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‘Itacoatiaras’: documentário que liga o bairro de Itacoatiara em Niterói ao município de Itacoatiara, no Amazonas estreia no Festival do Rio e na Suécia

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Com 73 minutos, o longa liga o bairro de Itacoatiara em Niterói (RJ) ao município de Itacoatiara, no Amazonas.


Fonte da matéria: https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2025/09/17/itacoatiaras-documentario-amazonense-estreia-no-festival-do-rio-e-na-suecia.ghtml

O cineasta amazonense Sérgio Andrade, conhecido por filmes como A Floresta de Jonathas e Antes o Tempo Não Acabava, e a artista carioca Patricia Goùvea assinam o documentário Itacoatiaras, que terá estreia nacional no Festival do Rio, em outubro, e estreia nacional no Festival do Rio, em outubro, e estreia internacional Festival Panorámica – Festival de Cinema Latino-Americano de Estocolmo, na Suécia.

A exibição acontecerá no dia 28 de setembro, no encerramento do evento, seguida de debate mediado por Patricia.

Com 73 minutos de duração, o longa conecta dois territórios homônimos: o bairro de Itacoatiara, em Niterói (RJ), e o município de Itacoatiara, no Amazonas.

A obra aborda ancestralidades indígenas apagadas pela colonização, especulação imobiliária e fragilidades ambientais, estabelecendo um diálogo entre passado, presente e futuro.

Segundo Patricia, o projeto nasceu de encontros e da pesquisa artística em diferentes territórios. “Conheci Sérgio em 2017, durante a residência artística LabVerde, no Amazonas.

Itacoatiaras’: documentário amazonense estreia no Festival do Rio e na Suécia — Foto: Divulgação

Foi um encontro fulminante, e logo nos tornamos muito amigos. Ele passou meses no Rio e conheceu Itacoatiara, em Niterói, que é um santuário na minha vida”, contou a diretora.

O documentário começou como um projeto de média-metragem e evoluiu para longa devido à complexidade do material. As primeiras filmagens ocorreram em 2021, em meio à pandemia, e enfrentaram desafios logísticos e financeiros. “Ganhar um edital para média-metragem e transformá-lo em longa foi uma construção coletiva. Todo mundo deu de si e mais um pouco”, disse Patricia.

Histórias e territórios

A obra reúne depoimentos de lideranças indígenas, ambientalistas, pesquisadores e crianças, além da escuta sensorial de elementos naturais, como pedras, rios e florestas, que se tornam protagonistas do filme. Entre os entrevistados estão Socorro Mura, liderança da aldeia Mura no Amazonas; Alba Simon, ambientalista; e Rafael Freitas, jornalista e pesquisador da história da Baía de Guanabara.

As pedras históricas de Itacoatiara, localizadas no Rio Urubu e na Ponta do Jauary, ganham destaque especialmente durante a seca, quando suas inscrições ficam visíveis. Esses sítios arqueológicos, pouco conhecidos e muitas vezes negligenciados, revelam marcas deixadas por povos indígenas ancestrais e conectam passado e presente, evidenciando a importância da preservação ambiental e cultural da região.

Patricia ressalta que o filme não busca comprovar teses, mas levantar hipóteses e reflexões sobre memória, identidade e preservação ambiental. “Queremos provocar uma reflexão coletiva sobre os modelos de progresso que adotamos e o legado que deixaremos para as próximas gerações”, afirma.

Lançamento internacional e repercussão

Além do Festival do Rio, Itacoatiaras será exibido na Suécia, onde Patricia representará a equipe. “Estamos em euforia. A Suécia é muito engajada com emergências climáticas, e o filme dialoga diretamente com essas pautas. É um momento de muita expectativa para ver a reação do público, que será formado por suecos e latino-americanos”, disse.

A diretora espera que o filme também seja exibido em Itacoatiara, no Amazonas, permitindo que os moradores valorizem sua própria história. Ela destaca a importância de valorizar os sítios arqueológicos da região, muitas vezes negligenciados, e de repensar símbolos como a bandeira do município, que atualmente destaca uma pedra do colonizador português em vez das inscrições indígenas locais.

Após a estreia internacional, a equipe aguarda confirmações de outros festivais e planeja inscrever o filme em circuitos de cinema ambiental em 2026.

“Foi um processo transformador para todos nós. Esperamos que o público brasileiro e estrangeiro se sinta tocado, reflita sobre memória, ancestralidade e meio ambiente, e se orgulhe da resistência dos povos originários”, conclui Patricia.


Fonte: G1 Por Liam Cavalcante, Rede Amazônica (https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2025/09/17/itacoatiaras-documentario-amazonense-estreia-no-festival-do-rio-e-na-suecia.ghtml)


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