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ESPORTES Barbieri e a sua influência no novo Flamengo – Coluna Segue o Jogo

Após a vitória em cima do Sport, no último domingo (29), ficou claro que o Guia de Niterói precisa falar sobre o estilo de jogo que o Rubro Negro carioca tem mostrado. Não foi pelo placar de 4×1, mas porque nos chamou a atenção Renê marcando como ponta, Uribe vindo buscar bola no meio-campo, Diego preciso nos passes e uma grande dedicação de todos.

A influência

Quando Carpegiani foi estranhamente demitido em março, Maurício Barbieri assumiu sob um olhar completamente duvidoso, mesmo que estivesse sendo bancado pelo novo diretor Carlos Noval. Mas só estamos falando do treinador porque “as coisas vêm dando certo”? Não. Quero mostrar a vocês o primeiro indício de que o Flamengo mudou com a chegada do jovem técnico: a consolidação do sistema com apenas um volante.

Com tantos jogadores bons do meio para frente, o time carioca sempre jogava com dois volantes. Sendo assim, algumas peças importantes ficavam no banco. Barbieri bancou a ideia de Cuéllar jogar “sozinho”. De quebra, reafirmou que Paquetá deve ficar mais perto do volante do que dos atacantes.
O Rubro Negro se tornou uma equipe sólida. Têm seus erros, mas é um time sólido. Consegue jogar em conjunto, consegue atacar e defender de maneira consistente, mesmo que às vezes a vitória não venha. Quando há uma derrota, é difícil ouvir comentários do tipo: “Foi fácil ganhar do Flamengo”, “o time é frágil defensivamente”.
Já são quase 5 meses e o retrospecto é excelente. Em 22 jogos: 12V, 8E, 2D e 66,6% de aproveitamento.

O Flamengo “um por todos e todos por um”

O Rubro Negro sempre foi conhecido pelo estilo ‘raçudo’. Tanto que quando as coisas vão mal, a torcida sempre se dirige ao campo com gritos de “queremos raça”. E esse foi um problema para os mesmos jogadores de agora. Diego, E. Ribeiro, Renê, Rodinei entre outros… Ficaram conhecidos como “jogadores moles”. Ou seja, faziam partidas às vezes boas, mas num geral eram preguiçosos, não davam o sangue, como é costumeiro falar. E agora? Isso mudou? Eles estão “se jogando” mais nas divididas? Talvez ainda não haja a raça que a torcida tanto cobra, mas o trabalho em equipe cresceu de tal maneira que ela não é tão necessária assim. A verdade é que não se ganha futebol só com raça e com bolas isoladas na arquibancada para a torcida gritar.
Essa mudança deve-se ao fato de que o Flamengo comprou a ideia de que o coletivo pode vencer um jogo. O time hoje mostra maior participação de zagueiros no ataque e atacantes na zaga. Essa é uma evidência de que todos têm feito o que podem para ajudar independentemente da posição que ocupam em campo.

O controle total do time

Guerrero tem o contrato válido até o dia 10/08 e por enquanto não haverá renovação. Ok. Mas qual a relação com o título desse tópico? Contra o Sport (29/07), o peruano entrou apenas na metade do segundo tempo quando a partida já estava definida e pouco fez. Mesmo sem ele, foi um grande jogo realizado pela equipe flamenguista. Quero dizer que Barbieri expôs que ele tem o time sob controle. Sai um jogador, entra outro, o estilo se altera, mas a determinação e o desempenho se mantêm. Guerrero é importante. Afinal, ele é um grande jogador. Porém, se não estiver em campo, outros que “jogam menos” podem substituir a altura, pois estão motivados pelo “chefe”. Essa é a principal evidência de que o professor tem o controle da equipe.

A defesa

Citei várias qualidades do treinador rubro negro, mas o sistema defensivo é o ponto chave. O time saiu da uma zaga questionada e desfalcada de jogadores para uma zaga sólida com excesso de jogadores. Vou explicar.
Durante o ano, apenas Réver era titular absoluto. Juan joga muito, mas não aguenta[va] jogar sempre. Rhodolfo entrava bem um dia, no outro não. Léo Duarte não dava certo por nada.
Hoje, o último virou titular e fazendo excelentes partidas suprindo a “ausência” de Juan. E quando o capitão Réver não joga, Matheus Thuler de 19 anos parece experiente de tão calmo e consistente em suas atuações. Sem contar Diego Alves que em 12 jogos tomou dois gols apenas.

O futuro

Ainda há algumas disputas bem difíceis para serem superadas pelo treinador rubro negro e sua equipe. A taça Libertadores e a Copa do Brasil estão em disputa ainda. Há muito o que mostrar. Estamos apenas no meio do ano. Mas, já é possível afirmar que o técnico tem um grande futuro pela frente. Suas ideias são boas, seu jeito “agitado” na beira do campo estimula o time e sua tática é contundente para sobreviver até em jogos difíceis. Barbieri tem um belo futuro pela frente com ou sem o Flamengo.

Filipe Vianna – Blog Segue o Jogo

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