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TEATRO Grupo de Teatro fala de Trabalho e Preconceito

SERVIÇO

Local: Hospital Psiquiátrico de Jurujuba
Endereço: Av. Quintino Bocaiuva s/nº, Charitas, Niterói.
Dia/Horário: 4 de julho às 15h.
Classificação LIVRE
Ingressos GRÁTIS

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No dia 4 de julho às 15h, o Grupo de Teatro do Oprimido Pirei na Cenna recebe em sua sede, no auditório do Hospital Psiquiátrico de Jurujuba, o Grupo de Teatro do Oprimido Marear oriundo do Complexo da Maré e integrante do Projeto Teatro do Oprimido na Maré (http://www.ctorio.org.br/ctomare), para um diálogo teatral sobre o mercado de trabalho e preconceito. Ambos os espetáculos abordam a exclusão no mercado de trabalho.

Na peça “Doidinho para trabalhar”, do GTO Pirei na Cenna, a exclusão se dá pelo fato do trabalhador ser portador de um transtorno psiquiátrico, usuário de saúde mental. Já na peça “A resposta só é não?”, do GTO Marear, a exclusão se dá pelo simples fato do trabalhador ser morador de favela. O espetáculo fala do preconceito sofrido por moradores de favela no mercado de trabalho. Diogo, morador da Maré consegue um emprego numa multinacional. Porém, ao descobrirem sua origem, é demitido. A peça é uma pergunta que busca respostas com a plateia.

A peça “Doidinho para trabalhar” aborda a temática do mercado trabalho para o usuário de saúde mental, através da história de Serverino que, após receber alta de um hospital psiquiátrico tenta encontrar trabalho. Consegue.

Porém, em sua nova função como empregado doméstico, é lhe dado “licença médica” por seus patrões quando estes descobrem que Serverino faz tratamento psiquiátrico. A partir daí, a plateia é convidada a substituir o protagonista e no lugar dele, propor alternativas.

O GTO Pirei na Cenna foi criado em 1997, no auditório do Hospital Psiquiátrico de Jurujuba por Cláudia Simone Santos, então estagiária de psicopedagogia, que inicia uma oficina teatral, com técnicas do Teatro do Oprimido para os internos da instituição. A partir daí, começa a trajetória do Pirei na Cenna. Desde então, o grupo levou suas peças para diversos contextos sociais.

Já esteve em 13 estados do Brasil e em 2012 ultrapassou não só os muros do hospital psiquiátrico como também as fronteiras do país para participar do I Festival de Expressões Artísticas Antimanicomiais na cidade de Rosário, na Argentina. Em sua primeira temporada internacional o Pirei na Cenna fez ainda apresentações em Buenos Aires naquele mesmo período.

O repertório do grupo conta com 7 peças teatrais. Todas baseadas na vida dos integrantes.

Já o GTO Marear é formado por jovens moradores do Complexo de Favelas da Maré, o grupo utiliza o Teatro do Oprimido para discutir questões relacionas as opressões vivenciadas por favelados e favelas.

O GTO Marear faz parte do Projeto Teatro do Oprimido na Maré, desenvolvido pelo Centro de Teatro do Oprimido com patrocínio da PETROBRAS por meio do Programa Petrobras Socioambiental e da SENAD – Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas/Ministério da Justiça por meio do Programa Viva Jovem. No decorrer do processo o GTO Marear construiu a peça de Teatro-Fórum “A resposta só é não?”.

O diálogo teatral entre os dois grupos pretende estimular a plateia presente a buscar alternativas para as questões apresentadas.