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Os 10 jogadores mais mentirosos do futebol

O 1° de abril passou, mas, em exercício de pensamento, resolvi não deixar a data em vão e fiz uma breve lista de 10 jogadores de futebol que podem ser considerados “mentiras” no esporte. Atletas que surgiram com toda a pompa de craques, mas que inúmeras questões do destino viraram verdadeiros “fogos de palha”. Vejam a seleção abaixo, opinem e deem sugestões.

10° – Nélio

Quando entrou no meio do segundo tempo de um Flamengo x Vasco, em 2001, com subsídio de nada mais nada menos do que Zagallo, então técnico do rubro-negro, Nélio ou Nelinho, logo começou a ser tratado como joia no clube. Loiro, baixo e de corpo franzino, o jogador era constantemente comparada ao ídolo maior, Zico. No entanto, brigas dentro da diretoria e problemas de empresários fizeram com que Nélio tivesse pouquíssimas chances de se firmar. Depois que saiu da Gávea, ele perambulou por diversos times intermediários, como Paraná e Atlético-PR. Hoje em dia, ele atua na segunda divisão do Campeonato Carioca, pelo Audax Rio.

09° – Lenny

Outro atleta que começou encantando foi o meia-atacante Lenny. Formado na base do Fluminense, ele com 17 anos já conseguia juntar rapidez, força e habilidade. Fez um gol antológico contra o Cruzeiro em pleno estádio do Mineirão, driblando meio time adversário, que o colocou no posto de “craque promessa” do futebol. Porém seguidas contusões e uma grande quantidade de atletas para sua posição nas Laranjeiras fez com que ele perdesse espaço. Negociado para o Palmeiras, Lenny passou três anos praticamente sem jogar. Tentando recuperar o tempo perdido, ele voltou ao futebol carioca para jogar no Boavista, de Saquarema.

08° – Rodrigo Fabri

Apesar de ter tido uma carreira em times de ponta do Brasil e da Europa, o agora ex-jogador, Rodrigo Fabri, não tem como ficar de fora da lista. Grande craque do futebol brasileiro em 1996, defendendo a Portuguesa na histórica campanha do vice-campeonato brasileiro, o jogador foi contratado a peso de ouro pelo Real Madrid, da Espanha e chegou à seleção brasileira. Sem oportunidade na equipe merengue, Rodrigo foi envolvido numa troca com o Flamengo que liberou o então grande ídolo do clube, Sávio. No rubro-negro, Rodrigo Fabri teve muitas contusões e problemas pessoais, principalmente com Romário que dizia que o “parceiro” não tocava a bola, o popular “fominha”. Sem deixar saudades na Gávea, Rodrigo rodou o mundo da bola em diversos clubes, mas sem brilho.

07° – Diogo

Outro “craque” formado na Portuguesa, Diogo logo chamou a atenção de clubes europeus. Forte e habilidoso, o jogador foi o grande destaque da lusa em 2007. Constantemente chamado pelo técnico Dunga para a seleção olímpica que preparava para os Jogos de Pequim, em 2008, Diogo ficou fora da lista final por causa de uma temporada de altos e baixos pelo Olympiacos, da Grécia. Sua volta ao Brasil foi em 2010, quando o Flamengo abriu as portas para o recomeço do atacante. Na Gávea muitos dizem que seu principal problema era psicológico. Ele se abatia muito com as adversidades e não conseguia supera-las em campo. Feito apenas um único gol com a camisa rubro-negra, ele acabou deixando o clube pela porta dos fundos. Seguiu para o Santos em 2011 onde também não conseguiu emplacar.

