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ÚLTIMAS NOTÍCIAS Transoceânica: novos caminhos, velhos problemas

Calçadas fora da exigência de acessibilidade e de largura mínima, são algumas das incoerências flagradas nas calçadas do trecho recém-construído da Transoceânica próximo ao Hot Center, em Itaipu. Problemas já criticados em trechos anteriores da obra, a remodelagem das vagas de estacionamento e o posicionamento de postes deixaram moradores pasmos nos últimos trechos onde a Transoceânica passou.

Alguns trechos novos não têm sequer metade das medidas, contrariando parâmetros mínimos para calçadas previstos em edital e na Normativa Brasileira 9.050, que trata das condições de acessibilidade em espaços urbanos, estabelecendo largura mínima de 1,2 metro. No trecho, em frente a uma igreja evangélica e em frente a uma batista, os muros dos imóveis estão mais avançados em relação aos outros. E o espaço restante para o pedestre é tão estreito que só se consegue passar de lado. A própria edificação de uma das igrejas avança sobre a calçada.

Os moradores estão indignados. “Gasta-se um dinheirão, e fazem assim, de qualquer maneira. A obra passou aqui, está terminando, e vai continuar a mesma coisa. Essa igreja no caminho é um absurdo. Não passa uma pessoa direito, muito menos alguém numa cadeira de rodas.” afirma um morador.

Depois que a obra passou pelo trecho entre o motel Status e o supermercado Diamante, no sentido Itaipu, a maioria das vagas não comporta nem mesmo carros populares estacionados a 45 graus, como anteriormente. A traseira dos veículos ocupa metade da pista. “Não precisa ser engenheiro para perceber que não cabe um carro aqui!” comenta um comerciante da rua.

Mesmo depois da retirada dos canteiros e da aparente conclusão daquela área, postes de luz e até a base de outdoors permanecem na calçada. Há também postes fixados no meio da rua, mesmo com trânsito liberado. Num outro trecho, o piso tátil para deficientes visuais termina no mato.

Nesse trecho, a estrada vai ter três pistas para carros em cada sentido, além do corredor de BRT, diferente do restante da obra, que tem duas pistas (ou apenas uma, no Cafubá). Para ampliar a largura da rua, acabaram por avançar sobre espaços onde havia vagas a 45 graus e calçadas.

A prefeitura informou que as baias de estacionamento nos locais mencionados são longitudinais, dispostas paralelamente ao meio-fio. E que a NitTrans intensificará fiscalização para evitar o estacionamento em 45 graus. Sobre as calçadas estreitas, prometeu atender às críticas dos moradores. Segundo a prefeitura, todos os passeios respeitarão a NBR 9.050, e, para tanto, algumas desapropriações ainda estão sendo realizadas. A prefeitura informou que os postes serão realinhados de acordo com cronograma da Enel. E não mencionou compensação aos lojistas por eventuais quedas nas vendas no período sob impacto da obra. Informou, entretanto, que se reúne com comerciantes e lojistas para minimizar os transtornos.

Foto: O Globo