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ÚLTIMAS NOTÍCIAS Inaugurado há oito meses, Parque das Águas está subutilizado

A promessa era revitalizar o espaço de lazer fechado desde 2012. Mas o Parque Municipal Eduardo Travassos — ou Parque das Águas, no Centro da cidade e reinaugurado em outubro, está longe de cumprir seu papel. Na área de 32 mil metros quadrados na qual foram investidos R$ 7,8 milhões, já são visíveis problemas estruturais, como falta de luz, segurança precária, ausência de itens de higiene nos banheiros, instalações abandonadas e sucateadas e falta de acessibilidade.

O elevador que dá acesso ao parque, instalado na Rua Professor Valdemir Alves Machado e anunciado como garantia de acessibilidade a idosos e cadeirantes, está parado desde abril. Primeiro, foram identificados problemas técnicos no equipamento que só começou a funcionar dois meses após a inauguração da área de lazer. Logo depois, o conserto não pôde ser feito porque houve um furto de cabos de energia que abasteciam todo o espaço, que permanece sem luz. A falta de energia, inclusive, impede que o parque funcione em seu horário regular, das 8h às 20h.

A prefeitura informa que está em andamento uma licitação para conserto da parte elétrica e consequente regularização do funcionamento do elevador e do auditório do Parque das Águas. Esclarece ainda que os responsáveis pelo furto dos cabos foram identificados pelo Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp), capturados e encaminhados à 76ª DP (Centro).

Ao lado do elevador em manutenção está o Centro de Atendimento ao Turista (CAT), desativado desde fevereiro, sem a presença de qualquer funcionário. Através das portas de vidro da instalação, o cenário que se vê é de abandono: há móveis empoeirados, inutilizados; um banheiro sem manutenção, acumulando entulho e azulejos espalhados pelo chão. Nos fundos do imóvel — numa parte mais escondida, porém acessível —, um cômodo vem servindo de dormitório para moradores em situação de rua. Do lado de fora, duas caixas-d’água destampadas preocupam frequentadores.

Diariamente, pelo menos durante uma hora, a segurança da área de lazer fica desguarnecida devido ao horário de almoço do único agente que a Guarda Municipal disponibiliza para o local, esquema confirmado pela administração do parque.

Frequentadores dizem que falta controle de quem entra e sai, da escadaria ao topo, o que amedronta os frequentadores. A trilha é pequena, mas deserta o suficiente. Nos banheiros faltam sabonete ou papel para secar as mãos.

A prefeitura diz que a reposição dos produtos de higiene já está sendo realizada. Informa ainda que próximo ao Parque das Águas há equipes da Guarda Municipal que podem ser acionadas com rapidez caso haja necessidade. E que a administração da unidade pode pedir reforço pela central de atendimento da corporação, através do número 153. A respeito da presença de moradores de rua nas instalações, o município explica que a Guarda faz ações conjuntas com a Secretaria de Assistência Social em busca de moradores em situação de rua. O CAT, diz, está fechado devido a um processo de reestruturação, mas que, desde a sua inauguração, registrou 655 atendimentos.