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O QUE FAZER? Festival de blues da UFF

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De 16 a 19 e de 23 a 26 de abril próximo, vai acontecer o festival TUDO BLUES no Teatro da UFF, em Niterói/RJ.

Uma das raízes musicais do povo africano, o blues, oriundo dos cantos e danças africanas veio através dos descendentes da arte do griot identificados como trovadores e contadores de histórias. O blues afro-americano, que tem a sua história fincada no sul dos Estados Unidos originada no final de 1800, e combinado com a música europeia- americana, ficou marcado pelos cantos dos escravos das plantações de algodão que usavam para embalar suas jornadas de trabalho. O canto e a sua poesia simples evidenciavam temas populares como religião, amor, sexo, traição e trabalho, ou seja, com seus cantos melancólicos eles expressavam seus sofrimentos, angústias e tristezas.

O blues, logo após a Segunda Guerra Mundial foi se fragmentando, com alguns músicos mantendo as tradições acústicas e outros a levando para território jazzy. O blues se eletrificou e vieram novos estilos: Delta Blues, Piedmont Blues, Jump Blues, Chicago Blues, Texas Blues, Rhythm and Blues, Country Blues, entre outros.

O festival TUDO BLUES que vai acontecer no Teatro da UFF, de 16 a 26 de abril, de quinta a domingo, vem com a proposta de mostrar vários estilos do blues, além de referências do jazz e do rock, ritmos que surgiram através do blues, e para isso, estarão no palco, durante esses oito dias, músicos e bandas nacionais que diretamente representam o blues aqui no Brasil ou imprimem nos seus trabalhos musicais alusões ao blues. São eles:

16/4 – GLAUCUS LINX & ANCESTRAIS FUTUROS – Convidado: Altay Veloso

A apresentação de Glaucus Linx com os Ancestrais Futuros vai ser marcado pelo “blues jazz” que são variados estilos musicais que tem a combinação do jazz com o blues, ou seja, é o jazz com notas de blues e riffs de blues, No repertório destacam-se composições, por exemplo, de Thelonious Monk (Bemsha Swing e Shuffle Boil), Dave Brubeck e Poul Desmond (Take Five), Wayne Shorter (Footprints), composições próprias (Com Toda a Alegria e Espiral Positiva), entre outras. Além de ter preparado um repertório especial, Glaucus Linx vai receber um convidado muito especial: Altay Veloso. Cantor e compositor de vários sucessos da MPB e que compôs e realizou a Ópera Negra “O Alabê de Jerusalém”. Esse encontro no palco do Teatro da UFF será um momento em que eles vão apresentar o legítimo blues africano.

A banda Ancestrais Futuros é formado por Ygor Helbourn, jovem e talentosíssimo baterista, Pedro Leão (Fausto Fawcet, Fábio Fonseca Trio, Rappa), amigo de mais de trinta anos e baixista com extrema experiência no blues, funk e música africana, Marcus Kenyatta (Bongo Band, André Sampaio, Laranjeletric), guitarrista da nova geração, de cultura funk, reggae e afrobeat, brilhante por suas escolhas timbrais e melodias atípicas e, Tiago de Magalhães, percussionista, profundo conhecedor da percussão africana e afro brasileira, e, para dar mais peso na cozinha instrumental, Glaucus Linx incluiu mais um grande guitarrista: Diogo Genovês.

Saxofonista, compositor e produtor musical, Glaucus Linx, nos anos 80 e 90 produziu, arranjou ou tocou com Elza Soares, Sandra de Sá, Lobão, Nelson Sargento, Zezé Mota, Ritchie, Cazuza, Dona Ivone Lara, Carlinhos Brown, Banda Black Rio, entre outros. Mudou-se para a França onde aprofundou e ampliou sua pesquisa musical trabalhando com várias bandas Africanas. Foi saxofonista e arranjador de sopros da super estrela africana Salif Keita por 5 anos acompanhando-o em várias tournês mundiais, tocou com Isaac Hayes (SHAFT), ícone da música negra americana, Eddie Louiss, organista de jazz francês, SOUL II SOUL(Londres), Participando de Festivais de Jazz como Montreux, Caiscais, Skopje (Macedônia), Jazz à Nantes, Nice e os brasileiros Rio das Ostras Jazz & Blues e Freejazz, dentre outros. Com Salif Keita, Glaucus Linx entrou de vez para o universo da musica africana, tocando, a partir daí, com Mangala (Mali), Kiala & Ghetto Blasters (Nigéria-Afro-Beat), Jules N’Diaye (Senegal) viajando pela África e percorrendo mais de 14 países desse continente.

