversão da proibição introduzida pelo presidente Dutra em 1946. É claro que você pode sempre jogar no casino online (leia mais aqui para saber mais sobre isso) mas sem dúvida que a regulação da atividade dos casinos vai trazer grandes oportunidades de diversão para os jogadores, e de negócio para os investidores e empresários. Além dos cassinos, deverão ser liberadas as casas de máquinas caça-níquel, o bingo e o jogo do bicho, mesmo se nem todos concordam com a alteração.

Cassino Icaraí: um marco de Niterói

Durante várias décadas, o Cassino Icarahy (em sua grafia antiga) foi uma referência de entretenimento em Niterói. Inaugurado em 1916 num palacete antigo, que foi demolido para dar origem a um edifício moderno em 1936. O complexo chegou a ser páreo para o Cassino da Urca, pois incluía cine-teatro, hotel, piscinas e o mais moderno que tinha na época. Contudo, apenas 7 anos depois veio a proibição. Hoje, lá funcionam a Reitoria e o Centro de Artes da Reitoria da Universidade Federal Fluminense (UFF).

É claro que ninguém está pensando em expulsar a Reitoria. A ideia aqui é saber se Niterói voltará a ter um grande centro turístico de jogo e entretenimento que seja uma referência no Rio de Janeiro e para todo o Brasil.

Um cassino para Niterói

A discussão do projeto de lei apontava que cada estado poderia ter licença para ter até 3 cassinos funcionando. Nessa ótica, e sabendo que certamente o Rio não deixaria escapar a oportunidade, é importante que Niterói dê um passo em frente. Esse é um comboio que só passa uma vez, pois depois de as licenças serem dadas, passarão décadas até que os proprietários, por algum motivo inesperado, desistam do negócio. Imagine que Petrópolis ou Angra dos Reis entram também nessa corrida, e rapidamente você vê que os lugares do pódio são poucos para os competidores.

É inevitável pensar que o ideal seria ter um cassino funcionando em um edifício de Niemeyer, mas é claro que a Prefeitura não deveria pensar em atribuir ao entretenimento e ao turismo edifícios que foram pensados para uma utilização cultural e educativa. Se isso acontecesse, não seria a primeira vez que tem um cassino funcionando em um edifício projetado pelo malogrado arquiteto. E não estamos falando do Cassino da Pampulha de Belo Horizonte, mas sim do Cassino do Funchal, na ilha da Madeira (Portugal).