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ÚLTIMAS NOTÍCIAS Estação BHLS vira abrigo para moradores de rua na Região Oceânica

Se por um lado as novas estações do BHLS do corredor da Transoceânica começam a ganhar forma, com a colocação das coberturas em pelo menos seis paradas, a estação do Trevo do Engenho do Mato virou abrigo para moradores de rua. Seis pessoas usam o espaço, que ainda não está funcionando, para dormirem e, ao longo do dia, eles se revessam para vigiarem os pertences do grupo. Panelas, garrafas de água e colchonetes são arrumados nas primeiras horas da manhã para deixar o espaço o menos bagunçado possível.

Um integrante do grupo, identificado apenas como Sérgio, de 58 anos, disse que mora há cinco anos na Praia de Itaipu e consegue dormir embaixo de um barco para se proteger do sereno. Mas após machucar a perna enquanto ajudava um pescador, ele está dormindo na estação do BHLS, pois é mais fácil para se locomover.

“Eu morava em São João de Meriti (na Baixada Fluminense) e após uma briga de família, quando meus pais morreram, eu optei por sair de casa para não brigar mais intensamente com minha família. Já passei pelo momento da revolta e agora simplesmente vivo um dia após o outro. Sinto falta de uma ação mais efetiva da Prefeitura de Niterói”, comentou o antigo arquivista de uma empresa de televisão.

A comerciante de uma loja que fica em frente à estação, Ana Paulo Couto, de 47 anos, disse que o grupo mora na estação desde meados desse ano. Ela explicou também que eles chegaram a ficar dentro da estação, mas funcionários da Prefeitura de Niterói conseguiram fechar, e vedar, toda a estação.

“Eu fico com pena deles, que não implicam com ninguém e nem são ofensivos e perigosos. É claro que essa situação é chata e a administração pública deveria fazer algo, mas realmente não tenho do que reclamar”, pontuou.

A Prefeitura de Niterói informou que a Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SASDH) mantém trabalho de rotina na região. A ida e permanência nas casas de acolhimento, no entanto, não é compulsória no País. As equipes de abordagem atuam, em toda a cidade, de segunda a sexta em três turnos: manhã (das 7h às 12h), tarde (das 13h às 19h) e noite (das 19h às 7h). Aos sábados, domingos e feriados, é realizado um plantão das 9h às 19h. As equipes buscam sensibilizar as pessoas em situação de rua a fim de irem para o Centro Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop), onde passam a ter acesso a diversas políticas públicas, e onde é realizado o atendimento psicossocial e dá-se início ao processo de reinserção social e familiar, assim como o recambiamento para seus municípios de origem. Do Centro Pop, essas pessoas são encaminhadas aos abrigos. O Município possui em sua rede própria 130 vagas, sendo atualmente ocupadas 75 vagas.

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