A mistura dos ritmos africanos, do blues, do funk, do Jazz e referências da música popular brasileira, são ingredientes que estão na música de Glaucus Linx & Ancestrais Futuros, uma abordagem sob o prisma da música da rua, das melodias que cantam e que incitam à dança, ao devaneio ou ainda à introspecção e meditação. Essa mistura é popular, pois cada música fala de uma história vivida, com personagens e acontecimentos, formando um roteiro que entra no imaginário dos ouvintes. Glaucus Linx & Ancestrais Futuros contam, a cada composição, uma história diferente, através do som e das melodias, sempre fáceis de serem cantadas.

Apesar de se tratar de música instrumental, sua mensagem tem a força de uma letra, justamente pela mistura de culturas onde elas se interseccionam: na vibração, na pegada da rua, como um canto popular, uma melodia familiar. É o Fundamento Ancestral que cada cultura tem, e que fala ao subconsciente do ser humano, tornando imediatamente irrelevante a condição social, racial ou intelectual.

17/4 – MAURÍCIO SAHADY

Acompanhado por Miguel Archanjo (teclado) Gil Eduardo (bateria) e Ugo Perrotta (baixo), Maurício Sahady interpretará alguns clássicos do blues destacando, por exemplo, composições de B. B. King, Willie Dixon, Little Walter, Albert King, entre outros.
Na estrada desde 1989, quando integrava uma das pioneiras do blues nacional, a banda Atlântico Blues, tendo com ela gravado dois LPs – Blues Urbano e A Hora Do Blues – Sahady tem sido presença marcante em vários festivais de blues pelo Brasil, alguns internacionais como o Sesc’n’Blues – SP e o Rio das Ostras Jazz and Blues; programas de televisão – destaque para o Programa do Jô em duas ocasiões -, workshops, etc..
Também se apresentou em várias cidades do famoso trajeto do blues – subindo o rio Mississipi – como Clarksdale, Memphis, St. Louis e Chicago.
Em 2013, assumiu o comando do projeto Clube do Blues, iniciado por Cláudio Bedran e Pedro Strasser – ambos do Blues Etílicos -, que acontece todas as segundas-feiras no bairro de Laranjeiras (RJ) e reúne o que há de melhor no cenário do blues brasileiro.
Guitarrista canhoto, desde o início preferiu as unhas à palheta – sua marca registrada -, desenvolvendo estilo próprio num gênero onde as possibilidades pareciam esgotadas. Nem por isso nega suas influências: Albert King, Otis Rush, B.B. King, Little Walter, Freddy King, Magic Sam, entre outros mestres.
Lançou três trabalhos solos: Blues Brasileiro (2001) e Vício Valvulado (2005), predominantemente autorais e que apresentam composições em português; Laundromat 335 (2007), recheado de consagrados clássicos do blues e que alçou o artista à esfera internacional, passando a figurar nos “playlists” das rádios especializadas de diversos países europeus – França, Alemanha, Dinamarca, Itália e Bélgica.
A história do último projeto – Brazilian Blues Bash , começa em 2012, na cidade de Chicago, na Delmark House – uma das mais antigas empresas fonográficas dos EUA – verdadeiro templo do blues, jazz e do soul, por onde já passaram Buddy Guy, Junior Wells, Otis Rush, Jimmy Johnson etc.. A gravação reúne músicos brasileiros e dois grandes músicos da cena da Windy City; Merle Perkins e Jon MacDonald – sideman de Magic Slim.
18/4 – BIG GILSON