06° – Roger

O talento de Roger é tão grande, que mesmo tendo uma carreira respeitável, ele sempre deixará um sentimento que poderia ter sido mais. Chamado de “Maradoninha” nos seus tempos de Fluminense, por sua habilidade com a perna esquerda, Roger saiu das Laranjeiras como ídolo e com o sonho de brilhar no futebol europeu. Foi para o Benfica e nunca conseguiu corresponder. Com uma vida social agitada, namorou diversas celebridades, ele deixou o velho continente e passou sem deixar muitas lembranças por clubes como Corinthians, Flamengo e Grêmio. Hoje no Cruzeiro, Roger é um mero reserva.

05° – Keirrison

A tranquilidade dentro da área e o faro de gol de Keirrison faziam com que o atleta, mesmo aos 20 anos, já fosse comparado a Careca, um dos maiores centroavantes que o futebol brasileiro já teve. Cria do Coritiba, “K9” teve um início de temporada brilhante pelo Palmeiras que o levou a ser contratado pelo Barcelona. Um atrito com o então técnico palmeirense, Vanderlei Luxemburgo e o seu empresário, por causa dessa negociação parece que fizeram Keirrison perder seu instinto matador. Sem ser aproveitado no elenco do Barça, ele seguiu sem se firmar em clubes menores da Europa. De volta ao Brasil, também foi pífia suas atuações por Santos e Cruzeiro. Agora ele retornar ao “Coxa”, onde espera reencontrar o caminho do gol.

04° – Michael Owen

Nosso primeiro representante internacional dessa lista é o inglês Michael Owen. Insinuante e oportunista, o atacante foi visto como a grande esperança do futebol inglês durante uma década. Ídolo no Liverpool, o atleta era cobiçado pelas

maiores potências do futebol até parar no milionário Real Madrid e sua constelação de craques. Muitas lesões afastaram Owen dos campos por muito tempo. Quando voltava a ativa não parecia mais o mesmo jogador de outrora. Retornou ao futebol britânico para o Newcastle, e hoje faz apenas número no elenco do Manchester United.

03° – Kerlon

Kerlon não apenas surgiu. Kerlon espantou o mundo do futebol com uma aptidão peculiar. Denominado o “drible da foca”, o meia-atacante inovou ao inventar a jogada de manter a bola na cabeça, passando pelos adversários a sua frente. O lance circense fez com que Kerlon fosse alçado a um patamar de jogador que, de repente, ele nunca foi. Contratado pela Internazionale, da Itália, Kerlon também rodou por clubes na Velha Bota sem se firmar. Hoje, o “Foquinha” faz suas espetaculares firulas no Nacional-MG.

02° – Freddy Adu

Visto pelo próprio Pelé como seu sucessor, o ganês Freddy Adu desde sua adolescência era a “menina dos olhos” dos grandes clubes europeus. Naturalizado norte-americano, o atleta já fazia parte da seleção dos Estados Unidos desde os 16 anos. Começou brilhando sua carreira na Major League Soccer, no entanto, quando rumou para o velho continente viu que seu futebol não era tão competitivo assim. Rodou por diversos times, mas nunca conseguiu afirmação. Ainda com 22 anos, Adu retornou a terra do Tio Sam para ficar perto do sonho de jogar sua primeira Copa do Mundo.

01° – Carlos Kaiser

Nosso primeiríssimo lugar da lista vai para um “craque” que sequer em campo entrava. Carlos Henrique, ou melhor, Carlinhos Kaiser, usava da malandragem para se firmar nos clubes. Com porte de atleta, Kaiser conseguiu enganar a todos por quase 20 anos de carreira. Sem dar um chute sequer, ele passou por clubes como Botafogo, Palmeiras, Bangu e times da França e do México. Na época ficou muito amigo de jogadores como Gaúcho e Renato Gaúcho, que o levava para os times que iam defender. A tática de Kaiser era infalível: ele chegava ao treino e fingia que sentia uma contratura muscular. Como na época não havia exames de ressonância magnética que apontava a lesão, Kaiser passava três a quatro meses em tratamento. Se sua carreira não foi marcada por gols dentro de campo, fora deles o “artilheiro” se dava muito bem com as “Marias-Chuteiras”.