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NO TETO DO MAC – Museu abre acesso à cobertura e oferece nova experiência com vista para a Baía de Guanabara em Niterói

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Instalação do arquiteto Pedro Varella permite que visitantes subam ao teto do museu entre 7 e 22 de novembro; atividade integra as comemorações pelos 30 anos do espaço cultural.

O Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC) vai proporcionar ao público uma experiência diferente de contemplação da paisagem da cidade. A partir deste sábado, 7 de novembro, visitantes poderão subir até a cobertura do museu e observar a Baía de Guanabara de um ângulo normalmente inacessível.

A iniciativa faz parte da instalação “Teto — De onde não se vê quando se está”, assinada pelo arquiteto Pedro Varella, e integra a programação especial pelos 30 anos do MAC. A experiência ficará disponível até 22 de novembro, data do aniversário de Niterói.

A proposta é provocar uma inversão na maneira como as pessoas enxergam um dos principais cartões-postais do município. Tradicionalmente, quem visita o local contempla o edifício projetado por Oscar Niemeyer emoldurado pela paisagem da Baía de Guanabara. Dessa vez, a perspectiva será outra: o público poderá acessar o topo da construção e observar o entorno sem ter o próprio museu como protagonista da vista.

Experiência propõe uma nova maneira de enxergar o MAC

Para chegar à cobertura, os visitantes utilizarão uma escada de estrutura tubular instalada em um trecho da rampa que leva ao pavimento de exposições. O equipamento lembra as estruturas utilizadas por profissionais responsáveis pela limpeza dos vidros do edifício.

No alto, a experiência vai além da vista panorâmica. A instalação explora a percepção visual e a relação entre arquitetura e paisagem. Uma das propostas é provocar uma inversão na percepção da própria construção: uma superfície que parece côncava quando observada de baixo passa a ser percebida como convexa quando vista de cima.

Com isso, os visitantes são convidados a experimentar o edifício de outra maneira, percebendo formas e limites que normalmente passam despercebidos durante uma visita convencional.

A intervenção também recupera a relação histórica do local com a paisagem. Antes da construção do museu, inaugurado em 1996, a área abrigava o antigo Mirante da Boa Viagem, conhecido pela vista privilegiada para a entrada da Baía de Guanabara.

MAC já teve experiência semelhante em 2017

A cobertura do Museu de Arte Contemporânea já recebeu uma experiência de visitação em 2017, quando uma proposta arquitetônica desenvolvida pelo escritório Gru.a, do qual Pedro Varella é sócio-fundador, conquistou o 3º Prêmio Reynaldo Roels Jr., realizado em parceria com a Escola de Artes Visuais do Parque Lage.

Nove anos depois, o espaço volta a integrar uma experiência especial aberta ao público, desta vez dentro das comemorações pelas três décadas de funcionamento do museu.

A iniciativa reforça a proposta de aproximar os visitantes da arquitetura do MAC e explorar novas formas de interação com um dos cenários mais conhecidos de Niterói.

Programação dos 30 anos do MAC inclui outras exposições

Além da experiência na cobertura, o Museu de Arte Contemporânea preparou outras atrações para celebrar seus 30 anos.

Entre os destaques está a exposição “MAC monumental”, instalada no Salão Central, que reúne aproximadamente 130 obras de grandes dimensões pertencentes às coleções MAC Niterói e João Sattamini. A mostra apresenta trabalhos que não eram exibidos ao público havia vários anos.

No mezanino, a exposição “MAC panorama” revisita a trajetória do museu por meio de obras de artistas como Adriana Varejão, Flávio-Shiró, Victor Arruda e Márcia X.

A programação comemorativa também conta com “MAC para crianças”, voltada ao público infantil, com atividades de desenho, brincadeiras e experimentação artística, além de “Sentir pra ver”, uma exposição multissensorial que utiliza recursos como reproduções táteis, maquetes e audiodescrição para ampliar o acesso à arte.

Como visitar o teto do MAC de Niterói

A visitação à instalação será organizada em grupos de até 15 pessoas. Cada grupo poderá permanecer na cobertura durante 15 minutos, com intervalos de dez minutos entre as subidas.

Não será necessário realizar agendamento antecipado. As senhas serão distribuídas gratuitamente no próprio museu, por ordem de chegada, em quatro horários ao longo do dia.

Confira as informações:

  • Instalação: Teto — De onde não se vê quando se está
  • Local: Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC)
  • Endereço: Mirante da Boa Viagem, s/nº, Boa Viagem, Niterói
  • Período: 7 a 22 de novembro de 2026
  • Dias de funcionamento: de terça-feira a domingo
  • Distribuição de senhas: 9h30, 11h30, 13h30 e 15h30
  • Primeira subida: 10h
  • Última subida: 17h20
  • Capacidade: grupos de até 15 pessoas
  • Duração: 15 minutos por grupo
  • Reservas: não haverá agendamento antecipado.

A idade mínima permitida é de 12 anos. Visitantes menores de 16 anos deverão estar acompanhados por um responsável.

A organização também alerta que a atividade não será realizada em dias de chuva ou ventos fortes. Mesmo após o início da programação, as subidas poderão ser interrompidas a qualquer momento caso as condições climáticas ofereçam riscos aos participantes.

A experiência é uma oportunidade para moradores e turistas conhecerem um dos principais cartões-postais de Niterói por uma perspectiva diferente, explorando a relação entre a arquitetura de Oscar Niemeyer e a paisagem da Baía de Guanabara.


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