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Restaurante Popular de Niterói de portas fechadas por falta de pagamento

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As portas do Restaurante Popular Jorge Amado, no Centro de Niterói, não abriram na última segunda-feira (05). Em vez disso, elas viraram suporte para um protesto feito por usuários do espaço.

Sem receber pagamentos do Governo do Estado nos últimos 12 meses, a Alimentação Carmense, responsável pela administração dos Restaurantes Populares de Irajá e Niterói, resolveu encerrar as atividades nas duas unidades. Quem chegava, na manhã de ontem, ao Restaurante Cidadão Jorge Amado, em Niterói, era surpreendido com o cadeado no portão e um cartaz afixado, onde se lia: “Devido o atraso no pagamento do Governo do Estado do Rio de Janeiro, o restaurante ficará temporariamente fechado”.

Segundo a empresa, o restaurante de Niterói serve 1.700 refeições por dia e 250 cafés da manhã. Já na unidade de Irajá, são 1.500 refeições e 400 cafés.

A decisão, entretanto, preocupou os clientes. “Trabalho como camelô e almoçava neste restaurantes todos os dias. Apesar da baixa qualidade dos alimentos, o valor do prato significava uma economia no fim do mês. Com R$ 2, eu não consigo comer nem um salgado com suco. Quem vai pagar a conta é o cidadão?”, questionou Fabrício Pereira do Amaral, de 42 anos.

Para a aposentada Vera Lucia Emerick, 65, o encerramento do restaurante é preocupante. “Sempre que vinha a Niterói, almoçava aqui. Moro em Itaboraí e também almocei várias vezes no restaurante da minha cidade, que foi fechado antes deste. Estou muito triste e revoltada com o que vem acontecendo com o nosso estado. Tenho vergonha de morar em um estado como esse que protege os políticos e fere seus contribuintes”, reclamou.

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A Carmense lamenta a grave crise financeira do estado, bem como as demissões que serão ocasionadas com a suspensão do contrato. A empresa está disposta a manter diálogo e a retomada dos serviços, para voltar a atuar o mais breve possível, visto que é uma trabalho de suma importância, sobretudo para a população menos favorecida.

A Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos informou que recebeu a notificação da empresa sobre o rompimento do contrato e o fechamento das unidades Irajá e Niterói. O órgão reconhece a dívida de R$ 7,2 milhões e, no momento, busca soluções para que os restaurantes voltem a funcionar o mais breve possível. Uma das alternativas seria a municipalização da estrutura, mas a Prefeitura de Niterói ainda não informou se tem interesse em assumir a unidade.


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