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TEATRO “Tá, Julieta, Tá?” entra em cartaz no Solar do Jambeiro

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“Tá Julieta, tá!”, teatro
Data: Terças 01, 08, 15, 22 e 29 de setembro | 06, 13, 20, 27 de outubro
Horário: 20h
Classificação etária: Livre

Entrada: gratuita – distribuição de senha a partir das 19h30
Reserva de senhas através do e-mail: [email protected]

Local: Solar do Jambeiro
Endereço: Rua Presidente Domiciano, 195 – Boa Viagem
Telefone: (21) 2109-2222 | (21) 2109-2223

O Solar do Jambeiro abre suas portas nos meses de setembro e outubro para o espetáculo “Tá Julieta, tá!”, uma divertida leitura da TEAR Produções para a obra do satírico dramaturgo húngaro-israelense Ephraim Kishon, que conta peripécias dos personagens shakespearianos Romeu e Julieta, caso eles tivessem sobrevivido. Sempre às terças-feiras, às 20h, o espetáculo, que conta com a direção de Rafael Fiuzza, é gratuito e faz parte do projeto “Terças de Teatro”.

Uma relação desgastada, uma filha não planejada e o tédio. Poderia ser a história de um relacionamento qualquer, mas o enredo ganha destaque quando o casal em questão é ninguém mais, ninguém menos que Romeu e Julieta. Como seria “a mais bela história de amor de todos os tempos” após quase 30 anos de casamento?

Em “Tá, Julieta, Tá?” (‘Oh, oh, Juliet’, 1972), o casal, fugido de Verona, enfrenta as relações complicadas do matrimônio. Será que o amor épico conseguirá sobreviver a rotina conjugal? Para apimentar essa divertida comédia, uma filha rebelde que se encanta por um homem mais velho. Shakespeare, revoltado com a deturpação de sua obra-prima, se envolve na trama para tentar remediar os conflitos e salvar o que resta do seu trabalho.

O diretor Rafael Fiuzza destaca a inteligência do texto. “O autor (Ephraim Kishon) pega um texto clássico e quebra com o enredo e contextualiza com o nosso cotidiano. A questão que todo mundo se pergunta do ‘e se?’. Cada decisão que tomamos é sucedida do questionamento de como seria se a escolha fosse outra. A peça é a grande oportunidade de um ‘e se’ para Romeu e Julieta, mas não um definitivo. Ele abre portas para outras histórias serem pensadas”, explica.

No elenco, Stella Fracho, Ricardo Brandão, Julia Onofre e Fabrízio Bezerra que dão vida a seis personagens. Para Stella, a construção do personagem é a parte mais trabalhosa e prazerosa de toda a trajetória de uma montagem. “É o momento de descobertas e criação que se torna mais intenso e produtivo ao longo dos ensaios, no jogo com os parceiros, a cumplicidade e o olho no olho. Só quem passa por isso sabe os sentimentos pelos quais transitamos numa gangorra emocional que nos traz no final a sensação do dever cumprido”, acredita.

A contextualização permeia o cenário e o figurino da montagem. Mesclando elementos clássicos e mais modernos, a visualidade complementa o texto, retirando-o de um espaço temporal definido e fazendo-o transitar entre vários momentos até os dias atuais. O figurino, desenvolvido pela artista plástica Cristina Daher com confecção do Atelier Cotton de Fadas, remete ao vestuário da época e complementa a narrativa histórica do espetáculo.