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Niterói decreta luto de três dias pela morte de Gilson Cantarino e prefeitura vai nomear hospital em homenagem ao médico

Niterói decreta luto de três dias pela morte de Gilson Cantarino e prefeitura vai nomear hospital em homenagem ao médico

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O prefeito Axel Grael decretou luto oficial de três dias em Niterói, a partir desta sexta-feira (22), em razão do falecimento do ex-secretário de Saúde do município e do estado, Gilson Cantarino. Primeiro hospital do Rio de Janeiro exclusivo para atendimento à Covid-19, o Hospital Municipal Oceânico será nomeado Hospital Dr. Gilson Cantarino, em homenagem ao médico.

Cantarino deixa um legado de luta e defesa do Sistema Único de Saúde nos âmbitos municipal e estadual. Ele também foi essencial para a criação do Programa Médico de Família em Niterói, em 1992, estratégia pioneira de saúde da família no Brasil.

“Sempre tive e terei muito respeito ao Dr. Gilson, pela sua história de contribuições para as políticas públicas de saúde e por todo legado que construiu ao longo da carreira. Além de acompanhar com admiração a sua trajetória, tive a sorte de trabalhar diretamente com o Gilson quando fui presidente da FEEMA e ele secretário estadual de Saúde. Fizemos boas coisas em vários temas, em particular, na agenda do enfrentamento aos agrotóxicos, quando presidimos juntos o Conselho Estadual de Agrotóxicos. Desejo que descanse em paz. Toda a nossa solidariedade e condolências à família”, lamentou o prefeito de Niterói, Axel Grael.

Gilson Cantarino nasceu em Niterói e formou-se médico pela Universidade Federal Fluminense, na turma de 1975. Médico concursado do Ministério da Saúde e da Fundação Municipal de Saúde de Niterói, assumiu em 1984 a Secretaria Executiva do Projeto Niterói, pioneiro nas Ações Integradas de Saúde e responsável pela formulação de um novo modelo de assistência à saúde da população. Foi secretário de Saúde de Niterói de 1989 a 1999, onde foi pioneiro na implantação no Brasil do Modelo Médico de Família. Em 1999 assumiu o cargo de secretário de Estado de Saúde do Rio de Janeiro onde permaneceu até 2002. Presidiu os Conselhos Estadual e Municipal de Secretários Municipais de Saúde, recebeu diversas comendas, destacando-se a do Mérito Médico da República Federativa do Brasil, a mais alta condecoração da saúde no País. Gilson Cantarino deixa esposa, filhos e netos.


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