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CIDADE Metalúrgicos demitidos de estaleiro em Niterói buscam solução na Petrobras

14df50dcff9460c5d9ce142ad9a7706aUm grupo de metalúrgicos do estaleiro Eisa Petro Um (antigo Mauá), na Ponta da Areia, em Niterói, de um total de 1.000 trabalhadores demitidos no último dia 2, juntamente com dirigentes sindicais da categoria em Niterói e Itaboraí, reuniram-se na última sexta-feira (10), na sede da Petrobras, no centro do Rio, com representantes da empresa para discutir soluções para a situação dos trabalhadores.

Enquanto ocorria a reunião cerca de 3 mil metalúrgicos, entre demitidos e ativos do estaleiro, concentravam-se em frente à sede da estatal, principal cliente do estaleiro. Ontem (13) foi realizado um encontro entre os departamentos jurídicos do sindicato e da Transpetro, empresa subsidiária da Petrobras. Na próxima sexta-feira (17) haverá audiência de conciliação na Justiça do Trabalho de Niterói na qual será decidido o que acontecerá com os R$ 15 milhões da Transpetro retidos pela Justiça trabalhista na segunda-feira (6), para garantir o pagamento das indenizações dos demitidos.

A Transpetro afirmou, em nota, que está “rigorosamente em dia com todas as suas obrigações contratuais com o Estaleiro Eisa Petro-Um, de forma que todo o cronograma de pagamentos da Transpetro ao estaleiro está sendo cumprido”.

O presidente do sindicato, Edson Rocha, disse que a reunião foi positiva e as conversas estão avançando.

“Durante a próxima semana, vamos continuar conversando e tomar as decisões necessárias. Mas, por enquanto, os metalúrgicos continuam sem trabalhar.”

O diretor do sindicato, Jorge Luiz, reclamou de arbitrariedades contra os metalúrgicos nos últimos dois anos. Segundo ele, benefícios como os planos de saúde e odontológico, auxílio funeral e comunicação de acidente de trabalho (CAT) foram algumas das perdas dos trabalhadores. “O sindicato vem denunciando e questionando os órgãos competentes para coibir essas arbitrariedades. Apesar disso, estamos tendo um diálogo democrático até hoje. Estamos com algumas ações na 3ª Vara do Trabalho de Niterói, em que o desembargador Ramon Patrick pediu paciência para que isso se resolva da melhor maneira possível.”

Jorge Luiz disse ainda que o corpo jurídico do sindicato entrou com uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) para que o órgão acompanhe de perto o caso, não deixando que a decisão sobre o emprego de milhares de trabalhadores fique somente com a Justiça do Trabalho.

Fonte: Agência Brasil