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Projeto de revitalização da orla de Niterói será feito por Parceria Público Privada

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Projeto de revitalização da orla de Niterói será feito por Parceria Público Privada

Da Boa Viagem a Charitas, principalmente nos dias bonitos de verão, o que não faltam são belas paisagens para serem contempladas a partir da orla de quase oito quilômetros de extensão. Mas ao se voltar o olhar para o calçadão, o cenário não é tão bonito assim: os 20 quiosques não têm qualquer padronização e ocupam, da forma que bem entendem, os espaços que deveriam ser delimitados. Queixas surgem de dois lados: dos próprios trabalhadores, que reclamam estar à própria sorte, sem apoio da prefeitura; e dos frequentadores, que dizem que a falta de fiscalização permite, por vezes, a má prestação de serviço.

Além da falta de padrão, não há saneamento. Banheiros e água encanada são luxos. Os quiosqueiros se viram com isopores, onde acondicionam cocos no gelo. Quando ele derrete, é usado para outros fins. Em Charitas, os puxadinhos são a principal evidência da falta de controle.

A mais recente tentativa da Prefeitura de organizar a orla, foi há quatro anos atrás. Segundo a Prefeitura, existe um projeto de revitalização da orla da Zona Sul, que será executado por meio de parceria público privada (PPP). Em maio de 2012, após ação do Ministério Público federal que apontava risco de dano ambiental devido ao mau uso do solo em Charitas, foi publicado na mídia um protótipo de quiosque, feito pelo escritório de Oscar Niemeyer, que deveria ser adotado na orla, mas seis meses depois o município decidiu entregar, somente aos quiosqueiros de Icaraí, os módulos em que trabalham até hoje, dispostos sobre um deque de madeira. A ideia era que vendessem apenas coco e água, mas, com o passar do tempo, a maioria deles decidiu comercializar biscoito, refrigerante e sorvete. Com isso, o espaço ficou pequeno para que instalassem até freezers.

Na Avenida Litorânea, na Boa Viagem, onde não há faixa de areia, os três quiosques têm água encanada, mas o mau cheiro denuncia: os banheiros químicos, pagos pelos comerciantes, deixam a desejar e por economia, as vezes são trocados apenas uma vez na semana.

Uma coisa é certa, os quiosques servem de apoio para quem quer curtir a orla, que está cada vez mais carente de atrativos. Um bom quiosque não atrapalharia em nada a natureza e muito menos os pedestres. Só teria a acrescentar.

Um pouco mais adiante, no calçadão de Icaraí, as reclamações de quiosqueiros ecoam desde 2012, antes da instalação dos 11 módulos. Na época, eles já argumentavam que o espaço era pequeno e que tinha como trabalhar sem instalações elétricas e hidráulicas. Como consequência, hoje em dia, cadeiras, isopores, cocos, galões de plástico e lixeiras ficam amontoados em volta dos módulos e até além do deque, invadindo a areia e a calçada. Alguns vendedores fazem ligações clandestinas para geladeiras, freezers e até televisões.

A orientação inicial da prefeitura era que o espaço fosse destinado à venda de bebidas, mas a falta de regras sobre a utilização e a precariedade da estrutura nunca faz com que cada dono de quiosque utilize-o da maneira que melhor que cabe.

Em Charitas, os quiosqueiros e frequentadores se referem à praia como abandonada. Há quem trabalhe ali há mais de dez anos ouvindo promessas de mudanças e alegam uma prefeitura ausente.

A prefeitura não deu detalhes sobre o projeto para ordenar a orla. Disse apenas que os quiosqueiros têm permissões de uso a título precário e que os quiosques pagam uma mensalidade à Neltur.


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