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Ressaca provoca grandes estragos e interdita trechos da orla de Niterói
Uma forte ressaca atingiu o litoral do Rio de Janeiro entre os dias 29 e 30 de julho, provocando ondas de até 3,5 metros e causando sérios danos à orla de Niterói e de outras cidades costeiras.
Principais impactos em Niterói
- Na Praia das Flechas, entre os bairros do Ingá e Icaraí, o calçadão foi destruído, e parte do asfalto e das barreiras de proteção foram arrastados pelo mar. Ruas transversais, como a Pereira Nunes, também foram invadidas pela água e precisaram ser interditadas.
- Em Camboinhas, escadarias de acesso à praia colapsaram, e trechos foram isolados pela Defesa Civil para garantir a segurança dos frequentadores.
- Em Itacoatiara, ondas cobriram a Pedra do Pampo, e praticantes de esportes aquáticos precisaram ser resgatados por precaução.
Outras ocorrências na região
- A linha de catamarãs de Charitas teve suas operações suspensas por cerca de quatro horas devido à força das ondas, sendo retomadas posteriormente com velocidade reduzida.
- No Leblon, o mar invadiu a Avenida Delfim Moreira, danificou calçadões e interditou quiosques.
- Em cidades da Região dos Lagos, como Maricá e Saquarema, a força da água invadiu ruas, formou espuma sobre a areia e causou danos em estruturas costeiras, como mirantes e calçadões.
Alerta das autoridades
- A Defesa Civil de Niterói manteve o estado de alerta até a noite de 31 de julho, com recomendações para que banhistas, pescadores e praticantes de esportes aquáticos evitassem a orla.
- A Marinha do Brasil emitiu aviso de ressaca com validade até 1º de agosto, prevendo ondas de até 3,5 metros entre Cabo Frio e o litoral sul da Bahia.
Por que os danos foram tão graves?
Especialistas explicam que, além da altura das ondas, o período entre elas — ou seja, o intervalo de tempo entre uma onda e outra — foi mais longo do que o habitual, entre 16 e 18 segundos. Isso potencializa o impacto da água sobre as estruturas costeiras, causando mais estragos.
Medidas adotadas
- Equipes da prefeitura, por meio da Companhia de Limpeza e da Secretaria de Conservação, atuaram em ações emergenciais de limpeza e avaliação dos danos.
- Também está sendo avaliada a necessidade de novas intervenções estruturais, como recuo do calçadão, instalação de recifes artificiais ou contenções para minimizar futuros impactos de ressacas intensas.
















