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TEATRO Espetáculo ‘A Casa dos Budas Ditosos’ no Teatro Municipal

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Serviço

“A Casa dos Budas Ditosos”

Data: 17 a 27 de março de 2016

Horário: quintas e domingos, às 19h, e sextas e sábados, às 20h

Ingresso: R$ 90 (plateia, frisas e camarotes) R$ 50 (galeria) – Compre no ingressorapido.com

Classificação etária: 18 anos

Duração: 100 minutos

Depois de uma concorrida temporada carioca, chega em março ao Teatro Municipal de Niterói o espetáculo “A Casa dos Budas Ditosos”, uma comédia afrodisíaca adaptada por Domingos de Oliveira, do romance homônimo de João Ubaldo Ribeiro, e estrelada pela atriz Fernanda Torres.

A temporada vai de 17 a 27 de março, quintas e domingos, às 19h, e sextas e sábados, às 20h. Os ingressos custam R$ 90 reais (plateia, frisas e camarotes) e R$ 50 reais (galeria).

Quando Domingos de Oliveira leu pela primeira vez a obra de João Ubaldo percebeu imediatamente o valor dramático do texto. Nem todo livro rende uma boa adaptação teatral, mas “A Casa dos Budas Ditosos”, é um livro escrito na primeira pessoa. Nasceu teatro porque é oral e é oral porque, segundo o próprio João Ubaldo, nas primeiras páginas do livro: “é impossível falar sobre sexo na terceira pessoa”. Para viver a personagem, Domingos pensou que precisava de alguém que soubesse transitar por todas as idades, pelas diversas fases da personagem.

Na peça, Fernanda interpreta uma libertina baiana sexagenária que detalha as incontáveis experiências sexuais que teve ao longo da vida. Depois de grande sucesso pelas principais capitais brasileiras, incluindo apresentações em Portugal, o espetáculo agora abraça o povo de Niterói.

O artifício, simples e não realista, de ter uma atriz de meia-idade, vivendo uma mulher de idade que se lembra de todas as suas idades, acabou por acentuar o discurso libertário da baiana de João Ubaldo. “A narrativa de João Ubaldo Ribeiro contém nítida importância filosófica, disfarçada em folhetins de peripécias sexuais. O personagem sem nome que Ubaldo criou é sem dúvida uma deusa. Ela possui uma liberdade divina almejada na imaginação por todos nós e, na prática, inalcançável por qualquer um de nós”, diz Domingos.

Fernanda Torres encontrou nesse convite o projeto ideal para experimentar a possibilidade de se fazer teatro apenas com um ator, um texto e um microfone. Era uma vontade antiga que a atriz alimentava desde que assistiu pela primeira vez a Spalding Gray. A contundência do discurso sexual da baiana e a qualidade do texto de João Ubaldo deram segurança a Domingos e Fernanda.