Cidade
Repasse de verba para reurbanização da Moreira César ameaçado
Vence no próximo dia 1º um dos convênios firmados entre a prefeitura e o Ministério das Cidades no valor de R$5,3 milhões, para a reurbanização da Rua Moreira César, em Icaraí, e a prefeitura corre o risco de ficar sem novos repasses, caso não consiga renovar o convênio.
Segundo o órgão federal, do orçamento total destinado ao projeto, no valor de R$ 8,09 milhões, já foram repassados ao município R$ 870,5 mil. A prefeitura, porém, alega que parou os trabalhos por ter recebido apenas R$ 487,6 mil. Acrescenta que tenta prorrogar o convênio, mas não tem previsão para retomar as obras.
A verba para a reforma é proveniente de dois convênios, o primeiro, de R$ 5,3 milhões; e outro, de R$ 3,2 milhões. Segundo o ministério, já foram liberados R$ 487,6 mil do primeiro, e R$ 382,9 mil do segundo, o que totaliza R$ 870,5 mil. A prefeitura, contudo, diz ter recebido apenas o primeiro montante, usado na execução dos trechos entre as ruas Miguel de Frias e Álvares de Azevedo e entre a Avenida Ari Parreiras e a Alameda João Batista.
Anunciada em 2014, a obra de reurbanização da Rua Moreira César prometia uma requalificação do ponto comercial mais nobre de Icaraí. O planejamento inicial previa a entrega, em julho do ano passado, de uma infraestrutura urbanística completamente reformulada, com sistema traffic calming, fiação subterrânea, nova iluminação, ciclofaixa, bicicletários, novo mobiliário, totens e conexão wi-fi. Parado há um ano, o projeto tem futuro incerto, e quem mora no local reclama de tudo o que foi feito até agora.
Os moradores destacam que tentaram maquiar a obra, com um serviço de péssima qualidade e com acabamento ruim. As calçadas de granito já estão quebradas, e largaram o resto da obra abandonada.Outra herança da obra não concluída é o canteiro montado na Praça Dom Navarro, sobre o canal da Avenida Ari Parreiras, que há um ano não tem movimento de operários. Segundo moradores, o local sujo, mal iluminado e cheio de restos de material de obra tem servido de esconderijo para usuários de drogas e bandidos.
Numa placa presa ao tapume do canteiro, constam as datas previstas para o começo (28 de maio de 2015) e o término (20 de julho de 2016) da reurbanização. As datas foram, posteriormente, cobertas com um adesivo branco, hoje parcialmente rasgado.
Entre os comerciantes, a reurbanização é vista como uma oportunidade para tornar a rua ainda mais movimentada e atrair novos clientes – Desde que seja bem planejada. Alguns comerciantes tiveram suas calçadas bloqueadas e ficaram dias sem vender nenhum produto.
De acordo com a Caixa Econômica Federal, a proposta de reprogramação do convênio está em análise. A prefeitura confirma a manutenção do projeto como foi anunciado em 2014 e solicitará à empresa responsável pela obra, R.C.Vieira Engenharia, a solução dos problemas apontados pelos moradores, incluindo o canteiro na Ari Parreiras.
