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EXPOSIÇÕES Instalação “Passantes”, de Gabriel Henriques e Pedro Ambrosoli, chega ao Paschoal

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Exposição “Passantes”, de Gabriel Henriques e Pedro Ambrosoli
Período de visitação: de 04 a 30 de agosto de 2015
Horários: Segunda a sexta-feira, das 10h às 17h. Sábados, Domingos e feriados, das 10h às 15h
Entrada franca

Local: Centro Cultural Pascoal Carlos Magno
Galeria Quirino Campofiorito – térreo do CCPCM
Endereço: Rua Lopes Trovão s/nº, Campo de São Bento – Icaraí, Niterói – RJ
Informações: (21) 2610-5748

O Centro Cultural Paschoal Carlos Magno (CCPCM) abre suas portas para a instalação “Passantes”, de Gabriel Henriques e Pedro Ambrosoli, uma instauração que reflete o desejo de dois artistas em questionar as opressões do meio urbano sobre o natural e as relações humanas superficiais. Com abertura marcada para a terça-feira, 04 de agosto, às 18h, a mostra, instalada na Galeria Quirino Campofiorito, no térreo do CCPCM, pode ser visitada até o dia 30 desse mesmo mês, de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h, e aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 15h, com entrada gratuita. O Encontro com os Artistas está marcado para domingo, 23 de agosto, das 11h às 14h.

“Passante” é o primeiro trabalho em coautoria de Gabriel e Pedro, que reflete trajetórias artísticas diferentes na criação de uma obra interdisciplinar, em que ambos exploraram suas principais experiências, tornando possível muitas trocas e crescimentos. A proposta da exposição é criar um pequeno ecossistema no Centro Cultural Paschoal Carlos Magno, constituído por infinitos mundos que se entrelaçam, a partir de três fragmentos de árvores vivas e suspensas sob espelhos d’água em recipientes de barro. Sem qualquer fonte de nutrição, as árvores irão perecer ao longo dos dias, deixando galhos e folhas secas espalhadas pela galeria, levando aos espectadores um novo olhar sobre o instante presente e a fragilidade da vida.

A intervenção também se apresenta como um espaço para a realização de uma série de performances. As que formam o eixo da exposição são “Resecare”, que acontecerá na abertura, “Memória Lavrada”, agendada para o dia 15 de agosto, “Inércia da Invisibilidade”, no dia 23, e “Expurgo”, marcada para 30 de agosto. Serão expansões corporais e poéticas das árvores e dos performers.

De acordo com os artistas, a aceleração do desenvolvimento técnico e a padronização estética social têm distanciado as pessoas cada vez mais do que há? de orgânico e tátil. Corpos mecanizados circulam nas ruas não na experiência do devir e do presente, mas nas robotizadas rotinas sociais, esquecendo-se do que e? vivo e perecível. O que se conhece como real tem um sem-número de estratos, capas, dimensões e densidades, com uma estrutura inimaginável que se move, cresce, pulsa, morre e se modifica segundo uma ordem calcada no caos.

Para eles, o indivíduo contemporâneo, socialmente moldado, que se insere nessa realidade, tem, por debaixo de uma máscara, pensamentos e ações que se organizam em um completo caos vivo, repleto de desejo, de sentimento, de movimento. A instauração busca questionar este ser contemporâneo, colocando-o de frente com o instante da vida, despertando a consciência do orgânico e dos seus desejos íntimos, partindo do uso do natural como objeto escultórico.

Gabriel Henriques

Gabriel Henriques é performer, graduando em Produção Cultural na UFF. Iniciou sua pesquisa nas artes no ano de 2013, através do Projeto Pirandello Contemporâneo, coordenado pela professora e diretora Martha Ribeiro. Desde então, vem participando de estudos-performances e de espetáculo teatrais. Como um dos fundadores do Coletivo Osmótico, em 2014, Gabriel já realizou performances no Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC) e no Instituto de Arte e Comunicação Social (IACS). Agora, o artista busca investigar outras linguagens nas artes.

Pedro Ambrosoli

Pedro Ambrosoli é artista plástico, graduando em História da Arte pela UFRJ. Além de sua formação acadêmica, realiza cursos livres pela Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV) e, entre os anos de 2007 e 2013, contou com orientações de Rafael Vicente e Eloá Carvalho, no Espaço de Artes Visuais Rafael Vicente. Autor de duas séries de pintura que marcam sua trajetória (“Deusas na água”, 2010; “Outro-eu-animal”, 2010-2014), o artista também atua como realizador e participante em diversas exposições nas cidades do Rio de Janeiro e Niterói, se expandindo para outras linguagens.