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ESPORTES Vinícius, Paulinho, Neymar, R10, R9… Por que nós? – Coluna Segue o Jogo

O Brasil tem um histórico de grandes jogadores, todos nós já sabemos. Mas, sinceramente, por quê? O que “há” nesses atletas? Por que nós viramos um celeiro de exportações? A nossa ideia aqui não é comparar jovens atletas como Vinícius JR. com grandes jogadores como Ronaldo, mas sim propor a você tentar entender o que dirigentes pensam quando decidem contratar nossas promessas. Vem com a gente!

O que esses jogadores têm em comum? Ambos foram considerados promessas em suas respectivas épocas. Vamos analisar cada um.

Ronaldo, o fenômeno

Você o conhece por esse apelido que lhe cabe muito bem por sinal, mas antes disso o garoto que jogava no Cruzeiro já deixava todos boquiabertos.
R9 estreou aos 16 anos (1993) no time profissional da raposa. Mas antes disso, ele já era o primeiro jogador amador a viver numa concentração dos profissionais. Foram ao todo 47 jogos e incríveis 44 gols (SENSACIONAL).
Ronaldo foi um tremendo sucesso, tanto que em 1994 foi para a Copa dos EUA, mas foi muito rápido no Brasil (poucos se lembram que ele foi jogador do Cruzeiro).
Aos 17 anos e com expectativa lá no alto, o ainda ‘fenômenozinho’ foi vendido para o PSV Eindhoven da Holanda por 6M de Euros (muita coisa naquela época). O resto vocês já sabem.

Ronaldinho, o bruxo

Assim como R9, Ronaldo de Assis Moreira tinha grande expectativa. Mas o caminho percorrido por ele foi diferente do xará. Isso porque Ronaldinho Gaúcho fez ao todo 145 jogos no Grêmio com 75 bolas na rede, oposto do Fenômeno que fez pouco jogos no Brasil. R10 conseguiu consolidar-se e ser mais conhecido aqui, tanto que ficou até os 21 anos e foi um sucesso de bilheteria com as camisas vendidas. A expectativa sobre ele era diferente de tudo que se pensou. Não era um goleador ou um rei das assistências. Mas um jogador jamais visto, algo de outro planeta, tratava a bola como se fosse a coisa mais simples do mundo. Em 2001, o PSG vem e busca Ronaldinho por aproximadamente 6M de Euros. O resto vocês já sabem.

Neymar

Esse foi o que mais “cumpriu o cronograma” de tempo no Brasil.
Neymar surgiu bem novo no Santos se destacando muito. Poucos sabem, mas em 2005 ele foi fazer um “estágio” no Real Madrid (Galático na época) e foi aprovado para cumprir as categorias de base e profissionalizar-se Tudo lá em Madri mesmo. No entanto, o Santos pagou 1 milhão para ele ficar. O Real nada fez, pois achou demais para um garoto de 14 anos (HAHA). Ney ficou e encantou o Brasil conquistando títulos, recordes (100 gols aos 20 anos) e rejeitando o assédio europeu. Da estreia em 2009 para a saída em 2013 para o Barcelona num valor polêmico de 88M de Euros, o atleta fez 230 jogos com 138 gols. O resto vocês estão descobrindo.

Paulinho

O garoto do Vasco surgiu no futebol em 2016 quando assinou o seu primeiro contrato como profissional. Mas só foi “promovido” em 2017 por Milton Mendes. De todos os citados nesse texto, Paulinho foi o que menos jogou por um clube profissionalmente. Foram apenas 37 jogos com 7 gols. No entanto, o jovem chamou muita atenção pela sua capacidade tática e cooperação coletiva. Paulinho não era um goleador ou um passador para gols, mas um atleta que começava a jogada de um gol, o que marcava incansavelmente. Ser objetivo com a bola no pé despertou o interesse do Bayer Leverkusen da Alemanha que o levou por 20M de Euros. O resto vocês descobrirão.

Vinícius Jr.

O garoto de São Gonçalo também ficou pouco tempo no Brasil, assim como Paulinho, mas nem tanto.
Vinícius surgiu na base do Flamengo e já era visto como um destaque entre os garotos do ninho. No entanto, diferente de todos citados anteriormente, ele foi comprado antes de profissionalizar-se (16 anos) e por um alto valor: 45M de Euros. A partir desse cenário, gerou-se nele uma grande pressão em “fazer jus” a tanta grana. O garoto foi promovido ao time principal do Flamengo em 2017 e ficou até Julho de 2018, onde saiu como artilheiro da equipe até então. Em 20/07 ele foi apresentado o clube merengue. O resto vocês descobrirão.

O que esperar do futuro? Haverá mais venda? Por que nós?

Muitas são as perguntas que rodeiam esse cenário de venda e compra de jogadores. Enquanto você lê esse texto provavelmente algum jovem está surgindo e algum clube europeu já está de olho. Muitos são os fatores que geram uma compra tão cara de jogadores tão jovens. No caso de Vinícius, não foi só o bom futebol que atraiu o Real Madrid, mas sim a perda de Neymar ao Barça. O clube espanhol espera que ele jogue muito e justifique o investimento, claro, mas se não acontecer isso, pelo menos não correu o risco de estourar no principal rival.
Certamente haverá outras grandes compras de jogadores daqui. Mas por que nós? O que temos de diferente do mundo? Eu respondo: o sangue brasileiro, a capacidade de se reinventar no futebol, o amor pela bola e não apenas uma profissão. Ainda que com o 7×1, ainda que com o fracasso de 2006, 2010 e a perda de 2018, o Brasil sempre será a fábrica de craques, de jogadores diferentes, seja pontas rápidos, meias habilidosos ou centroavantes goleadores. Precisamos sim observar coisas novas, estudar futebol, importar o que for bom, mas o Brasil sempre terá o que não se pode produzir: futebol arte. Ou você tem ou você não tem. Sempre seremos o país do futebol. NUNCA DUVIDE DISSO!

#segueojogo #guiadeniteroi


Filipe Vianna – Blog Segue o Jogo

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