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CIDADE Intervenção artística no MAC gera polêmica nas redes sociais

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Reprodução

Uma performance realizada no último sábado (18/06), no Museu de Arte Contemporânea (MAC), de Niterói, gerou polêmica e virou assunto em comunidades e grupos nas redes sociais. Durante a intervenção artística realizada no pátio do local, uma aluna do Centro de Artes da Universidade Federal Fluminense (UFF) ficou nua e teve suas axilas, a virilha, sobrancelha e o buço depilados por uma colega, também da UFF.

A ação, que viralizou no Facebook, no Instagram e no Twitter, causou vários tipos de reações, principalmente pelo fato de crianças assistirem a apresentação. Muitas pessoas criticaram a performance, dizendo que a mesma foi desnecessária.

Em nota publicada no Facebook, a Fundação de Artes de Niterói se manifestou sobre o ocorrido e disse que a intervenção artística não foi programada pelo museu.

“A Superintendência Cultural da Fundação de Arte de Niterói esclarece que foi surpreendida com a atitude, não programada, de uma das artistas que fez um protesto e ficou nua durante uma performance, na Praça do Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC), neste sábado, 18 de junho. A referida atriz fazia parte de um grupo de alunos do curso de Artes da UFF convidado para fazer intervenções artísticas durante a grade de programação do evento. Desta forma, pedimos desculpas às pessoas que estavam no local e a todos os que se sentiram ofendidos pela situação. Para celebrar a reabertura do MAC Niterói houve um dia inteiro com atrações gratuitas na área externa do museu. A programação contou com a Banda Sinfônica do Programa Aprendiz, Orquestra da Grota, circo com o palhaço Muzzarela, dança com a Cia de Ballet de Niterói, poesia, meditação, yoga, Tai-Chi Chuan, entre outras manifestações artísticas”.

Natural de São José do Rio Preto (SP), a artista que elaborou a ação, Cecília Carvalhaes, explicou que a performance questiona a dor da mulher a serviço de desejos machistas. Em entrevista ao jornal O Fluminense, ela disse que “para corresponder a padrões reforçados por uma ótica machista, a mulher sacrifica o seu corpo”, defendeu.