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TEATRO Peça “Aérea” no Teatro Municipal de Niterói

SERVIÇO:

Comédia ‘Aérea’ – Dias 19, 20 e 21 de abril

Local: Theatro Municipal de Niterói – Rua Quinze de Novembro 35, Centro.

Dia e horário: sexta-feira e sábado, às 19h. Domingo, às 18h.

Ingresso:  R$ 60 (preço único).

Duração: 60 minutos.

Classificação: 12 anos.

 

Aérea’, uma comédia com Patricya Travassos, pela primeira vez, chega a Niterói.

O riso é a maneira mais poderosa de transformação pessoal. Quando rimos de nós mesmos, deixamos para trás culpas, ressentimentos, dramas e apegos, e conseguimos mudar questões que estavam armazenadas no fundo da nossa alma. Não é fácil fazer rir. Todo comediante sabe disso. Por incrível que pareça, fazer chorar é mais fácil. A comédia precisa de um fundo de verdade para que o público se identifique. E é o que ocorre no espetáculo de Patricya Travassos, “Aérea”, que, pela primeira vez, será apresentado em Niterói. Apenas no fim de semana dos dias 19, 20 e 21 de abril, no Teatro Municipal de Niterói, no Centro. A peça trata de um tema que sempre esteve presente desde que a humanidade existe: o desejo de amar e de ser amado. No palco, Patricya, que encara o seu primeiro monólogo no teatro em mais de 40 anos de carreira, vive uma comissária de bordo que faz loucuras para ter o homem que ama ao seu lado. Essa mistura de emoções, bem divergente do comportamento que se espera dos funcionários no universo corporativo, é o que faz desse drama uma supercomédia. “Aérea”, com texto assinado pela a própria atriz e sob a direção do premiado Marcus Alvisi, poderá ser vista na sexta-feira e no sábado, às 19h; e no domingo, às 18h.

Num tempo em que lidar com as emoções está cada vez mais difícil, a peça traz à tona a solidão, a rejeição e a dificuldade de viver frustrações através de uma personagem descontrolada, que altera seu estado de humor, dependendo do quanto está se sentindo amada. Para Patricya, sua personagem poderia ser de qualquer profissão. Afinal, mulheres ciumentas e possessivas existem por aí. Interpretar uma comissária de bordo foi uma escolha relacionada à sua memória de infância. Já que sonhava ser aeromoça e ter o mundo todo como se fosse seu bairro. Mas, por aqui, lógico, a personagem ganha um tom acima. E é claro que a composição deu bossa.

“Sempre gostei desse tipo de mulher que exagera na medida, que frequenta esses ‘lugares’ de pessoas que amam demais. De mulheres que se perdem muito em relações, se entregam demais, projetam demais numa pessoa a solução para a vida delas. E morrem aos poucos se não forem correspondidas. Ainda temos no DNA o mito do príncipe encantado, a crença de que precisamos de um homem para sermos felizes e para existirmos socialmente. As mulheres estão vivendo um grande momento de transição, de mudanças profundas e de desmitificação de padrões, mas, exatamente por ser o momento de transformação, nossas características estão mais afloradas. Ou somos a mulher forte e independente ou a figura frágil que joga toda a razão de sua existência numa relação. Esse conflito é que nos torna, dramaturgicamente falando, engraçadas, patéticas, instáveis e fortes. Eu gosto muito das pessoas que trabalham num ambiente formal, em que têm que se comportar de um certo modo, e não conseguem caber naquele limite. A vida emocional extrapola o uniforme e a conduta que ela deve ter. Gosto dessas escorregadas. Pra comédia, funciona”, explica ela, que recentemente viveu Grace/Graça da novela das seis da Globo “Espelho da Vida”, sucesso de audiência. Além de ter participado de inúmeros sucessos na TV, no teatro e no cinema. Entre eles: atuou nas novelas “Vamp” e “Brega e chique”; escrevia para as séries “Armação ilimitada” e “TV Pirata”; fez parte do grupo de teatro Asdrúbal trouxe o Trombone, nos anos 70; e muito mais.

Ambientada no pouco explorado universo aéreo, a montagem brinca com o comportamento, normas e rotina exigidos nos aviões para mostrar o estado emocional de uma comissária dilacerada por uma relação afetiva, não correspondida, com um piloto que trabalha na mesma companhia. Mas Patricya confessa que quando o projeto começou a nascer, ela ainda não tinha ideia de como tudo iria se desenvolver. Foi um processo criativo sem técnica, mas de pura intuição, como ela mesma diz.

“Comecei a escrever, cenas soltas sobre essa personagem apaixonada. Mas sem saber pra onde ia essa história. Mais tarde as cenas foram tomando forma e virando uma história com princípio, meio e fim. ”