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CINEMA Cine Arte UFF – 30 de junho a 6 de julho


Ingressos
Inteira – R$ 12,00 | Meia – R$ 6,00 (exceto segundas-feiras)
Segunda-feira – Promoção “Meia-entrada para todos” – R$ 4,00

30 de junho a 06 de julho de 2016 – quinta a quarta

14h40 – O COMEÇO DA VIDA – ENTRADA FRANCA
Brasil, 2016, Livre
De Estela Renner
Um dos maiores avanços da neurociência é ter descoberto que os bebês são muito mais do que uma carga genética. O
desenvolvimento de todos os seres humanos encontra-se na combinação da genética com a qualidade das relações que desenvolvemos e do ambiente em que estamos inseridos. “O começo da vida” convida cada um a refletir como parte da sociedade: estamos cuidando bem dos primeiros anos de vida, que definem tanto o presente quanto o futuro da humanidade?

Trailer https://www.youtube.com/watch?v=K93pR1z9jz0

Dia 30, quinta – 18h – CINECLUBE SALA ESCURA – ENTRADA FRANCA
A TETA ASSUSTADA

La teta asustada, Peru/Espanha, 2009,14 anos
De Claudia Llosa
Com Magaly Solier, Susi Sánchez, Efraín Solí
Fausta é uma jovem mulher que acredita que tem uma doença chamada "teta asustada", uma doença rara, transmitida pelo medo e sofrimento de mãe para filho através do leite materno, porque sua mãe foi estuprada por terroristas em um momento muito difícil no Peru na década de 1980. A morte súbita da mãe obriga-a a confrontar-se com os seus medos e os seus segredos. Esta é a história do seu renascimento, uma viagem do medo para a liberdade. Urso de Ouro e Prêmio da Crítica no Festival de Berlim 2009, além de outros treze prêmios internacionais. A sessão é uma pareceria com a Filmoteca Española e o Instituto Cervantes.

Trailer https://www.youtube.com/watch?v=zgisxXNhOpc

Dia 30, quinta – 20h – Entrada franca – Longa + Debate
HOMENAGEM A ADÉLIA SAMPAIO
Sessão especial em parceria entre o Cineclube Quase Catálogo – Mulheres Cineastas, NECINE – Núcleo dos Estudantes de Cinema da UFF e Departamento de Cinema e Vídeo da UFF, seguida de homenagem e debate. Este evento integra o Programa Tela Negra, criado em 2016 pelo Departamento de Cinema e Vídeo da UFF com o objetivo de realizar atividades regulares visando a inclusão da educação das relações étnico-raciais na formação de seus alunos. Apoio: CTAV.

AMOR MALDITO
Brasil, 1984,18 anos, 35mm
De Adélia Sampaio
Com Monique Lafond, Emiliano Queiroz, Neuza Amaral, Wilma Dias
Duas jovens mulheres, Fernanda, uma executiva, e Sueli, uma ex-miss, se apaixonam e decidem morar juntas. Porém Sueli se entendia e envolve-se com um jornalista. A moça engravida do amante e ele a abandona. Os desdobramentos dessa separação são trágicos.

ADÉLIA SAMPAIO
Nascida em Belo Horizonte, residente do Rio de Janeiro desde os seus 12 anos, Adélia Sampaio foi a primeira mulher negra a dirigir um longa-metragem no Brasil. Sua trajetória, apagada pelo racismo, teve o começo na Difilm, em 1967. Levada para a empresa pela sua irmã Eliana Cobett, o início de seu trabalho para a distribuidora Difilm foi no cargo de telefonista. Após a saída de ambas da distribuidora, Eliana, que na época era casada com o cineasta William Cobett, produziu junto de sua irmã Adélia alguns dos filmes do marido – “O monstro de Santa Teresa” (1975) e “O grande palhaço” (1980). Adélia fez um pouco de tudo para contribuir com o nosso cinema, como produtora, produtora executiva, continuísta, maquiadora, e mesmo assim, como referência nas salas de Universidades brasileiras, ela ainda é tida como um fantasma. Antes do Cinema da Retomada (meados dos anos 90, marcados pela explosão de mulheres cineastas) Adélia já tinha participado na produção de diversos filmes, como “O segredo da rosa” (1974), dirigido por Vanja Orico, trabalhando na produção executiva e também como uma das roteiristas. Já em 1977 produziu o último filme do lendário Lulu de Barros: “Ele, ela, quem?”. E, por fim, produziu com Geraldo Santos Pereira o filme “O seminarista” (1977). Já em 1980, depois de produzir o importante “Parceiros da aventura” (1980), de José Medeiros, e “Um menino… uma mulher” (1980), de Roberto Mauro, Adélia partiu para a direção de vários curtas e longas. Em 1984, Adélia dirigiu “Amor maldito”, um filme de temática lésbica baseado em uma história real. Inclusive, Adélia é um nome pioneiro na direção de longas focados neste tema.

