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O QUE FAZER? O Brasil é o Meu Abismo (Daniel Santiago)

Performance O Brasil e o Meu AbismoData: Sábado dia 7 de julho
Horário: 17h
Local: MAC – Mirante da Boa Viagem, Niterói – RJ
Entrada:  R$ 10 (inteira), R$ 5 (meia)
Informações: (21)  2620- 2400

MAC Niterói abre individual de Daniel Santiago

A partir de sábado (7/6) é possível conferir a retrospectiva da carreira do artista pernambucano com curadoria de Cristiana Tejo e Zanna Gilbert

 O artista recifense Daniel Santiago vem se tornando referência na arte contemporânea brasileira nos últimos anos com o aumento da visibilidade de seu trabalho. Na sua produção, a cidade, o corpo e outros elementos integram trabalhos que dialogam energicamente com o entorno. Recorrendo a experimentos para criar obras que questionam os próprios estatutos da arte, Santiago gera ricos diálogos com o público, marcados pela ironia e pela crítica política.
De 7/6 a 24/8, o Rio de Janeiro tem a chance de conhecer melhor a produção deste pernambucano na mostra O Brasil é o Meu Abismo, no MAC Niterói. A exposição cria chaves de entendimento para o universo poético de Santiago, evidenciando questões existenciais e experimentais que motivaram o artista ao longo de seus mais de 50 anos de produção.

 São cerca de 30 obras criadas a partir de técnicas que vão do desenho ao vídeo, passando pelo texto e pela fotografia e destaca-se a intensa produção em arte postal. Na instalação interativa A Floresta do Alheamento, inspirada no poema homônimo do português Fernando Pessoa, os visitantes recebem óculos 3D para observar o que as câmeras não conseguem captar entre as fitas brancas que caem do teto.

 “Quero mostrar que a poesia é a atividade humana mais incompreensível”, comenta Santiago, que considera poesia qualquer atividade artística e aponta como parceiros de poética o artista visual Lourival Cuquinha e o poeta, escritor e jornalista Vital Corrêa de Araújo.

 A história atual da arte pernambucana passa, necessariamente, pelos trabalhos de Daniel Santiago, que começou a atuar nos anos 1950, tornando-se conhecido a partir dos anos 1960 e 1970, quando estabeleceu parcerias com nomes como Paulo Bruscky e Jomard Muniz de Britto”, observa a crítica de arte Cristiana Tejo, que assina a curadoria da mostra junto à inglesa Zanna Gilbert, com quem compartilha pesquisa sobre o artista.