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Orçamento de estações da Transoceânica aumenta 51% em relação à previsão inicial

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As estações do corredor BHS da Transoceânica só entrarão em funcionamento em 2018 e podem custar bem mais caro do que o projetado inicialmente pela prefeitura. O valor previsto para a construção dos 11 terminais ainda pendentes na obra — R$ 36,7 milhões — é 51% mais alto do que o estimado inicialmente no orçamento da obra, em 2014. A prefeitura afirma que o custo, equivalente ao teto na licitação em curso para escolher a empresa que construirá as estações, foi definido através de chamamento público.

De acordo com o orçamento inicial da Transoceânica, feito em janeiro de 2014, as nove estações de tipo 1 (de menor capacidade) e as duas de tipo 2 (que comportam mais passageiros) custariam aproximadamente R$ 24,2 milhões. Mesmo corrigido pela inflação do período, o valor ainda fica aquém do que pode ser praticado na atual contratação: R$ 30,8 milhões. A prefeitura afirma que não houve alteração no projeto das estações. Diz ainda que o valor de 2014 era só uma estimativa, e que os R$ 36,7 milhões decorrem de projeções apresentadas por empresas no começo do ano, como parte do processo licitatório: “Sendo assim, esse valor de R$ 36,7 milhões é uma estimativa para a licitação e não o valor final. Portanto, não foi a prefeitura que estipulou este valor”, acrescenta, ressaltando que não costuma usar a inflação como parâmetro de preços na construção civil.

Como a contratação da empresa está prevista para setembro deste ano, o corredor BHS da Transoceânica só deverá entrar em funcionamento em julho de 2018, caso o prazo de dez meses para a construção das estações seja cumprido. A prefeitura afirma que manterá o prazo de conclusão das obras viárias para o primeiro trimestre de 2018, mas confirma que os ônibus só deverão operar no corredor no segundo semestre.

 

Essa não é a primeira polêmica envolvendo os aumentos de custos na Transoceânica. Orçado inicialmente em R$ 310,9 milhões, o corredor já custa aos cofres públicos R$ 417,6 milhões, depois de sete aditivos (que, juntos, somam mais de R$ 60 milhões) e dois apostilamentos — revisões de valores feitas por meio de fórmula já prevista em contrato, sem acréscimos de itens e outras mudanças — que ampliaram os gastos em outros R$ 44,2 milhões.


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