16h40 UM HOMEM, UMA MULHER (sexta a quarta)

Une homme et une femme, França, 1966,14 anos
De Claude Lelouch
Com Jean-Louis Trintignant, Anouk Aimée, Pierre Barouh
Durante uma tarde de domingo, visitando seus filhos no colégio interno, o piloto de corridas Jean-Louis Duroc e Anne Gauthier se encontram. Assim continua nos próximos fins de semana. Eles vão se conhecendo e logo descobrem que ambos são viúvos e perderam seus parceiros recentemente. Depois de uma grande amizade, eles começam um relacionamento, mas a memória dos amores perdidos ainda é muito forte. Palma de Ouro no Festival de Cannes e Oscar de Melhor filme em língua estrangeira e Melhor roteiro original.

19h – BIG JATO (sexta a quarta)
Brasil, 2015, 93', 16 anos
De Claudio Assis
Com Matheus Nachtergaele, Rafael Nicácio, Marcelia Cartaxo, Jards Macalé O menino Francisco passa os dias a acompanhar o pai no trabalho, ou melhor, nas estradas. O homem é motorista do imponente Big Jato, um caminhão-pipa utilizado para limpar as fossas da cidade sem saneamento básico. Mas o garoto está mais interessado nas ideias do tio, um artista libertário e anarquista. À medida que descobre o primeiro amor, Chico percebe a vocação para se tornar poeta. Melhor Filme, Ator, Atriz e Trilha Sonora no Festival de Brasília 2015.

Trailer https://www.youtube.com/watch?v=YHVD4o4pwpk

21h – PAULINA (sexta, domingo e terça)
La patota, Argentina/Brasil/França, 2015, 103’, 16 anos
De Santiago Mitre
Com Dolores Fonzi, Oscar Martinez, Esteban Lamothe, Cristian Salguero
Paulina, 28 anos, largou uma promissora carreira na advocacia para ser professora em uma região problemática da Argentina. Sacrificando o namoro e a confiança do pai, um poderoso juiz local, ela sustenta as suas convicções de ensino e política. Entretanto, sua crença é colocada à prova ao ser estuprada por um grupo de alunos, que a confunde com outra mulher. Grande Prêmio da Semana da Crítica no Festival de Cannes 2015 e Melhor Atriz no Prêmio Fênix 2015.

Trailer https://www.youtube.com/watch?v=HLE_3HXKhi8

21h- CAMPO GRANDE (sábado, segunda e quarta)
Brasil/França, 2015, 108', 14 anos
De Sandra Kogut
Com Carla Ribas, Rayane do Amaral, Ygor Manoel
Regina é mulher de 50 anos que mora na privilegiada Zona Sul do Rio de Janeiro. Certo dia, ela encontra na sua porta Rayane, uma menina de cinco anos que claramente não é da região, e Ygor, seu irmão mais velho. A garota explica que a mãe pediu que eles a esperassem no mesmo lugar até ela voltar. Regina, sem saber o que fazer, pensa em levá-los ao orfanato, mas é convencida pela filha adolescente de deixá-los passar a noite. Assustados com a imensidão da casa, os dois ficam juntos e Regina percebe que eles só possuem um ao outro. Decidida a ajudá-los a encontrar sua família, Regina tem contato com um mundo que não conhecia. Prêmios de Melhor Direção no Festival de Havana 2015 e Melhor Montagem no Festival do Rio 2015.

Trailer https://www.youtube.com/watch?v=DLfR-0NENK4