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NOTÍCIAS Plataforma online disponibiliza mapeamento do coronavírus em rede de esgoto de Niterói

Com o objetivo de acompanhar o comportamento da disseminação do coronavírus ao longo da pandemia, a Prefeitura de Niterói firmou uma parceria com pesquisadores da Fiocruz para identificar a presença de material genético do novo coronavírus (SARS-CoV-2) em amostras do sistema de esgotos da cidade.

O projeto começou em abril e a partir de agora a população pode acompanhar os resultados através do link https://arcg.is/0HXfXX. A Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão (Seplag), por meio do Sistema de Gestão da Geoinformação (SIGeo), foi responsável pela elaboração do painel.

Atualmente, a média de amostras positivas para o novo coronavírus é de 85%. Este índice se refere às dez semanas de coletas no período de 15 de abril, quando o trabalho foi iniciado, até 16 de junho. As coletas são realizadas semanalmente por equipes da concessionária Águas de Niterói.

De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente de Niterói, Eurico Toledo, a pesquisa tem duração prevista de 12 meses. Ele destaca a importância desta parceria nas ações de combate ao avanço do novo coronavírus na cidade.

“Com a tecnologia de ponta desenvolvida pela Fiocruz, e com o nosso apoio, essa metodologia permitiu que a cidade intensificasse as políticas públicas de combate ao coronavírus com um direcionamento ainda mais focado e que é apontado como exemplo no País. Este é um projeto pioneiro, temos feito todo o esforço de caminhar junto à ciência. Essa parceria é mais um bom exemplo disso, a conexão da ciência e do poder público, com a ciência norteando as ações de políticas públicas para o enfrentamento da Covid-19”, afirma Eurico Toledo.

Já foram coletadas amostras de esgoto bruto em 29 pontos georreferenciados e estrategicamente distribuídos pela cidade de Niterói, incluindo quatro Estações de Tratamento de Esgotos (ETEs), dois pontos de descarte de efluente hospitalar e rede coletora de esgotos nos bairros de Icaraí, Jurujuba, Itaipu, Engenhoca, Ititioca, Barreto, Várzea das Moças e Rio do Ouro. Também foram coletadas amostras de pontos das comunidades do Palácio, Cavalão, Preventório, Vila Ipiranga, Caramujo, Maceió, Cascarejo, Morro do Estado e Boa Esperança.

Os dados da pesquisa, de acordo com a subsecretária de Saúde de Niterói, Camilla Franco, são complementares para análise do quadro epidemiológico do município. Ela afirma que a pesquisa tem possibilitado um outro olhar para análise da transmissão e compreensão de como o vírus está circulando.