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Acusado da morte de Lúcio do Nevada, Vereador Carlos Macedo responderá crime em Liberdade

carlos-macedoPrincipal acusado da morte do ex-vereador Lúcio do Nevada, o vereador Carlos Alberto de Macedo (PRP) conseguiu, nessa quarta-feira, 14, o Habeas Corpus, que lhe concede o direito de responder pelo crime em liberdade.

Por consenso geral, os desembargadores do Tribunal de Justiça do Rio emitiram a ordem para revogar a prisão preventiva, concedendo liberdade provisória ao réu. O Ministério Público também deu o parecer favorável à decisão. Com o Habeas Corpus, Carlos Macedo deixará de cumprir a prisão domiciliar na qual se encontrava, e nem será mais monitorado pela Justiça por meio de tornozeleira elétrica.

Por não ter tido o seu mandado de vereador cassado, Carlos Macedo, inclusive, poderá reassumir, automaticamente, sua cadeira na Câmara Municipal, na vaga do Pastor Ronaldo, que o substituiu enquanto esteve preso. Seu advogado, no entanto, já avisou que o político vai pedir licença médica. 1ff 10 Sessão Plenario,Vereador,Carlos Macedo,Foto Sergio Gomes 16-10-2012 010 (4)

A próxima audiência de instrução e julgamento da morte de Lúcio do Nevada está marcada para o dia 30, no Fórum de Niterói. Também respondem pelo crime: Mariana Queiroz da Silva, assessora parlamentar de Macedo; o sargento PM Jair Martins de Souza; o guarda municipal Renato de Souza Valente, e o PM Damião Washinton da Silva Ferreira. Eles respondem por homicídio qualificado (motivo torpe e fútil), além de formação de quadrilha.

Memória – Lúcio Diniz Araújo Martelo, o Lúcio do Nevada, foi eleito vereador na última eleição  municipal de 2012. 20 dias após as votações, em 25 de outubro, ele foi executado a tiros na porta de sua casa, em Santa Bárbara. Principal acusado de elaborar o crime, Carlos Macedo era seu suplente imediato, caso o vereador não pudesse assumir o cargo.

De acordo com a denúncia da 6ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal, da 2ª Central de Inquéritos (Niterói-São Gonçalo), Carlos Alberto, Mariana, Damião e Jair cometiam crimes contra a administração pública, em especial os de corrupção, peculato e falsidade ideológica. Segundo o documento, Carlos Macedo foi o mandante do crime, “autor intelectual e, desde logo, principal suspeito apontado pela população niteroiense”.

No dia 6 de fevereiro de 2013,  Carlos Macedo foi preso, em sua casa, em Pendotiba, por policiais da 78ª DP (Fonseca). A prisão preventiva foi decretada pela Justiça, a pedido do delegado da operação.