Sua apresentação no festival TUDO BLUES vai ser baseado no cd lançado em 2014 e em alguns clássicos do blues e do rock. A banda que o acompanha nesse novo projeto é formada por: Gil Eduardo (bateria) – o filho de Erasmo Carlos é um dos fundadores da banda de blues pioneira no Brasil, a Blues Etílicos tendo participado dos cinco primeiros álbuns, Pedro Leão (baixo) – músico com vasta experiência, já acompanhou, O Rappa, Fausto Fawcet Gabriel o Pensador entre outros e Kadu Mota (guitarra base e backing vocal) – músico experiente e com bagagem internacional
Big Gilson, artista da Topcat Records (Dallas, Texas) e Coqueiro Verde Records no Brasil, é o bluesman brasileiro que mais atua no exterior, aonde sua carreira é calcada desde 1995.
Big Gilson é um guitarrista autodidata, cantor e compositor, reconhecido internacionalmente por público e crítica, e que toca o instrumento desde os 15 anos. Começou com o blues branco de Johnny Winter, Eric Clapton e Roy Buchanan, passando depois a conhecer velhos mestres, como: Buddy Guy, Elmore James, Albert King, Freddie King, Robert Johnson e muitos outros.
Fundador da lendária Big Allanbik, uma das pioneiras bandas de blues brasileiras, Bigi Gilson já se apresentou por todo o Brasil, EUA , Canadá, América do Sul e Europa. Já dividiu palco na mesma noite com artistas do quilate de Steve Winwood (Brazilian tour), Johnny Rivers (70.000 pessoas), Johnny Winter, Canned Heat, Mick Taylor (Rolling Stones), Magic Slim, e duas vezes o mestre B. B. King entre outros.
Lançou o primeiro CD de blues nacional totalmente acústico, “Yellow Mojo Blues”, assim como o bem sucedido, “Live At The Blue Note” capturado ao vivo no templo maior do jazz que raras vezes abre suas portas ao blues, exceções feitas a poucos como BB King, Ray Charles, e Dr. John, e no qual teve como banda de apoio a de “Bruce Ewan & The Solid Senders”, cujos membros já atuaram ao lado de nomes como Jimmy Hendrix, Nils Lofgreen, Roy Buchannan e Danny Gatton.
Em 2005 e 2006, além dos EUA e Europa, fez um mês de turnê pela Inglaterra, no fechadíssimo “circuito Britânico de blues”, juntamente ao cantor Inglês, The Wolf, que já participou de bandas com ninguém menos do que Eric Clapton, Mick Jagger e Peter Green, além de ter se apresentado regularmente nas maiores feiras de instrumentos musicais do mundo, Namm Show na Califórnia e Music Mess em Frankfurt.
Big Gilson lançou em 2014 seu 12º álbum solo “Aqui, para você!” o primeiro em sua vasta carreira todo cantado em português e que indicado ao Grammy Latino nas categorias Melhor Álbum e Melhor Álbum de Rock Brasileiro.

