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ÚLTIMAS NOTÍCIAS Violência afeta polos gastronômicos de Niterói

Desde que a onda de arrastões nos bares e restaurantes de Niterói começou, a movimentação nos estabelecimentos comerciais vem caindo. No mês passado, a queda chegou a 60%, em relação ao mesmo período do ano passado. A informação é da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Niterói, que convocou para o próximo dia 27, uma reunião com empresários dos polos gastronômicos e autoridades de segurança pública para cobrar medidas para tentar frear a onda de violência.

Em pesquisa realizada no mês passado com os associados da organização revelou que o número de frequentadores nos bares reduziu consideravelmente, sobretudo nas áreas do Jardim Icaraí, Santa Rosa, São Francisco e Ingá. Ele diz que as câmeras de monitoramento instaladas nos comércios como estratégia para inibir a ação dos bandidos são ignoradas pelos criminosos.

Atualmente, o prejuízo dos comércios não é financeiro, mas, sim, em relação à baixa movimentação nos estabelecimentos. Os clientes temem sentar nas calçadas dos bares porque se tornaram os maiores alvos dos bandidos. Muitas vezes, os criminosos preferem abordar o freguês que está na calçada, do que entrar no bar para roubar o dinheiro do caixa, já que a maioria dos clientes paga com cartão de débito ou crédito.

Os assaltos a comércios cresceu mais na Zona Sul do que no Centro e na Zona Norte, pois lá o comércio costuma ficar aberto até mais tarde, depois que as equipes do projeto Niterói Presente encerram o patrulhamento e não são cobertas pela Polícia Militar, responsável pelo policiamento ostensivo. “Ao longo do dia, o efetivo da Niterói Presente atua nos bairros de Icaraí, Ingá e Santa Rosa. Neste período, o contingente de policiais é remanejado para outras áreas e, por volta das 22h, quando os agentes da Niterói Presente são dispensados, não há efetivo da PM para cobrir essas regiões. Portanto, os criminosos aproveitam para atuar nessas áreas que não possuem patrulhamento. Essa é razão pela qual a onda de criminalidade vem crescendo na Zona Sul. Já no Centro, o número de ocorrências é menor porque os estabelecimentos fecham cedo, quando a Niterói Presente ainda está na rua”, explica o presidente da CDL, Luis Vieira.

Durante o encontro com autoridades da segurança, a CDL pretende apresentar um projeto de monitoramento coletivo que está em fase de produção, através de uma plataforma de monitoramento das câmeras de segurança instaladas em todos os estabelecimentos. A ideia é implementar uma ferramenta, através da qual todos os empresários possam ter acesso às imagens dos outros comércios e disparar um alerta informando sobre a ocorrência de assaltos, em tempo real. De acordo com o comandante do 12º BPM (Niterói), Márcio Rocha, a Polícia Militar vem articulando estratégias de patrulhamento com base nos últimos casos que ocorreram na Zona Sul da cidade e ampliou o número de equipes monitorando as câmeras de segurança instaladas na cidade e também nas redes sociais.

Segundo recente levantamento da CDL, a onda de violência fez crescer em 20% o número de pedidos deliverys (entregas em domicílio) na cidade. Para atender à alta demanda de entregas a domicílio, alguns bares e restaurantes da cidade precisaram contratar novos motoboys para executar o serviço. “Para o comércio essa mudança de comportamento do cliente é insatisfatória, porque geralmente a margem de consumo no estabelecimento é maior. E o garçom perde seu direito aos 10% da conta,” ressalta Luis Vieira.