Categorias
NOVIDADES

CIDADE De Niterói para o mundo: ONG faz ato em repúdio ao atentado terrorista na França

942923-rio%20de%20paz_2A organização não governamental (ONG) Rio de Paz aproveitou os frequentadores que esperavam o pôr do sol na última quinta-feira, do Parque da Cidade, em Niterói, para mandar uma mensagem de solidariedade aos franceses pela morte de 12 pessoas, entre elas, vários cartunistas, no ataque terrorista ao jornal Charlie Hebdo, em Paris. Com cartazes e bandeiras da França e do Brasil, os ativistas convidaram quem estava no mirante a participar do ato.

“Viemos para cá certos de que teríamos a solidariedade do povo, porque esses terroristas conseguiram tocar na alma da humanidade, do mundo livre, democrático”, disse o fundador da ONG, Antônio Carlos Costa, autor da iniciativa, imprimiu os cartazes e reuniu sua equipe em três horas para não perder o pôr do sol.

Nos cartazes, estavam frases como Rio est Charlie (O Rio é Charlie) e La liberté à genoux, jamais!(liberdade de joelhos jamais). O ato também teve 12 cruzes feitas de lápis, simbolizando cada uma das 12 vítimas do atentado. Quando o sol começou a se pôr, e a plateia estava preparada para as selfies, Antônio Carlos pediu a atenção de todos convidou a participar das fotos, que representariam “uma mensagem do Rio de Janeiro ao povo francês”.

“Não vamos permitir retrocesso histórico porque uns malucos se recusam a viver em um mundo pluralista. Nós julgamos que é obrigação do mundo livre se levantar e protestar contra”, disse. Segundo ele, a Europa passará por seu maior desafio moral desde a 2ª Guerra Mundial, pois será preciso combater o terrorismo sem responsabilizar os muçulmanos por atos de extremistas. “Não pode deixar esses loucos agirem impunemente, e, ao mesmo tempo, vai ter que separar o joio do trigo”.

Pessoas de todas as idades que estavam no mirante aderiram ao ato de solidariedade, como o casal Rafael Faria e Viviane Quintela, ambos de 22 anos, que carregava o filho Davi, de 3 meses, em seu primeiro pôr do sol no Parque da Cidade. “Sabendo o que aconteceu, a gente sente e se comove. Uma vez que alguém fez isso lá, outros podem achar que têm o direito de fazer isso em outros lugares”, disse Rafael.

O instrutor de parapente Ciro Gomes de Souza, de 48 anos, também quis pegar um dos cartazes para participar. Para ele, a resposta ao ataque deve ser pacífica. “Tem que levantar a bandeira da paz. A bandeira da França já diz tudo: liberdade, igualdade e fraternidade. Quando a gente tem um ato desse, que é tão violento, a gente não pode responder batendo de novo”.

Fonte e fotos: Agência Brasil