19/4 – VICTOR BIGLIONE

Com uma formação de quarteto, o guitarrista Victor Biglione, acompanhado por Dario Toddy no baixo e Victor Bertrami na bateria e Tony Karika na percussão, apresenta o show “Swinging London”, um trabalho baseado nos grandes clássicos do rock e do blues elétrico. Esse show trata de uma época riquíssima culturalmente, na cidade inglesa, principalmente no rock e no resgate britânico do blues, estamos falando, dos utópicos e criativos anos sessenta. Victor Biglione vai estar com um leque de músicas, que farão com que o publico se reporte a este rico período.
O repertório procura desfilar pelos principais nomes do movimento, como: Rolling Stones (Honky Tonk Women e Jumping Jack Flash), Jeff Beck Group (Got the Feeling), B.B. King (Rock Me Baby), Led Zeppelin (You Shook Me), Deep Purple (Lazy), Santana (Soul Sacrifice), Beatles (Drive My Car e Come Together), Hendrix (Red House, Foxy lady e We gotta live together), Cream (Steppin Out), Fleetwood Mac (I Love Another Woman) entre outros, ou seja, uma viagem de muita criatividade, psicodelismo.
Biglione possui um forte histórico no rock e no blues, nacional e internacional e tocou ou gravou com nomes como: A Cor do Som, Andreas Kisser (Sepultura), Edgar Scandura (Ira), Banda Black Rio, Blues Etílicos, Big Gilson, Cássia Eller, Cazuza, Sergio Dias (Mutantes), Serguei, Andy Summers (The Police) com quem lançou 2 cd’s em parceria, Jean Dummé (Focus), John Hiseman (Colosseum), Kat Dyson (Prince), Manhattan Transfer com qual ganhou o “Grammy” de 1988, Patrick Moraz (Yes) e Steve Hackett (Genesis).
Victor Biglione consagrou-se no Brasil e no estrangeiro como um dos maiores guitarristas e violonistas da atualidade, conquistando o reconhecimento do público e dos críticos. O músico foi o único brasileiro a participar no New York Guitar Festival no segundo semestre de 2002 nos EUA, onde também foi consolidar sua prestigiosa parceria com o ex-Police Andy Summers, gravando o segundo CD do duo, Brazil Splendid, em Los Angeles. O trabalho reúne apenas clássicos da MPB com músicas de Tom Jobim, Milton Nascimento, Chico Buarque, Caetano Veloso e Cartola, entre outros. Biglione e Summers já haviam lançado, em 1998, o CD String of Desire pela BMG Internacional. Outro importante momento da sua carreira – seu CD gravado há mais de 10 anos e ainda inédito com a inesquecível Cássia Eller, Victor Biglione e Cássia Eller in Blues: If Six was Nine – um trabalho de Blues, Rock e Jazz, selecionado e reconhecido pelos críticos como um trabalho de nível internacional. Participou nos últimos dez anos dos principais festivais de jazz em vários continentes entre eles o Free Jazz por cinco vezes, o Festival de Montreal por quatro vezes, o New York Guitar Festival, entre outros, além de ter se apresentado mundo afora como convidado especial de importantes músicos brasileiros. Compôs ainda várias trilhas sonoras para cinema, TV e teatro, entre elas para a minissérie A Justiceira, de 1997 de Daniel Filho e para os filmes Como Nascem os Anjos, de Murillo Salles, com o qual recebeu o Kikito de melhor trilha sonora no Festival de Gramado e Faca de Dois Gumes, vencedora da melhor trlha sonora no Rio Cine Internacional. Ganhou ainda o Grammy Latino pelo CD Crooner, gravado com Milton Nascimento. Biglione consagra-se também por ter sido o único brasileiro eleito pela Washburn, uma das maiores fabricantes de guitarras do mundo, para fazer parte do seu seleto grupo de melhores guitarristas do planeta. Com um estilo musicalmente eclético, misturando bossa nova, rock, jazz e blues, Victor já tocou com mais de 300 nomes da MPB e da música internacional.
23/4 – CRISTIANO CROCHEMORE & BLUES GROOVERS

Guitarrista gaucho e radicado no Rio desde 86, começou a tocar com o lendário guitarrista Bebeco Garcia, fundador dos “Garotos da Rua”, banda pioneira do rock and roll brasileiro. Participou de trabalhos autorais de artistas, com praias diferentes, sempre trazendo o blues com ele.
No seu primeiro cd solo “Play it again“, Cristiano mostra uma combinação sonora entre seus poderosos licks que partem de sua guitarra Stratocaster 72, junto com sua voz altamente expressiva gerando um som instantaneamente reconhecível.
O disco teve uma série de excelentes críticas nos principais jornais, revistas do gênero e em sites de reviews nos EUA, além de ter a música título tocada e permanecendo um ano em uma lista das mais tocadas em rádios no Maine, EUA. (Play it Again).
2012 e 2013 Cristiano faz o roteiro do blues nos EUA, passando por Chicago, e descendo até o Mississipi. Cidades como Memphis, St Louis, Clarksdale, fizeram parte de uma grande experiência na música do guitarrista. Tocou no Chicago Blues Fest de 2012 e 2013, e em muitas casas de blues de grande tradição como Legend’s, Rosa’s em Chicago, BB’s Jazz & Soups em St Louis, além de Hambone Galery e Bluesberry Café em Clarksdale, Ms.
Cristiano Crochemore lança seu segundo trabalho pelo selo Delira , Free man Blues. Um álbum de Blues Rock bastante moderno, com guitarras poderosas, levadas rítmicas intensas e vocais melódicos, características que vem definindo o som desse guitarrista.
O Cd tem 10 enxutas faixas compostas por Cristiano e o guitarrista Otavio Rocha, com letras de Charles zanol e Pedro Strasser, conferindo autenticidade e personalidade sonora.
Com esmerada produção de som do produtor Pedro Garcia, o disco tem atraído novos fãs tanto de blues como de rock and roll rapidamente, mostrando mais uma vez que como diria Muddy Waters, ” O blues teve um bebê e seu nome é rock and roll”.
Cristiano Crochemore vai presentear o público com um repertório composto com músicas dos seus dois cds e alguns clássicos do blues e do rock. Cristiano vai estar acompanhado pela Blues Groovers formada por Otávio Rocha (Blues Etílicos) na guitarra, Ugo Perrotta no baixo e Beto Werther na bateria. Tanto Ugo como Beto, foram integrantes da extinta banda de blues Big Allambik.
24/4 – SOULSHINE JAM BAND

