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Centro de Arte UFF inaugura quatro exposições no dia 14 de dezembro

Centro de Arte UFF inaugura quatro exposições no dia 14 de dezembro

Juliana Pessoa apresenta 70 obras inspiradas
na obra ‘Grande Sertão; Veredas’ na exposição ‘Nonada’

Serviço:

Nonada – De Juliana Pessoa
Galeria de Arte UFF Leuna Guimarães dos Santos
Visitação: 14 de dezembro a 27 de janeiro
Entrada Franca
Segunda a 6ª feira, das 10h às 21h
Sábados e Domingos das 13h às 21h

Juliana Pessoa reúne em sua exposição ‘Nonada’ uma série de desenhos, feitos à mão com materiais elementares com grafite, carvão, argila, gesso, pólvora, água, óleo de linhaça, papel e lixa. A expressão ‘Nonada’ é a frase inaugural da narrativa de Riobaldo, retirada do romance ‘Grande Sertão: Veredas’, de Guimarães Rosa. Nonada diz, a princípio, uma coisa sem valor, de pouca importância, uma insignificância. Porém, à medida que o romance se desenrola, é possível enxergar uma outra dimensão do sentido de nonada. Algo mais se esconde por trás da aparente ignorância de Riobaldo. Os desenhos foram baseados em um vasto acervo de fotografias, que retratam as sagas do arraial de Belo Monte (Guerra de Canudos) e do grupo do cangaceiro Virgulino Ferreira, o Lampião.

Em “Ibás” Jean Araújo reúne elementos
das religiões de matriz africana em 32 obras

Serviço:

Ibás – De Jean Araújo
Curadoria de Marcelo Campos
Galeria de Arte UFF Leuna Guimarães dos Santos
Visitação: 14 de dezembro a 27 de janeiro
Entrada Franca
Segunda a 6ª feira, das 10h às 21h
Sábados e Domingos das 13h às 21h

Ibá (igbá) é o termo iorubá que designa os elementos simbólicos nos altares das religiões de matriz africana. Ibá quer dizer cabaça, continente primeiro na criação do universo na cosmogonia nagô. A exposição ‘Ibás’, de Jean Araújo, procura apresentar a série inédita, onde o artista pesquisou e recriou os elementos que compõem os assentamentos dos orixás femininos, as Iyabás. Com isso, Araújo retirou referências do trabalho de campo em lojas de artigos religiosos, fotografias dos pejis (altares) afro-brasileiros, escritos onde se descreviam os materiais e elementos utilizados na sacralização dos Ibás.

“Memória de um corpo naturalista”, exposição da artista Luisa Alexandre,
reúne 15 obras entre aquarelas e colagens

Serviço:

Memória de um corpo naturalista – De Luisa Alexandre
Galeria de Arte UFF Leuna Guimarães dos Santos
Visitação: 14 de dezembro a 27 de janeiro
Entrada Franca
Segunda a 6ª feira, das 10h às 21h
Sábados e Domingos das 13h às 21h

A exposição ‘Memória de um corpo naturalista’ traz como tema o processo de tomada de consciência acerca da sabedoria inerente ao próprio corpo, através do contato com a memória, em um processo de busca e autoconhecimento. Através de uma narrativa que conta com 15 obras, em maioria aquarelas e colagens, é possível analisar e comparar formas anatomia de diferentes organismos em diferentes escalas. Percebe-se que a busca pessoal é também a busca pela própria natureza. Da célula ao indivíduo, do casulo do inseto à proteção da pele humana, todos estão interligados pelos repetidos padrões formais e de funcionamento. É através da memória da própria artista Luisa Alexandre, também bióloga, que somos convidados a olhar para as relações entre o homem e a natureza, entre as emoções e a anatomia do corpo, entre a terra e o que há além do céu. Nessa mistura de opostos, corpo e alma são retratados pela ciência e arte, numa reflexão sobre se reconectar consigo e reconhecer que somos todos feitos dos mesmos elementos.

Lívia Uchôa apresenta de homens e mulheres
em negativo na exposição ‘Negativa Luz Negra’

Serviço:

Negativa Luz Negra – De Lívia Uchôa
Espaço UFF de Fotografia Paulo Duque Estrada
Visitação: 14 de dezembro a 27 de janeiro
Entrada Franca
Segunda a 6ª feira, das 10h às 21h
Sábados e Domingos das 13h às 21h

A exposição ‘Negativa Luz Negra’ é composta por dez fotografias e um vídeo-arte de Lívia Uchôa. As fotos, medindo 1,60m de altura, retratam pessoas negras da Bahia e do Rio de Janeiro. Coladas em papel-adesivo na parede e recortados na silhueta, os corpos inteiros desses homens e mulheres em negativo, brilham, iluminados por uma luz negra dentro de um quarto escuro, hermeticamente fechado. Para chegar lá, percorremos um curto labirinto em zig-zag. Ao lado de cada fotografia, vemos a árvore genealógica de cada um deles, até onde eles lembram: a maioria só conhece os pais, alguns os avós, mas ninguém vai muito longe na lembrança dos antepassados. O objetivo do trabalho é gerar uma reflexão sobre a memória e sobre o lugar que as pessoas negras ocupam na sociedade e na arte brasileira. A ideia é que essa exposição traga à luz essa constante negativização histórica das pessoas negras em nosso país, mas invertendo-a, revelando corpos negros anônimos brilhando, explodindo luz, e sendo os grandes protagonistas.

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