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EXPOSIÇÕES Exposição “O Melhor Fruto” responde com arte à primeira carta sobre o Brasil

Serviço:

“O Melhor Fruto” de Talita Tunala

Espaço Cultural dos Correios – Av Rio Branco 481, Centro, Niterói

De 1º de Junho a 13 de Julho

Segunda a sábado, das 11 às 18h (exceto feriados)

Classificação Livre

 

A artista Talita Tunala, em diálogo com a psicologia complexa, investiga em seus trabalhos o esforço civilizatório e seus processos de falência. Por meio especialmente do desenho e da pintura, enfrenta as inquietações que perpassam a interseção entre a vida contemporânea e a prática pictórica.
Na exposição “O Melhor Fruto”, motivada pelo espaço expositivo dos Correios de Niterói, Talita inspirou-se na carta de Pero Vaz de Caminha escrita em 01 de maio de 1500, por ocasião do descobrimento do Brasil. Com um olhar sobre as estranhezas do tempo presente em contraste com a leitura da carta – a descrição da terra e seus povos, suas promessas e expectativas –, foram editadas e categorizadas instâncias de mundo que serviram de fio condutor para a produção de imagens da atualidade. “É como se as obras expostas traduzissem e respondessem ao texto de Pero Vaz agora na atualidade, em um estilo epistolar textualizado por imagens, não mais em um marco geográfico específico, mas numa visão ampliada em pontos aleatórios do Brasil”, observa a artista.

São mais de 70 imagens colhidas da percepção cotidiana, de sua imaginação, de documentos da história, do cinema e resíduos de memórias, que, associadas pelo princípio da montagem, reconfiguram formas, cores, contextos originários.

A reflexão que é colocada pela artista parte da observação da natureza, dos dispositivos e artefatos da cultura e dos modos de funcionamento das relações humanas do presente e sua distância daquela situação original, transfigurando-se na contemporaneidade muitas vezes em sinais e sintomas das circunstâncias originais fundantes.

Além disso, Talita Tunala produziu uma ação artística convidando 36 artistas para exercitarem também uma suposta resposta ao trecho extraído da carta que serviu como mote da exposição:“Porém o melhor fruto, que nela se pode fazer, me parece que será salvar esta gente”. Cada um contribuiu com a imagem de uma de suas obras que a seu modo respondeu à carta, cujo silêncio se seguiu historicamente, no sentido de ativar poeticamente esse diálogo.
São eles: Aline Marins, Ana Tereza Prado Lopes, Ana Vitória Mussi, Andrea Guerreiro, Beanka Mariz, Bete Esteves, Brígida Baltar, Carolina Kastrup, Chang Chi Chai, Cláudia Laux, Cláudia Lyrio, DB Bicudo, Denise Calazans, Duda Las Casas, Dulce Lysyj, Eduardo Garcia, Ivani Pedrosa, Jean Araújo, Julio Castro, Katia Politzer, Marcelo Oliveira, María Andrea Trujillo Mainieri, Maria Fernanda Lucena, Mercedes Lachmann, Myriam Glatt, Osvaldo Carvalho, Paulo Bruscky, Piti Tomé, Priscila Rocha, Roberta Paiva, Rosana Ricalde, Sandra Rocha-Pinto, Selma Jacob, Turenko Beça, Vanessa Rocha e Yoko Nishio.

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