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ÚLTIMAS NOTÍCIAS Instituto Vital Brazil estuda soro contra a covid-19

Método se baseia em outros soros já existentes contra outros vírus conhecidos

Um novo estudo sobre um medicamento para tratar pacientes da covid-19 promete ser uma saída para a pandemia que assola o mundo. Parceria entre o Instituto Vital Brazil e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a ideia é a criação de um soro hiperimune, como os usados contra a raiva, que também é um vírus, ou contra os venenos de animais peçonhentos, por exemplo, feitos a partir do plasma de cavalos. 

“Já vimos em muitas pesquisas realizadas pelo mundo que o tratamento a partir do plasma de pessoas curadas da Covid-19 teve efeito positivo no tratamento de infectados em estado grave. A ideia é fazer um experimento agora a partir do plasma de cavalos, para que o tratamento possa ser produzido em grande escala”, explica Adilson Stolet, presidente do Instituto Vital Brazil.

Os soros antiofídicos são produzidos a partir do sangue de um animal de grande porte, como o cavalo, que produz agentes de defesa contra o veneno inoculado em seu organismo. O sistema imunológico do animal cria anticorpos que neutralizam a ação do veneno, depois que uma dose pequena do veneno é injetada nele. Para a produção do soro, então, o plasma desse animal é a base. O material passa por diversas etapas de produção e testes até se tornar o soro que conhecemos. As hemácias (glóbulos vermelhos) são devolvidas ao animal.

O objetivo do Instituto é a produção do soro contra o coronavírus com essa mesma tecnologia. “Já fazemos o soro contra a raiva, por exemplo, que também é um vírus.”, lembra Stolet.

Nos soros contra vírus, a matéria-prima não é extraída de algum animal, como é o caso de soros contra o veneno de peçonhentos. Para o estudo com o novo coronavírus, o Instituto contará com a parceria da UFRJ, que isolará e inativará o vírus, para que a inoculação no cavalo seja feita de forma segura para o animal.

Na próxima quarta-feira, dia 27 de maio, os cavalos do Instituto Vital Brazil começarão a ser imunizados, ou seja, a receber pequenas doses do vírus para que criem anticorpos. A previsão é que em cerca de quatro meses o medicamento já esteja disponível para testes clínicos, que incluem testes em humanos. O Instituto possui capacidade para produzir o quantitativo para 100 mil tratamentos por ano.

“Acreditamos que o soro esteja disponível para uso em larga escala em até seis meses”, finaliza Stolet.

Outra frente – Outro projeto em andamento sobre tratamentos contra o coronavírus do Instituto Vital Brazil, concomitantemente ao estudo da criação do soro a partir do plasma animal, tem a ver com estudos em anticorpos e DNA de lhamas. “A ideia é ter os dois estudos nas mãos e apostar mais fichas no que o processo começar a dar resultados mais rápido, devido à urgência da pandemia”, ressalta Stolet. Ainda de acordo com o presidente, o projeto do soro a partir do plasma do cavalo deve ser mais rápido de ser finalizado, pois a tecnologia já existe. Já o estudo com o DNA de lhamas é uma versão que deve demandar mais tempo para sair da bancada.