Cidade
Rua Cel Moreira César pode ser chamar Vinícius de Moraes
Através de um pedido da Comissão da Verdade de Niterói, a prefeitura irá preparar o envio de uma mensagem à Câmara dos Vereadores para tentar mudar o nome de uma das ruas mais tradicionais da cidade, a Coronel Moreira César, em Icaraí. Um projeto de lei que está sendo elaborado pela Procuradoria Municipal tem como objetivo chamá-la de Vinicius de Moraes, em homenagem ao poeta, músico e diplomata. Essa proposta deverá ser encaminhada aos parlamentares até a próxima terça-feira.
A expectativa dos integrantes da Comissão da Verdade, que sugeriu a mudança no dia 16 de janeiro, é conseguir alterar o nome da rua já em abril, logo após a data oficial do golpe militar, que completa 50 anos em 31 de março.
História – O Coronel Antônio Moreira César foi um militar da metade para o final do século XIX ( viveu de 1850 a 1897) e sempre foi conhecido por sua autoridade e violência em ações a frente do exército. Esteve envolvido no assassinato do redator-chefe do jornal “Corsário”, Apulcro de Castro, morto por militares no centro do Rio de Janeiro em 1884. Em 1891, participou da derrubada do presidente da Bahia, José Gonçalves da Silva.
Sua chegada à Niterói aconteceu em dezembro de 1892, quando levou o 7º Batalhão de Infantaria para a cidade, onde se registrava uma sublevação do corpo policial, tendo sido aclamado como governador a Francisco Portela. Os amotinados renderam-se, e o governador José Tomás de Porciúncula, reconduzido ao cargo, dissolveu a Força Pública.
Durante a Revolta das Armadas (rebelião de alguns grupos da Marinha do Brasil contra o governo de Floriano Peixoto, entre 1893-1894), Moreira César planejou um ataque contra a Ilha de Villegaignon e áreas ocupadas e defendidas pelos rebeldes. O 7° Batalhão de Infantaria também participou da vigilância na região do porto do Rio de Janeiro e atuou na retomada da Ilha do Governador, base logística onde os revoltosos se supriam.
O Coronel Moreira César também esteve a frente na Revolução Federalista (1893-1895) e na Campanha de Canudos (1896-1897), onde faleceu, ferido no ventre, em uma batalha de mais de cinco horas.






