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Agenda 2030: desenvolvimento sustentável no Brasil

Nos últimos anos, um termo tem se feito bastante recorrente pela mídia mundial, a Economia Sustentável. Ela surge para romper com os modelos de produção convencionais, que visam crescimento financeiro se alimentando de recursos naturais, sem controlar os danos que esta ação predatória pode ter. Percebendo não apenas os problemas desse padrão estabelecido na Revolução Industrial, mas que as necessidades humanas são maiores que a capacidade da natureza de provê-las, nasce a sustentabilidade econômica.

De modo geral, a Economia Sustentável prega uma relação mais estável entre a produção e os recursos, prevendo assim equilíbrio ecológico, equidade social e desenvolvimento econômico, perpetuando a espécie humana. Pensar sustentabilidade é pensar nas medidas em longo prazo, prezando os recursos naturais, lhes dando tempo de se desenvolver para que possamos captá-los.

Pensando nisso, a Organização das Nações Unidas (ONU) criou a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Sendo esta agenda um plano de ação e metas para estimular a melhoria de áreas cruciais para a humanidade. “A nova agenda é uma promessa dos líderes para a sociedade mundial. É uma agenda para acabar com a pobreza em todas as suas formas, uma agenda para o planeta”, palavras de Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU.

A Agenda 2030 é um documento com 17 objetivos e 169 metas para os países que integram a Organização. Todos formam um equilíbrio para o desenvolvimento sustentável, abarcando as dimensões: econômica, social e ambiental. A erradicação da pobreza e da fome, agricultura sustentável, saúde, educação, igualdade de gênero, garantia de acesso à água, ao saneamento básico e à energia sustentável, crescimento econômico, emprego, industrialização e cidades sustentáveis, preservação da vida nos oceanos e florestas, paz e justiça, são alguns dos pontos abordados no projeto, que também visa a concretização dos Direitos Humanos.

O Brasil abraçar esta agenda é um passo importante para o crescimento e desenvolvimento nacional. Conseguir uma relação em equilíbrio com nossos recursos pode garantir bom rendimento em exportação, estabilidade das dividas públicas, que não aumentariam e poderiam ser quitadas em alguns anos. O investimento em educação pode nos gerar mais profissionais capacitados a ajudar o país a se alavancar perante outras economias. Mas claro que a tarefa não será fácil.

Vale lembrar que o Brasil tem um papel de destaque nesta agenda, que sua idealização saiu da Rio+20, e pelo fato do país ter tido bom desempenho em outra iniciativa da ONU, os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

Para que a Agenda 2030 possa ser implementada aqui, diversas fundações reconhecidas no país se uniram para lançar estratégias, articular o setor privado, mobilizar formadores de opinião, fomentar politicas publicas, entre outras. Assim foi criada a Carta de Princípios, que convida organizações interessadas a serem signatárias, tomando parte importante no desenvolvimento sustentável nacional.

Fonte:  Combo multi net