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TEATRO Orquestra de Câmara da UFRJ apresenta ópera barroca no Teatro Municipal

1518_flyerServiço

Ópera “O professor de música”, (Il maestro di musica)
com a Orquestra de Câmara da Escola de Música da UFRJ
Datas: Sexta, sábado e domingo, 03, 04 e 05 de julho de 2015
Horário: Sexta e sábado, às 20h, e domingo, às 19h
Ingressos: R$ 10 | Meia-entrada: R$ 5
Duração: 60 min
Classificação etária: livre

Teatro Municipal de Niterói
Rua XV de Novembro, 35, Centro
Tel: (21) 2620-1624

O Teatro Municipal de Niterói apresenta o concerto Il maestro di musica, ópera cômica em dois atos de Giovanni Battista Pergolesi, nos dias 03, 04 e 05 de julho, sexta e sábado, às 20h, e domingo, às 19h. Com direção musical de Priscila Bomfim e direção cênica de José Henrique Moreira, os solistas serão acompanhados pela Orquestra de Câmara da Escola de Música da UFRJ. Os ingressos custam R$ 10 reais.

A obra Il maestro di musica, composta em 1752, traduzido para o “O professor de música”, é um espetáculo pioneiro no gênero buffo, termo usado para descrever a versão italiana da ópera-cômica. O concerto conta a história de Lamberto, um professor de canto, que nutre uma secreta paixão por sua ambiciosa aluna Lauretta, e que sonha em fazer dela uma grande cantora. Mas, em suas vidas surge Collagianni, um rico agente de Nápoles, que também se apaixona perdidamente por Lauretta, e propõe a ela que parta com ele, à procura de uma grande carreira.

Como 19ª montagem do projeto ÓPERA NA UFRJ, esta é a quinta ópera a ser realizada em parceria com a Fundação de Arte de Niterói e com o Teatro Municipal João Caetano, dando sequência ao sucesso de “Don Quixote nas Bodas de Comacho”, de Telemann, em 2011, “Cosi fan tutte”, de Mozart, em 2012, “Caso no Júri”, de Gilbert e Sullivan, em 2013, e “O diletante”, de João Guilherme Ripper, encenada em 2014 em comemoração aos 20 anos do projeto e eleita, pelo jornal O Globo, um dos dez melhores concertos do ano.

Giovanni Battista Pergolesi

Pergolesi foi um compositor, organista e violinista italiano de óperas e música sacra do período barroco. A imagem de Pergolesi cristalizou-se ao longo dos séculos com base em poucas obras. É considerado por muitos como o “pai” da ópera cómica, mas apenas recentemente é que foi recuperada toda a extensão de seu trabalho, através de um exaustivo trabalho de investigação.

A sua música testemunha uma personalidade criativa extremamente sofisticada e complexa, restituindo uma época e uma sociedade observada e interpretada através de múltiplas dimensões. As suas obras sacras são caracterizadas pela solenidade e imponência, mas também pelo intimismo comovedor, onde o sagrado é entendido como fonte de experiência emocional e a divindade se revela através da tensão e da plenitude do sentimento.

Ficha Técnica

Direção Musical: Priscila Bomfim
Direção Cênica: José Henrique Moreira
Orquestra Sinfônica da UFRJ, sob a regência de Jésus Figueiredo e Priscila Bomfim
Fotografias de divulgação: Rafael Reigoto

Personagens e Solistas:

Michele Ramos (soprano) – Lauretta, aluna dileta
Saulo Laucas (tenor)– Lamberto, professor de música
Cícero Pires Pinto (baixo) – Colagianni, empresário
Helena Lopes (mezzo-soprano) – Dorina, aluna

A obra

A atribuição da autoria de Il maestro di musica a Pergolesi se deve a um fato histórico. Em 1752, uma companhia de ópera italiana se instalou noAcademie de la Musique, de Paris, e uma de suas óperas foi La serva padrona, de Pergolesi. Apesar de já ter sido encenada em 1749, foi sua apresentação no principal teatro musical de Paris que a transformou num enorme sucesso. A companhia, no ano seguinte, encenou Il maestro di musica como sendo de Pergolesi para, evidentemente, aproveitar o sucesso de La serva padrona. Foi desta forma que Pergolesi, já falecido, ganhou um novo sucesso, que perdura até hoje.

Il maestro é de Pietro Auletta (1698 -1771), ou do que sobrou da sua ópera cômica de maior sucesso, L’Orazio (1737). Quando esta percorreu toda a Europa, era modificada em cada cidade em que era apresentada, sendo números retirados ou substituídos por outros de autores locais ou não. Foi este resultado da mistura de várias peças, de diversos compositores, que foi apresentado aos franceses em 1752 como Le maitre de musique, e publicado em 1753 como sendo de Pergolesi.