Criada em 2009 por André Santanna e John Gregory Wilson, com um objetivo diferente no estilo “American Classics – Southern Rock Jam Band”, uma autêntica “Jam session Band”, porém “acústica”, algo realmente novo, que chegasse de forma requintada ao público, um jeito brasileiro de sentir o blues norte americano. Fazendo música como uma aventura livre e corajosa, que se expressa de forma diferente a cada show em solos e improvisos, composições próprias e arranjos que homenageiam os grandes músicos deste segmento. Bandas como Allman Brothers Band, Greatfull Dead, Doobie Brothers, The Band, Santana, The Doors, entre várias outras fazem parte da identidade da banda e repertório. The Soulshine Jam Band cria versões diferentes do original, em outro tom, com outro andamento, outra divisão de tempo, tudo com muito respeito, bom gosto, criatividade, personalidade e originalidade.
A banda é uma mistura feliz de culturas. De um lado,”Sir Greg Wilson”, americano, “Blues Etílicos Man”, nascido no sul dos E.U.A. (Tennesee) e os demais integrantes da banda, com origem portuguesa e brasileira. Receita com ingredientes variados, rica em versatilidade, força e intensidade emocional. The Soulshine Jam Band pode se definir como uma banda feliz, um show autêntico com músicos que gostam do que fazem, que de qualquer maneira, tudo sempre é motivo de alegria e brinde. A banda é, e sempre será, além dos músicos abaixo, uma família, de verdadeira amizade, onde a base é a verdade, sinceridade musical e pessoal!
A Soulshine Jam Band é formada por Greg Wilson (vocal, guitarra e trompete), André Santanna (violão, guitarra, baixo e gaita), Rodrigo Machado (bateria), João Pompeu (teclados), Ricardo Romão (vocal, violão, baixo e gaita) e Jorginho (Percussão).

25/4 – BIG JOE MANFRA

São quase 20 anos de estrada, mostrando toda a qualidade do blues nacional. Com 2 CDs solo (“Big Manfra” e “Big Joe Manfra 2”) e o CD “Blues Etc.” (com o gaitista Jefferson Gonçalves e o cantor Pedro Quental), consolidou-se como um dos principais artistas do gênero no país. Para comemorar uma década de carreira, o guitarrista e cantor Big Joe Manfra gravou o DVD “Big Band Ao Vivo” pela Blues Time Records, registro do encontro de grandes instrumentistas e intérpretes do blues, além de ser o primeiro DVD de um intérprete brasileiro de blues.
Seu inconfundível sotaque bluesy levou o gaitista americano Peter “Madcat” Ruth a recrutá-lo durante os últimos 15 anos para sua tour, que resultou no CD “Live in Rio” de 2006. Em 2012, realizaram uma bem sucedida tour nos EUA, passando por Chicago, Detroit e outras cidades, com shows em vários clubes e festivais. A temporada de Big Joe Manfra nos EUA culminou com um show seu em um dos mais tradicionais bares de San Francisco, o Biscuit and Blues, onde foi acompanhado pela banda de Keith Crossan, um dos melhores saxofonistas de blues dos EUA.
Ao longo de sua carreira Big Joe Manfra procurou uma sonoridade que tivesse sua marca pessoal. A frente dos vocais a partir do segundo CD, buscou não se restringir ao blues tradicional, aliando a energia de seu lado rock e a influência do jazz em seus arranjos ao estilo nascido no Mississipi.
Já se apresentou no exterior na Argentina e EUA, e em festivais no Brasil com os grandes do blues brasileiro como Celso Blues Boy, Blues Etílicos, Nuno Mindelis; do blues americano como Rod Piazza & The Mighty Flyers, Tommy Castro, Chicago Blues Ladies. Dividiu o palco com nomes internacionais como John Mayall & The Bluesbreakers, Magic Slim, Stanley Jordan, Grant Green Jr., Roy Rogers, Coco Montoya, Michael Hill, Michael Landau, Air Supply, T.M. Stevens, Norton Buffalo, Peter Madcat e Jamie Wood, entre outros. Integrou a All Star Blues Band em apresentação no palco da Rock Street no Rock In Rio (2011). Ao lado de Jefferson Gonçalves fundou o selo Blues Time Records (o maior e mais importante do blues independente no Brasil); e o trio acústico Blues Etc., cujo CD foi finalista na categoria ‘Língua Estrangeira’ do ‘Prêmio Caras de Música 2002’.
Atualmente faz parte do Tributo Oficial a Celso Blues Boy, como convidado para fazer os solos do mestre da guitarra blues brasileiro e está terminando seu próximo cd.
26/4 – BLOODY MARY & THE MUNSTERS

A Bloody Mary & The Munsters passeia pelo jump blues, rockabilly e o boogie-woogie, tendo o compromisso de trazer de volta essa expressão cultural. O público vai ouvir música para dançar, para cantar junto, para chorar, para sorrir, para fazer aquela cara de quem não escuta isso há anos, pra tirar uma onda que você conhece tudo, para lembrar-se do bom e velho toca discos, dos carros antigos, motos retro, pin-ups, rockabillys e rockabellas, penteados estilosos e tudo que influenciou e influencia os dias de hoje.
A banda está preparando um repertório especial para o festival TUDO BLUES. My Baby (Little Walter), Tough Lover (Etta James), Till The Well Runs Dry (Wynona Carr), Voodoo Voodoo (Lavern Baker) Shakin All Over (Wanda Jackson), That’s All Right Mama (Arthur Crudup), são algumas das canções que vão estar presentes no show.
Um sonho nunca morre e por isso a Bloody Mary & The Munsters se propõe a ser uma “fonte da juventude”, cultuando o “velho” para continuar a ser sempre “jovem”!
Na tentativa de resgatar esses momentos, a banda é focada no clima retro, agregando todos os aficionados pela cultura vintage, mostrando e vivenciando mais uma vez essa história e tendo a chance real de mostra-la aos mais novos que só a viam através de filmes e revistas.
Pois é essa a proposta da Bloody Mary & The Munsters, ou seja, resgatar as grandes pérolas da musica universal, fazendo a trilha sonora dessa viagem de volta ao passado.
SERVIÇO

TUDO BLUES FESTIVAL

16 de abril – Quinta-feira – GLAUCUS LINX & ANCESTRAIS FUTUROS
17 de abril – Domingo – MAURÍCIO SAHADY
18 de abril – Sábado – BIG GILSON
19 de abril – Domingo – VICTOR BIGLIONE
23 de abril – Quinta-feira – CRISTIANO CROCHEMORE & BLUES GROOVERS
24 de abril – Sexta-feira – SOULSHINE JAM BAND
25 de abril – Sábado – BIG JOE MANFRA
26 de abril – Domingo – BLOODY MARY & THE MUNSTERS

Horário: Quinta a sábado 21h / Domingo 20h
Ingresso: R$ 30,00 (normal) e R$15,00 (estudantes, maiores de 60 anos, menores de 21 anos e pessoas com deficiência)
Censura: Livre
Local: Teatro da UFF – Rua Miguel de Frias, 9, Icaraí, Niterói, RJ – Tel.: 3674-7511